O deputado disse ainda que pretende propor que a comissão peça uma explicação à embaixada britânica no Brasil:
- Acho que cabe pedir um esclarecimento melhor sobre a campanha. É importante também que isso seja feito em conjunto com o município do Rio e a Riotur.
15 maio 2009
Você sabe que vive numa republiqueta quando...
Quando assuntos banais são tratados como questões de Estado:
Era de embustes históricos
Nunca concordei tanto com Mainardi:
O que mais me irrita - embora não me surpreenda - é que os mais ferozes embusteiros são justamente aqueles que estão muito bem protegidos pelo mesmíssimo sistema no qual adoram cuspir. Que essa gente ainda tenha algum pingo de credibilidade e espaço para falar suas asneiras só vem provar que a América é hoje uma caricatura da nação que foi um dia.
Os interrogadores da CIA foram comparados aos torturadores de Pol Pot. Do mesmo modo que a guerra no Iraque foi comparada às Cruzadas, Gaza foi comparada ao gueto de Varsóvia e a crise financeira do ano passado foi comparada à de 1929. Nós estamos numa era de embustes históricos, usados para camuflar a propaganda eleitoreira. É perturbador admitir que a tortura, aplicada de maneira limitada - contra Khalid Shaikh Mohammed e outros dois terroristas -, num período igualmente limitado - nos meses posteriores aos atentados de 11 de setembro de 2001 -, possa ter contribuído para salvar centenas de pessoas. Mas os fatos perturbadores precisam ser questionados sem medo, mesmo que a resposta contrarie tudo aquilo em que sempre acreditamos. O erro é "esperar para ver". Ninguém deve esperar para ver.
O que mais me irrita - embora não me surpreenda - é que os mais ferozes embusteiros são justamente aqueles que estão muito bem protegidos pelo mesmíssimo sistema no qual adoram cuspir. Que essa gente ainda tenha algum pingo de credibilidade e espaço para falar suas asneiras só vem provar que a América é hoje uma caricatura da nação que foi um dia.
14 maio 2009
Olavão
Olavo de Carvalho num ótimo artigo:
Quando digo que a democracia capitalista dificilmente pode sobreviver sem uma cultura de valores tradicionais, muitos liberais brasileiros, loucos por economia e devotos da onipotência mágica do mercado, fazem expressão de horror, de escândalo, como se estivessem diante de uma heresia, de uma aberração intolerável, de um pensamento iníquo e mórbido que jamais deveria ocorrer a um membro normal da espécie humana.
Enquanto isso na Sala de Justiça...
Obama Considers Detaining Terror Suspects Indefinitely
WASHINGTON -- The Obama administration is weighing plans to detain some terror suspects on U.S. soil -- indefinitely and without trial -- as part of a plan to retool military commission trials that were conducted for prisoners held in Guantanamo Bay, Cuba.
The proposal being floated with members of Congress is another indication of President Barack Obama's struggles to establish his counter-terrorism policies, balancing security concerns against attempts to alter Bush-administration practices he has harshly criticized.
On Wednesday, the president reversed a recent administration decision to release photos showing purported abuse of prisoners at U.S. military facilities in Iraq and Afghanistan. Mr. Obama cited concern that releasing the pictures could endanger U.S. troops. Mr. Obama ordered government lawyers to pull back an earlier court filing promising to release hundreds of photos by month's end as part a lawsuit brought by the American Civil Liberties Union.
12 maio 2009
Dúvida
Aquele que acredita que o Estado, por conferir grande poder aos seus membros, os corrompe e por isso deveria ser abolido, não deveria também ser a favor da proibição do porte de armas?
08 maio 2009
Dois velhos conhecidos
Acabo de descobrir (no Mosca) que um velho conhecido está blogando novamente. E no blog dele descubro que um outro conhecido também já vem blogando há um tempo. Claro, já foram os dois pra minha lista.
07 maio 2009
Falando o óbvio
Falar o óbvio é tão chato quanto necessário atualmente.
(...) A liberdade de expressão não se mede pela forma como agentes privados permitem ou não permitem a venda e difusão de certas obras. A liberdade de expressão pressupõe que não existe nenhum poder político, ou seja, público, ou seja, com capacidade coerciva, que proíbe a venda e difusão de certas obras (...).
A censura do regime salazarista determinava o que os portugueses podiam ver, ler, ouvir. No Portugal de hoje, não existe nenhuma entidade oficial que determine o que é possível ver, ler, ouvir. Essa decisão pertence aos indivíduos: aos indivíduos que compram, sem dúvida; mas também aos indivíduos que vendem. A liberdade não é exclusiva de quem consome.
05 maio 2009
Caso clássico
Eis um caso clássico de progressismo com o fiofó alheio. Curiosamente a única pessoa que aparenta algum interesse, por mínimo que seja, na situação do aluno é justamente aquele que corre o risco de ficar com o rótulo de intolerante: o tal professor. É tão óbvio o fato de que uma criança com necessidades especiais não pode ser educada usando-se os mesmos métodos que as demais que a insistência em fazê-lo demonstra total desinteresse no futuro das crianças portadoras de deficiência. Para variar, entre posar de progressista e desprovido de preconceitos, ainda que com o custo de ter crianças sendo educadas de forma inadequada, e passar por reacionário, intolerante e discriminador, o muderno opta pela última opção.
03 maio 2009
É triste
Acho que finalmente a última coisa que mantinha algum vínculo cultural meu com o Brasil se acabou: o futebol. Hoje já não tenho mais saco para acompanhar por noventa minutos as proezas de obinas, leo mouras, juans, alessandros, carlos albertos, wellington monteiros, leandros, etc. E olha que quem fala isso é um cara que, no passado, assistiria até partida de casados vs. solteiros se fosse transmitida. Não sou daqueles saudosistas que acham que não há mais jogadores como antigamente. Lamentavelmente, porém, eles atuam alhures. Para nós, como diz aquele pagode, sobrou o bagaço da laranja.
Rio 2016
Inventaram de tocar o Hino Nacional antes da partida de hoje entre Botafogo e Flamengo, no Maracanã. Enquanto a banda da polícia militar tocava, as duas torcidas a ignovaram solenemente, cantando suas respectivas musiquinhas toscas.
Família, família
Se isso fosse um fato isolado seria até engraçado. Mas terceirizar a educação dos filhos parece ter se tornado hábito da classe média brasileira, que abandonou de vez o mais básico núclo social: a família.
Depois vão vocês chorar na cama que é lugar quente.
Se o recheio do bolo da festa de aniversário do coleguinha tiver um gosto ruim ou não agradar, não é de bom tom fazer careta ou cuspir no prato, muito menos no chão. Mesmo que os docinhos estejam deliciosos, os pequenos convidados não podem e não devem retirar mais de um da bandeja. Comer mais, só quando o garçom retornar para a segunda rodada.
A orientação acima não foi feita por uma mãe ou um pai ao filho, mas pela orientadora pedagógica Cinira Estevam aos quase 50 alunos do turno integral do Colégio Renovação, na Zona Sul de São Paulo. Boas maneiras virou, desde o início do ano letivo, disciplina do currículo escolar dessas crianças, que têm entre 6 e 10 anos e estudam em período integral.
(...)
Pontualidade e como cumprimentar os coleguinhas e os mais velhos, é um dos assuntos da aula sobre como se comportar fora de casa. Como se vestir e o que se deve ou não fazer no elevador, no shopping, na fila, no cinema, no teatro e na igreja são outros assuntos abordados.
Depois vão vocês chorar na cama que é lugar quente.
A vingança silenciosa de George W. Bush
Não, não veremos nenhum âncora ou colunista fazendo comentários indignados sobre falta de sensibilidade da "administração Obama". Não, não leremos editorias fazendo referências à falta de tato do "atual governo", como tantas vezes vimos no passado recente. Em todo caso: nice going, Obama! Again!
01 maio 2009
Coisa de louco
Um homossexual, recém-curado de um câncer, após uma caminhada pela cidade de mãos dadas com seu namorado, chega em casa, liga seu computador conectado a uma internet de banda larga via fibra ótica e, enquanto conversa no telefone celular, via satélite, com uma amiga do outro lado do mundo, escreve no seu blog:
Comparar culturas, por si só, é um ato abominável.
Qualquer semelhança com fatos ou pessoas reais é mera coincidência.
Comparar culturas, por si só, é um ato abominável.
Qualquer semelhança com fatos ou pessoas reais é mera coincidência.
Um lembrete
Uma pequena lembrança aos nossos deputados e militantes cotistas:
A soma das partes não pode ultrapassar 100%.
Só um lembrete caso vocês se animem demais distribuição de cotas.
A soma das partes não pode ultrapassar 100%.
Só um lembrete caso vocês se animem demais distribuição de cotas.
30 abril 2009
26 abril 2009
Sigilo bancário
Entrevista com o secretário-geral da Associação de Banqueiros Privados da Suíça (grifos meus):
Parte 1.
Parte 2.
Parte 1.
O sigilo bancário ainda é um dos grandes mitos da Suíça?
A Suíça sempre quis manter um sigilo bancário, pois faz parte da sua tradição financeira e também da mentalidade do seu povo. Uma mentalidade em que as pessoas são reservadas sobre o que têm e o que mostram. Isso também diz respeito à relação que existe entre o cidadão e o Estado. Afinal, na Suíça os cidadãos confiam neste, mas porque, em primeiro lugar, o controlam largamente graças às votações (n.r.: os plebiscitos e referendos), mas desconfiam muitas vezes dos funcionários. Nós, suíços, gostamos de restringir o poder do Estado para mantê-lo sob controle.
Parte 2.
Bode expiatório
Tava há algum tempo criando saco para escrever algo sobre como George W. Bush foi - e Obama tem feito de tudo para que ele ainda seja - o bode expiatório do mundo. O saco não veio, logo eu uso esta passagem de um post do Fiúza (que, lembremos, escreveu barbaridades sobre o caso da brasileira em Zurich):
George W. Bush encarnou para as massas a imagem do MAL absoluto. Seu personagem foi capaz de fazer com que políticos corruptos, ditadores, tiranos, terroristas, puxa-sacos, pusilânimes, enfim, canalhas de todo tipo, se sentissem pessoas melhores.
Apenas por serem contra George W. Bush.
Obama veio como o complemento ideal. Não somente as pessoas maravilhosas odiaram George W. Bush com todas as suas forças, como também "ajudaram" a tirá-lo do poder e colocaram lá alguém que representava toda a bondade dos seus coraçõezinhos imaculados.
Obama, que não é bobo nem nada, aceitou de bom grado esse papel e, após 100 dias de governo, temos a Coréia do Norte toda assanhadinha e o oriente médio começando a ferver novamente. Isso para não falar da gastança e aumento do Estado nos EUA.
Vamos ver como esse espetáculo vai terminar.
Quanto aos puros de coração, por via das dúvidas, é bom manter o registro do domínio www.sorryeverybody.com. Mas algo me diz que reconhecer seus erros não é exatamente uma virtude que lhes seja característica.
O estereótipo fedorento dos políticos serve para isso. Para o cidadão comum se sentir cheiroso.
George W. Bush encarnou para as massas a imagem do MAL absoluto. Seu personagem foi capaz de fazer com que políticos corruptos, ditadores, tiranos, terroristas, puxa-sacos, pusilânimes, enfim, canalhas de todo tipo, se sentissem pessoas melhores.
Apenas por serem contra George W. Bush.
Obama veio como o complemento ideal. Não somente as pessoas maravilhosas odiaram George W. Bush com todas as suas forças, como também "ajudaram" a tirá-lo do poder e colocaram lá alguém que representava toda a bondade dos seus coraçõezinhos imaculados.
Obama, que não é bobo nem nada, aceitou de bom grado esse papel e, após 100 dias de governo, temos a Coréia do Norte toda assanhadinha e o oriente médio começando a ferver novamente. Isso para não falar da gastança e aumento do Estado nos EUA.
Vamos ver como esse espetáculo vai terminar.
Quanto aos puros de coração, por via das dúvidas, é bom manter o registro do domínio www.sorryeverybody.com. Mas algo me diz que reconhecer seus erros não é exatamente uma virtude que lhes seja característica.
25 abril 2009
Mais ou menos assim
Essa tirinha do Calvin expressa, de certa forma, como funciona a cabeça dos ideólogos comunistas e libertários:
Tá ficando esquisito
Parece que o "bom de lábia" não está pedindo desculpas o suficiente. Ou talvez ele precise liberar mais informações privilegiadas da CIA, sei lá!
O fato é que tem neguinho se engraçando...
O fato é que tem neguinho se engraçando...
24 abril 2009
Newsweek
Recebi um link com esta reportagem da Newsweek. Só consegui ler até aqui:
Não parece coisa do The Onion?
Brazil has become a solid free-market democracy, a rare island of stability in a region of turmoil and governed by the rule of law instead of the whims of autocrats.
Não parece coisa do The Onion?
23 abril 2009
You wanted a change, didn't you?
Now, suck it up! (via FYI)
PS: O título desse post poderia ser também "Obama é Lula. Agora este tem sua herança maldita."
Mark down the date. Tuesday, April 21, 2009, is the moment that any chance of a new era of bipartisan respect in Washington ended. By inviting the prosecution of Bush officials for their antiterror legal advice, President Obama has injected a poison into our politics that he and the country will live to regret.
Policy disputes, often bitter, are the stuff of democratic politics. Elections settle those battles, at least for a time, and Mr. Obama's victory in November has given him the right to change policies on interrogations, Guantanamo, or anything on which he can muster enough support. But at least until now, the U.S. political system has avoided the spectacle of a new Administration prosecuting its predecessor for policy disagreements. This is what happens in Argentina, Malaysia or Peru, countries where the law is treated merely as an extension of political power.
PS: O título desse post poderia ser também "Obama é Lula. Agora este tem sua herança maldita."
21 abril 2009
Detalhe
No post anterior, percebam, no caso de estudo linkado, a duração da coisa!
Notem a diferença brutal com o Brasil onde as coisas têm que acontecer no período do mandato governamental (a tal necessidade de inaugurar obras que nos brinda com aberrações como a Cidade da Música no Rio de Janeiro). Em Zurich, o plano se iniciou na década de setenta e passou pelas de oitenta, noventa até chegar ao ano 2000 sem que nenhum governo começasse coisa alguma do zero novamente.
Notem a diferença brutal com o Brasil onde as coisas têm que acontecer no período do mandato governamental (a tal necessidade de inaugurar obras que nos brinda com aberrações como a Cidade da Música no Rio de Janeiro). Em Zurich, o plano se iniciou na década de setenta e passou pelas de oitenta, noventa até chegar ao ano 2000 sem que nenhum governo começasse coisa alguma do zero novamente.
Cuidado para o bebê não ir junto
Viver no Brasil e nunca ter colocado os pés em um lugar civilizado contamina o nosso jeito de ver as coisas. É perfeitamente normal que uma pessoa que sempre tenha vivido no Brasil chegue à conclusão de que o Estado deva ser abolido totalmente, jogando o bebê fora junto com a água da bacia. Afinal de contas, tudo que o nosso Estado se propõe a fazer é caro, mal feito (quando feito) e envolto em corrupções mil. Ou seja: dinheiro do pagador de impostos jogado no ralo. O dilema, no que diz respeito às empreitadas estatais, não é se é mais ou menos eficiente algo ser feito pelo Estado ou ser entregue ao livre mercado. E nem mesmo a questão filosófica. No que diz respeito ao Estado brasileiro, paga-se o imposto e também adquire-se o serviço da iniciativa privada porque o Estado não o fornece ou o faz com qualidade inaceitável.
Mas as coisas não são assim no mundo todo (são piores em alguns lugares, é verdade).
Eis aqui um pequeno exemplo de como o Estado pode agir para melhorar a qualidade de vida de uma forma geral.
Public choice na veia, certo Xará?
Mas as coisas não são assim no mundo todo (são piores em alguns lugares, é verdade).
Eis aqui um pequeno exemplo de como o Estado pode agir para melhorar a qualidade de vida de uma forma geral.
Public choice na veia, certo Xará?
Jesuis!
O Globo, seguindo a tendência mundial de dar voz aos seus leitores, abriu espaço para uma leitora escrever esta maravilha sobre mais uma conferência da ONU sobre sei lá o quê (leia com atenção):
Agora veja quem foi exemplo de conduta, na opinião da leitora (grifos meus):
Selvageria, barbárie e civilização, estágios da humanidade. Estamos na civilização, mas este boicote por parte de Alemanha, Austrália, Estados Unidos da América, Canadá, Itália, entre outros, ao discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad na conferência da ONU sobre racismo, nos remete ao período de selvageria, onde diálogos inexistem, muito menos o conceito de relativização.
Agora veja quem foi exemplo de conduta, na opinião da leitora (grifos meus):
Por sua vez, Ahmadinejad, apenas com a atitude de confirmar sua presença na conferência, demonstrou estar no estágio da civilização, onde as pessoas respeitam organizadores de eventos deste porte e se dispõem a dialogar, não falou sozinho e ouviu também. Educação à parte. A intolerância se revela pelo lado onde teoricamente não se esperava.
Muros e muros
Tem uma expressão em inglês que eu adoro: walk your talk. Ou seja, faça o que você fala. Nem sempre é possível dada a nossa condição humana que nos condena a muitos fracassos (I can't walk my talk) ou graças à boa e velha hipocrisia (I don't want to walk my talk).
O mais novo bafafá carioca é o caso dos muros que estão sendo construídos para evitar o avanço das favelas sobre - Rá! Rá! Rá! Vamos fazer de conta que esta é a motivação! - as áreas verdes do Rio.
Caguei pro muro. Eu acho que tinha que ser construído um muro em volta da América do Sul inteira. Minha dúvida é: quantas das pessoas que hoje clamam pela construção do tal muro não fizeram cara de nojinho quando Israel construiu o seu muro para barrar terroristas?
Em geral as pessoas que não estão dispostas a walk their talk também são adeptas da máxima "no fiofó dos outros é refresco".
O mais novo bafafá carioca é o caso dos muros que estão sendo construídos para evitar o avanço das favelas sobre - Rá! Rá! Rá! Vamos fazer de conta que esta é a motivação! - as áreas verdes do Rio.
Caguei pro muro. Eu acho que tinha que ser construído um muro em volta da América do Sul inteira. Minha dúvida é: quantas das pessoas que hoje clamam pela construção do tal muro não fizeram cara de nojinho quando Israel construiu o seu muro para barrar terroristas?
Em geral as pessoas que não estão dispostas a walk their talk também são adeptas da máxima "no fiofó dos outros é refresco".
Se tivesse três desejos
Um deles seria poder ver como será o mundo daqui a uns duzentos ou trezentos anos. Gostaria de ver com meus próprios olhos onde vamos chegar com o politicamente correto, multiculturalismo e a supressão de quaisquer vozes discordantes.
A julgar pelo andar da carruagem, se hoje perde-se empregos ou concursos de beleza por causa de uma opinião, daqui a duzentos anos será a coisa mais natural, no ocidente "livre", parar na cadeia. Ou coisa pior.
Está claro que a liberdade de opinião de alguém não significa que todos sejam obrigados a aceitá-la e nem mesmo a não reagir a ela. Oras, o que a miss achava que ia acontecer num nicho de mercado com grande presença de homossexuais?
O que me surpreende é que não basta mais discordar: é preciso odiar o discordante com todas as forças. Desprezá-lo e humilhá-lo até que ele, ainda que não concorde com suas causas, pelo menos se cale.
Essa tirania dos modernos e dos virtuosos. É o resultado dela que eu gostaria de ver com meus próprios olhos daqui a duzentos anos
A julgar pelo andar da carruagem, se hoje perde-se empregos ou concursos de beleza por causa de uma opinião, daqui a duzentos anos será a coisa mais natural, no ocidente "livre", parar na cadeia. Ou coisa pior.
Está claro que a liberdade de opinião de alguém não significa que todos sejam obrigados a aceitá-la e nem mesmo a não reagir a ela. Oras, o que a miss achava que ia acontecer num nicho de mercado com grande presença de homossexuais?
O que me surpreende é que não basta mais discordar: é preciso odiar o discordante com todas as forças. Desprezá-lo e humilhá-lo até que ele, ainda que não concorde com suas causas, pelo menos se cale.
Essa tirania dos modernos e dos virtuosos. É o resultado dela que eu gostaria de ver com meus próprios olhos daqui a duzentos anos
20 abril 2009
Car crash
Sacam o efeito "batida de automóvel"?
Não?
É quando você sabe que vai ver algo desagradável mas não consegue desviar os olhos. Assim está minha relação com este blog.
Tava aqui de bob na internet, a rede mundial de computadores, e pensei "o que será que aquele carinha escreveu dessa vez?" Fui checar e, como sempre, ele não decepciona.
Parece incrível, mas isso aqui foi escrito por um adulto:
Não?
É quando você sabe que vai ver algo desagradável mas não consegue desviar os olhos. Assim está minha relação com este blog.
Tava aqui de bob na internet, a rede mundial de computadores, e pensei "o que será que aquele carinha escreveu dessa vez?" Fui checar e, como sempre, ele não decepciona.
Parece incrível, mas isso aqui foi escrito por um adulto:
Eu só posso ver este fenômeno com bons olhos. Não gosto da tirania cristã católica ou protestante em lugar algum do mundo e tenho horror só de pensar em bancadas políticas evangélicas nos EUA e no Brasil. Entendo totalmente a necessidade religiosa das pessoas, o imperativo da expressão da fé de cada um, mas sempre achei que as instituições religiosas, de um modo geral, empurram mais os países e as pessoas para trás do que para a frente. A onda criacionista nos EUA (e o furor com que ela se lança contra o Darwinismo) é algo só comparável, em falta de noção das coisas e de ridiculice, com a cientologia de Tom Cruise e John Travolta.
Uma coisa é uma pessoa buscar conforto psicológico na idéia de que, afinal, há uma entidade superior que rege tudo e todos num espírito de tolerância, compaixão, amor e respeito mútuo. Outra é achar que minha entidade superior é melhor do que a sua e que, portanto, como pregam os fundamentalistas, todos os que não compartilham da minha fé devem ser eliminados, constrangidos, banidos e, no caso da Al Qaeda, mortos. Ou que as leis do Estado devam se submeter às leis religiosas, sejam elas quais forem, de modo que uma bancada de políticos evangélicos impeça um sério programa de planejamento familiar com o argumento de que isso fere a vontade de Deus. Que Deus, cara-pálida? E quem acredita em Buda faz o que? E quem é espírita ou umbadista tem que entubar a vontade de Deus também?
Sempre achei que a lei dos homens (a possibilidade de cadeia e a supressão da liberdade, por exemplo) e o convívio social e familiar (a vergonha junto a pais ou amigos) fazem muito mais pela civilidade das pessoas do que a lei de Deus. Ninguém tem ou deixa de ter um amante ou de roubar um banco "porque é pecado capital". A destruição de reputações e carreiras ou a cadeia aterrorizam muito mais gente, com exceção dos políticos de Brasília, mas isso é outro post.
JP
Parei tudo que estava lendo (na verdade já tava meio paradão mesmo) para ler o livro do gajo.
Achei a crônica abaixo espetacular.
Me engana que eu gosto (link somente para assinantes)
É impressão minha ou a alegria do Brasil vem embalada numa tristeza de quem ri para não chorar?
Espantoso: A revista "Vanity Fair" já publicou Dorothy Parker ou Robert Benchley. Hoje publica A.A. Gill, jornalista que visitou o Brasil para escrever um texto que dá pena. Diz Gill, com erudita sofisticação, que existem dois povos no mundo. Os que gostam de seios e os que gostam de bundas. Os americanos gostam de seios. Grandes. Enormes. Os brasileiros preferem as bundas. O filósofo Gill gosta de brasileiros, ou seja, gosta de bundas. E oferece um ensaio onde está o supremo clichê sobre o Brasil: apesar do crime, das favelas, da corrupção política e do fosso miserável entre ricos e pobres, o Brasil é só alegria. O Brasil é só bundas.
Será? Uns meses atrás, em Lisboa, comentei o fato com uma atriz brasileira que conhece por dentro as manifestações de alegria que o Brasil oferece ao mundo. E perguntei: era impressão minha ou a alegria do Brasil vinha sempre embalada numa tristeza funda -a tristeza própria de quem ri para não chorar?
Ela gostou da pergunta e contou uma história a respeito: a história de como os cariocas transbordam de agrado para as câmeras durante o Carnaval, mas regressam à melancolia sincera quando as câmeras se apagam. Questão de segundos. Ela própria presenciara o fenômeno repetidas vezes numa única noite: o sorriso, o festejo automático, a vibração do corpo perante as lentes; e, quando as lentes se afastam, o desânimo progressivo, o desencanto e finalmente a solidão. A imagem é perfeita como comentário de outra imagem: a imagem que os brasileiros constroem de si próprios para iludir a realidade em volta.
É um problema de estima. De "auto-estima", a palavra fatal que acabou por substituir outra. "Auto-respeito." Não são a mesma coisa. Montaigne explica. A estima pressupõe o olhar dos outros sobre nós. O respeito pressupõe o olhar de nós sobre nós próprios. A auto-estima depende da opinião alheia. O auto-respeito depende da opinião pessoal: de aceitarmos o que somos sem a obrigação tirânica de sermos o que os outros esperam que sejamos. Para Montaigne, é o auto-respeito que permite uma felicidade serena, ou possível. A auto-estima, porque dependente de terceiros, é volátil como o vento. E gera uma insatisfação voraz que transforma qualquer ser humano num escravo.
Os brasileiros vivem para os outros, não para si próprios. E a constante preocupação com a imagem - uma imagem radiosa, perfeita e feliz- é apenas a expressão mais visível dessa escravidão: com menos rugas; mais seios; mais bunda; melhor nariz; e com a máscara jubilosa de quem passa pela vida a sambar, talvez a realidade seja sublimada, ou apagada. E talvez a tristeza não venha quando as câmeras se apagam.
Mas a tristeza vem quando as câmeras se apagam. Porque ela sempre esteve lá. E a realidade permanece intocada pelo som efusivo do pandeiro: crime, favelas, corrupção política, o fosso miserável entre ricos e pobres. E a obrigação pessoal, e crescente, e permanente, de sorrir para as câmeras. De sorrir para os outros.
Até quando, Brasil? Até quando negarás que não existe coisa mais triste do que a alegria do teu povo?
Achei a crônica abaixo espetacular.
Me engana que eu gosto (link somente para assinantes)
É impressão minha ou a alegria do Brasil vem embalada numa tristeza de quem ri para não chorar?
Espantoso: A revista "Vanity Fair" já publicou Dorothy Parker ou Robert Benchley. Hoje publica A.A. Gill, jornalista que visitou o Brasil para escrever um texto que dá pena. Diz Gill, com erudita sofisticação, que existem dois povos no mundo. Os que gostam de seios e os que gostam de bundas. Os americanos gostam de seios. Grandes. Enormes. Os brasileiros preferem as bundas. O filósofo Gill gosta de brasileiros, ou seja, gosta de bundas. E oferece um ensaio onde está o supremo clichê sobre o Brasil: apesar do crime, das favelas, da corrupção política e do fosso miserável entre ricos e pobres, o Brasil é só alegria. O Brasil é só bundas.
Será? Uns meses atrás, em Lisboa, comentei o fato com uma atriz brasileira que conhece por dentro as manifestações de alegria que o Brasil oferece ao mundo. E perguntei: era impressão minha ou a alegria do Brasil vinha sempre embalada numa tristeza funda -a tristeza própria de quem ri para não chorar?
Ela gostou da pergunta e contou uma história a respeito: a história de como os cariocas transbordam de agrado para as câmeras durante o Carnaval, mas regressam à melancolia sincera quando as câmeras se apagam. Questão de segundos. Ela própria presenciara o fenômeno repetidas vezes numa única noite: o sorriso, o festejo automático, a vibração do corpo perante as lentes; e, quando as lentes se afastam, o desânimo progressivo, o desencanto e finalmente a solidão. A imagem é perfeita como comentário de outra imagem: a imagem que os brasileiros constroem de si próprios para iludir a realidade em volta.
É um problema de estima. De "auto-estima", a palavra fatal que acabou por substituir outra. "Auto-respeito." Não são a mesma coisa. Montaigne explica. A estima pressupõe o olhar dos outros sobre nós. O respeito pressupõe o olhar de nós sobre nós próprios. A auto-estima depende da opinião alheia. O auto-respeito depende da opinião pessoal: de aceitarmos o que somos sem a obrigação tirânica de sermos o que os outros esperam que sejamos. Para Montaigne, é o auto-respeito que permite uma felicidade serena, ou possível. A auto-estima, porque dependente de terceiros, é volátil como o vento. E gera uma insatisfação voraz que transforma qualquer ser humano num escravo.
Os brasileiros vivem para os outros, não para si próprios. E a constante preocupação com a imagem - uma imagem radiosa, perfeita e feliz- é apenas a expressão mais visível dessa escravidão: com menos rugas; mais seios; mais bunda; melhor nariz; e com a máscara jubilosa de quem passa pela vida a sambar, talvez a realidade seja sublimada, ou apagada. E talvez a tristeza não venha quando as câmeras se apagam.
Mas a tristeza vem quando as câmeras se apagam. Porque ela sempre esteve lá. E a realidade permanece intocada pelo som efusivo do pandeiro: crime, favelas, corrupção política, o fosso miserável entre ricos e pobres. E a obrigação pessoal, e crescente, e permanente, de sorrir para as câmeras. De sorrir para os outros.
Até quando, Brasil? Até quando negarás que não existe coisa mais triste do que a alegria do teu povo?
Será que é por causa da reforma?
Diz o G1:
Europeus deixam evento da ONU após presidente do Irã taxar Israel de 'racista'
Imagem aqui.
Como não dei muita bola pra tal reforma ortográfica, fico na dúvida se esta definição ainda está valendo:
tachar
ta.char
(tacha1+ar2) vtd 1 Pôr tacha em; acusar de mancha ou defeito; censurar: Muitas vezes os incapazes é que tacham os talentosos. 2 Considerar depreciativamente; censurar: Tacham-no de hipócrita. 3 Notar, qualificar.
Europeus deixam evento da ONU após presidente do Irã taxar Israel de 'racista'
Imagem aqui.
Como não dei muita bola pra tal reforma ortográfica, fico na dúvida se esta definição ainda está valendo:
tachar
ta.char
(tacha1+ar2) vtd 1 Pôr tacha em; acusar de mancha ou defeito; censurar: Muitas vezes os incapazes é que tacham os talentosos. 2 Considerar depreciativamente; censurar: Tacham-no de hipócrita. 3 Notar, qualificar.
13 abril 2009
Definitivamente, assim não dá
Homem abre fogo a esmo, mata dois e é preso no norte da França
Acho que a imprensa deveria ser mais consciente do seu papel e voltar a noticiar somente os casos de tiroteiro nos EUA. Fica confundindo a cabecinha dos seus leitores, pô!
Acho que a imprensa deveria ser mais consciente do seu papel e voltar a noticiar somente os casos de tiroteiro nos EUA. Fica confundindo a cabecinha dos seus leitores, pô!
Princípios
Não é raro ver nos debates que envolvem decisões morais uma distorção, intencional ou não, do conceito da palavra princípio.
Princípios nos servem como uma bússola moral para guiar nossas ações. Assim como a bússola, o princípio nos indica o caminho certo a seguir. Fazer isso ou não, porém, depende do viajante.
Mesmo que acreditemos em um conjunto determinado de princípios, somente saberemos ser capazes de nos manter fiéis a eles quando uma situação real se coloca diante de nós. Até lá, tudo o que temos é a direção que acreditamos ser a correta. Um exemplo simples: sou contra o aborto, mas somente saberei se sou forte o bastante para me ater a este princípio, quando uma situação real da vida me colocar numa encruzilhada que me faça escolher um caminho.
O ser humano, entretanto, é um bicho esquisito, dotado de certos mecanismos psicológicos que visam a proteger sua auto-imagem. Diante da constatação da impossibilidade se ater a um dado princípio, em vez de assumir sua fraqueza e tentar se fortalecer para encarar as próximas encruzilhadas que a vida lhe proporcionará, pode-se às vezes seguir o caminho mais fácil: abandonar o princípio.
No final das contas cada indivíduo apenas se atém aos princípios aos quais ele consegue manter-se fiel. Não precisa se gênio para saber onde esse tipo de relativismo leva uma sociedade, principalmente no que diz respeito à elaboração de cartas magnas.
É comum aquele que não consegue se manter fiel a um princípio ser acusado de hipócrita. Essas acusações partem, freqüentemente, daqueles indivíduos que já abandonaram o mesmo princípio em algum momento de sua vida (*). Esta é uma acusação é muito comum em debates envolvendo militantes ateus e religiosos, com os primeiros pretendendo de atacar os princípios que fundamentam uma determinada religião. Isso é uma tolice, grande demais para não ser encarada como má-fé se a pessoa que a profere é razoavelmente inteligente.
(parênteses anti-idiotas: não estou dizendo que todo ateu critica a religião nessas bases e nem que um ateu não possa se ater a princípios)
Hipocrisia é apregoar uma qualidade que não se tem, não acreditar que um princípio é correto mesmo quando não se consegue segui-lo. Se afirmo que o aborto errado e, diante de uma situação da vida, eu o pratique, o que vai me definir como hipócrita será o fato de eu afirmar que “nunca pratiquei aborto”. Se eu reconheço a validade do princípio e reconheço minha fraqueza em não segui-lo, isso não faz de mim um hipócrita, mas apenas humano.
Princípios são tão importantes para uma sociedade que constituem uma das primeiras coisas a serem demolidas por movimentos revolucionários. Eles são o que mantém unido o tecido social, orientando a relação entre os indivíduos. Quando essa “cola” desaparece, certo ou errado será aquilo que alguém, com poder forte o bastante para impor-se aos demais, disser que é certo ou errado. Quem será? Quem será?
(*) “O grande prazer do devasso é arrastar à devassidão” (André Gide)
Princípios nos servem como uma bússola moral para guiar nossas ações. Assim como a bússola, o princípio nos indica o caminho certo a seguir. Fazer isso ou não, porém, depende do viajante.
Mesmo que acreditemos em um conjunto determinado de princípios, somente saberemos ser capazes de nos manter fiéis a eles quando uma situação real se coloca diante de nós. Até lá, tudo o que temos é a direção que acreditamos ser a correta. Um exemplo simples: sou contra o aborto, mas somente saberei se sou forte o bastante para me ater a este princípio, quando uma situação real da vida me colocar numa encruzilhada que me faça escolher um caminho.
O ser humano, entretanto, é um bicho esquisito, dotado de certos mecanismos psicológicos que visam a proteger sua auto-imagem. Diante da constatação da impossibilidade se ater a um dado princípio, em vez de assumir sua fraqueza e tentar se fortalecer para encarar as próximas encruzilhadas que a vida lhe proporcionará, pode-se às vezes seguir o caminho mais fácil: abandonar o princípio.
No final das contas cada indivíduo apenas se atém aos princípios aos quais ele consegue manter-se fiel. Não precisa se gênio para saber onde esse tipo de relativismo leva uma sociedade, principalmente no que diz respeito à elaboração de cartas magnas.
É comum aquele que não consegue se manter fiel a um princípio ser acusado de hipócrita. Essas acusações partem, freqüentemente, daqueles indivíduos que já abandonaram o mesmo princípio em algum momento de sua vida (*). Esta é uma acusação é muito comum em debates envolvendo militantes ateus e religiosos, com os primeiros pretendendo de atacar os princípios que fundamentam uma determinada religião. Isso é uma tolice, grande demais para não ser encarada como má-fé se a pessoa que a profere é razoavelmente inteligente.
(parênteses anti-idiotas: não estou dizendo que todo ateu critica a religião nessas bases e nem que um ateu não possa se ater a princípios)
Hipocrisia é apregoar uma qualidade que não se tem, não acreditar que um princípio é correto mesmo quando não se consegue segui-lo. Se afirmo que o aborto errado e, diante de uma situação da vida, eu o pratique, o que vai me definir como hipócrita será o fato de eu afirmar que “nunca pratiquei aborto”. Se eu reconheço a validade do princípio e reconheço minha fraqueza em não segui-lo, isso não faz de mim um hipócrita, mas apenas humano.
Princípios são tão importantes para uma sociedade que constituem uma das primeiras coisas a serem demolidas por movimentos revolucionários. Eles são o que mantém unido o tecido social, orientando a relação entre os indivíduos. Quando essa “cola” desaparece, certo ou errado será aquilo que alguém, com poder forte o bastante para impor-se aos demais, disser que é certo ou errado. Quem será? Quem será?
(*) “O grande prazer do devasso é arrastar à devassidão” (André Gide)
12 abril 2009
Quero ser de esquerda
Deve ser gostoso ser de esquerda.
Sério.
Imagine que maravilha não seria viver ignorando a lógica, as leis da economia e num mundo onde só há preto e branco. Nenhum tom de cinza.
Que inveja.
Que delícia poder jogar para o alto qualquer princípio e, ao mesmo tempo, aceitar argumentos conflitantes como os abaixo:
1) Não podemos esperar pela melhoria do ensino fundamental e secundário. Temos que combater a exclusão dos negros e pobres com cotas agora.
2) Não podemos partir para a repressão pois ela não resolve o problema da violência. O que resolve é educação e emprego para todos.
Aaah, que delícia! Por um lado não podemos esperar, por outro temos que esperar. Por quê?
Porque é que pessoas maravilhoas fazem, ora bolas!
A vida de um esquerdista é uma eterna partida de Calvinbol.
Sério.
Imagine que maravilha não seria viver ignorando a lógica, as leis da economia e num mundo onde só há preto e branco. Nenhum tom de cinza.
Que inveja.
Que delícia poder jogar para o alto qualquer princípio e, ao mesmo tempo, aceitar argumentos conflitantes como os abaixo:
1) Não podemos esperar pela melhoria do ensino fundamental e secundário. Temos que combater a exclusão dos negros e pobres com cotas agora.
2) Não podemos partir para a repressão pois ela não resolve o problema da violência. O que resolve é educação e emprego para todos.
Aaah, que delícia! Por um lado não podemos esperar, por outro temos que esperar. Por quê?
Porque é que pessoas maravilhoas fazem, ora bolas!
A vida de um esquerdista é uma eterna partida de Calvinbol.
11 abril 2009
Você sim, você não!
E onde vocês achavam que isso chegar?
Segundo ele [pró-reitor da Universidade], outros alunos, neste ano e no ano passado, quando o sistema de cotas da UFSM foi implantado, já tiveram suas vagas canceladas em função de não conseguirem comprovar sua condição. Outros processos estariam em andamento. O pró-reitor não soube precisar quantos casos de cancelamento já ocorreram. No mesmo dia em que Tatiana foi avaliada, outros oito foram chamados para entrevista.
Peraí que isso me confundiu
O cara lê esta notícia:
E o cérebro do pobre diabo entra em curto-circuito. Afinal, como pode um europeu efetuar disparos num bar? E na Holanda?
Desde pequeno ele aprendeu que esste tipo de coisa só acontece nos EUA, terra onde impera a cultura da violência e onde compram-se armas como compra-se chiclete.
Holandês mata 1 e fere 3 em café de Roterdã
E o cérebro do pobre diabo entra em curto-circuito. Afinal, como pode um europeu efetuar disparos num bar? E na Holanda?
Desde pequeno ele aprendeu que esste tipo de coisa só acontece nos EUA, terra onde impera a cultura da violência e onde compram-se armas como compra-se chiclete.
Dedo-duro
De um modo geral eu tenho certo desprezo por aqueles que vivem de fazer denúncias. Por alguns motivos muito simples:
1) Quem vigia o vigilante? Um exemplo claro disso é que, nas ruas que circundam a sede do jornal "O Globo" no Rio de Janeiro, há placas afirmando que as vagas de estacionamento ali são exclusivas do jornal e não me recordo de ter visto uma só vez uma notinha no Alcemo Gois, tão dedicado vigilante das ruas cariocas, algo a respeito disso.
2) A popularização desta cultura de deduragem faz esmorecer a confiança entre as pessoas e cria um ciclo de vitimização que resulta numa sociedade onde todo mundo de acha vítima do seu próximo.
Finalizando:
3) Normalmente quem dedura não quer saber do contexto da infração. Muitas vezes, como podemos ver aqui, quer apenas passar por cidadão exemplar.
Sobre este último exemplo posso falar bastante porque moro perto do bar mencionado. Primeiro vamos levantar o histórico da situação: naquele trecho da Av. 28 de Setembro, em dia de clássicos sempre, SEMPRE, há pancadaria generalizada entre torcidas organizadas, não raro com a ocorrência de tiroteiros, explosões de bombas caseiras e interrupção do tráfego da avenida.
Pois bem, diante deste cenário perturbador, o dono do bar, de um tempo pra cá, se viu diante de duas opções:
1) Não fazer nada, deixando seus clientes e seu estabelecimento à mercê dos bárbaros - são muitos mesmo. A coisa é assustadora a ponto de eu programar meus horários de saída e chegada de acordo com o horário de término dos jogos.
2) Tentar proteger, de alguma forma, seu estabelecimento e seus clientes. Os prédios daquele trecho já fizeram algo, colocando portões antes da entrada principal para tentar impedir o acesso dos vândalos aos prédios.
Obviamente o dono do bar optou pela segunda alternativa, cercando um perímetro do bar com as grades que aparecem na "reportagem." Curiosamente outro estabelecimento faz a mesma coisa poucos metros adiante na mesma rua e o intrépido "repórter" não registrou. Vale lembrar que isso é uma solução que está longe de ser 100% eficaz, dada a selvageria que já presenciei naquele trecho.
A localização do bar fica numa esquina da Av. 28 de Setembro com a rua Felipe Camarão. No trecho da Av. 28 de Setembro, via extremamente movimentada, as grades são colocadas de forma a não impedir a circulação de pessoas. A rua Felipe Camarão, no trecho em frente ao bar, é praticamente uma rua de pedestres, usada mais como estacionamento. A circulação de carros ali é mínima. Portanto, o bar não expõe os pedestres a risco de morte como disseram alguns bons cidadãos indignados. Na verdade, mesmo sem as grades, vários pedestres optam por circular pela rua mesmo. Não estou justificando nada, apenas ilustrando as coisas como elas são.
Quando você cria uma cultura de vitimização, as pessoas passam a chorar e reclamar mesmo sem saber do quê. Nos comentários da "reportagem" vi reclamações sobre as cadeiras na calçada. O bar tem licença para colocar cadeiras na calçada. Ainda assim o trecho que fica para circulação de pedestres é bem maior do que eu vi em muitas calçadas em frente aos cafés de Paris que todo mundo acha um charme (e são mesmo!).
Um outro cidadão consciente reclama que o bar colocou vasos de plantas junto ao meio-fio em um trecho da calçada que dá para a Av. 28 de Setembro, tornando difícil atravessar a rua ali naquele ponto. Ora, meu caro cidadão consciente dos seus direitos, no trecho mencionado, além de ser perigosíssimo atravessar, não há faixa de pedestres nem semáforo. Por que um cidadão consciente como você iria querer atravessar ali? Provalmente estes vasos salvaram as vidas de alguns idiotas.
1) Quem vigia o vigilante? Um exemplo claro disso é que, nas ruas que circundam a sede do jornal "O Globo" no Rio de Janeiro, há placas afirmando que as vagas de estacionamento ali são exclusivas do jornal e não me recordo de ter visto uma só vez uma notinha no Alcemo Gois, tão dedicado vigilante das ruas cariocas, algo a respeito disso.
2) A popularização desta cultura de deduragem faz esmorecer a confiança entre as pessoas e cria um ciclo de vitimização que resulta numa sociedade onde todo mundo de acha vítima do seu próximo.
Finalizando:
3) Normalmente quem dedura não quer saber do contexto da infração. Muitas vezes, como podemos ver aqui, quer apenas passar por cidadão exemplar.
Sobre este último exemplo posso falar bastante porque moro perto do bar mencionado. Primeiro vamos levantar o histórico da situação: naquele trecho da Av. 28 de Setembro, em dia de clássicos sempre, SEMPRE, há pancadaria generalizada entre torcidas organizadas, não raro com a ocorrência de tiroteiros, explosões de bombas caseiras e interrupção do tráfego da avenida.
Pois bem, diante deste cenário perturbador, o dono do bar, de um tempo pra cá, se viu diante de duas opções:
1) Não fazer nada, deixando seus clientes e seu estabelecimento à mercê dos bárbaros - são muitos mesmo. A coisa é assustadora a ponto de eu programar meus horários de saída e chegada de acordo com o horário de término dos jogos.
2) Tentar proteger, de alguma forma, seu estabelecimento e seus clientes. Os prédios daquele trecho já fizeram algo, colocando portões antes da entrada principal para tentar impedir o acesso dos vândalos aos prédios.
Obviamente o dono do bar optou pela segunda alternativa, cercando um perímetro do bar com as grades que aparecem na "reportagem." Curiosamente outro estabelecimento faz a mesma coisa poucos metros adiante na mesma rua e o intrépido "repórter" não registrou. Vale lembrar que isso é uma solução que está longe de ser 100% eficaz, dada a selvageria que já presenciei naquele trecho.
A localização do bar fica numa esquina da Av. 28 de Setembro com a rua Felipe Camarão. No trecho da Av. 28 de Setembro, via extremamente movimentada, as grades são colocadas de forma a não impedir a circulação de pessoas. A rua Felipe Camarão, no trecho em frente ao bar, é praticamente uma rua de pedestres, usada mais como estacionamento. A circulação de carros ali é mínima. Portanto, o bar não expõe os pedestres a risco de morte como disseram alguns bons cidadãos indignados. Na verdade, mesmo sem as grades, vários pedestres optam por circular pela rua mesmo. Não estou justificando nada, apenas ilustrando as coisas como elas são.
Quando você cria uma cultura de vitimização, as pessoas passam a chorar e reclamar mesmo sem saber do quê. Nos comentários da "reportagem" vi reclamações sobre as cadeiras na calçada. O bar tem licença para colocar cadeiras na calçada. Ainda assim o trecho que fica para circulação de pedestres é bem maior do que eu vi em muitas calçadas em frente aos cafés de Paris que todo mundo acha um charme (e são mesmo!).
Um outro cidadão consciente reclama que o bar colocou vasos de plantas junto ao meio-fio em um trecho da calçada que dá para a Av. 28 de Setembro, tornando difícil atravessar a rua ali naquele ponto. Ora, meu caro cidadão consciente dos seus direitos, no trecho mencionado, além de ser perigosíssimo atravessar, não há faixa de pedestres nem semáforo. Por que um cidadão consciente como você iria querer atravessar ali? Provalmente estes vasos salvaram as vidas de alguns idiotas.
Vale acompanhar
Recomendo o excelente blog "No Império" no portal Globo.
O blog em si é fraquinho, bem fraco mesmo, mas mostra com clareza como a cabeça de um típico brasileiro, que freqüentou faculdade e tudo mais, funciona ao entrar em contato com uma civilização: a insistência em sempre medir as coisas com a régua tupiniquim.
Gostei, particularmente, de dois trechos deste post:
Meu caro, quem te falou que a única forma de aprender sobre semiologia é num banco de uma faculdade? Ainda mais na tal era digital! É bem provável que uma pessoa autodidata e interessada acabe aprendendo muito mais sobre o assunto do que com um professor entediado que já veio de outro trabalho e está contando os minutos para a aula acabar. O trecho a seguir dá uma dica do porquê o carinha pensa assim:
Não sei se o cara tem noção, mas ele resumiu brilhantemente uma certa mentalidade que circula por essas bandas: "papo-cabeça", para o brasileiro, é como trabalho: só obrigado, de segunda à sexta e no horário do expediente. Ler ou estudar para aprender algo sem ser forçado? O conhecimento pelo conhecimento? Nem pensar! Todo o tempo que sobra além do "horário do expediente" é dedicado única e exclusivamente às vogues da vida. Se isso fosse somente uma característica do tal povão nem seria tão catastrófico - afinal, povão, no sentido Homer Simpson da palavra, é povão em todo lugar - mas esse maravilhoso blog nos dá um belo exemplo do profissional de comunicação, aspirante a formador de opinião, que não passa de "povão" mas que, sabe lá Deus como, teve acesso a um grande veículo de comunicação. Dada a qualidade do que se lê, vê e ouve por aí, fico pensando se ele seria regra ou exceção.
Por essas e outras que os blogs "independentes" são, de uma forma geral, muito superiores aos blogs dos grandes portais. Seja no conteúdo, seja no estilo.
Por essas e outras que você lê um post nos blogs dos grandes portais, uma reportagem num jornal ou revista e fica com aquela sensação de que já ouviu aquilo antes.
Provavelmente foi do porteiro do seu prédio, do trocador do ônibus ou do motorista de taxi.
O blog em si é fraquinho, bem fraco mesmo, mas mostra com clareza como a cabeça de um típico brasileiro, que freqüentou faculdade e tudo mais, funciona ao entrar em contato com uma civilização: a insistência em sempre medir as coisas com a régua tupiniquim.
Gostei, particularmente, de dois trechos deste post:
Tudo isso me fez lembrar das aulas de semiologia na universidade (e ainda tem gente que acha que jornalismo prescinde do diploma?).
Meu caro, quem te falou que a única forma de aprender sobre semiologia é num banco de uma faculdade? Ainda mais na tal era digital! É bem provável que uma pessoa autodidata e interessada acabe aprendendo muito mais sobre o assunto do que com um professor entediado que já veio de outro trabalho e está contando os minutos para a aula acabar. O trecho a seguir dá uma dica do porquê o carinha pensa assim:
Mas chega de papo-cabeça. Vou ali ler uma Vogue e já volto que hoje é sexta.
Não sei se o cara tem noção, mas ele resumiu brilhantemente uma certa mentalidade que circula por essas bandas: "papo-cabeça", para o brasileiro, é como trabalho: só obrigado, de segunda à sexta e no horário do expediente. Ler ou estudar para aprender algo sem ser forçado? O conhecimento pelo conhecimento? Nem pensar! Todo o tempo que sobra além do "horário do expediente" é dedicado única e exclusivamente às vogues da vida. Se isso fosse somente uma característica do tal povão nem seria tão catastrófico - afinal, povão, no sentido Homer Simpson da palavra, é povão em todo lugar - mas esse maravilhoso blog nos dá um belo exemplo do profissional de comunicação, aspirante a formador de opinião, que não passa de "povão" mas que, sabe lá Deus como, teve acesso a um grande veículo de comunicação. Dada a qualidade do que se lê, vê e ouve por aí, fico pensando se ele seria regra ou exceção.
Por essas e outras que os blogs "independentes" são, de uma forma geral, muito superiores aos blogs dos grandes portais. Seja no conteúdo, seja no estilo.
Por essas e outras que você lê um post nos blogs dos grandes portais, uma reportagem num jornal ou revista e fica com aquela sensação de que já ouviu aquilo antes.
Provavelmente foi do porteiro do seu prédio, do trocador do ônibus ou do motorista de taxi.
10 abril 2009
Hayek
Como sou um cara maneiro, digito aqui um trecho do início do livro Individualism and Economic Order:
What, then, are the essential characteristics of true individualism? The first thing that should be said is that its is primarily a theory of society, an attempt to understand the forces which determine the social life of man, and only in the second instance a set of political maxims derived from this view of society. This fact should by itself be sufficient to refute the silliest of the common misunderstandings: the belief that individualism postulates (or bases its arguments on the assumption of) the existence of isolated or self-contained individuals, instead of starting from men whose whole nature and character is determined by their existence in society.
Uma coisa é uma coisa...
Falei isso lá no Not Tupy e acho que merece ser repetido aqui: por favor, aspirantes a liberais, ponham na cabeça que individualismo não é a mesma coisa que egoísmo (*). Não há contradição nenhuma em ser individualista e, em determinados assuntos, pensar na melhor alternativa para uma determinada coletividade.
Aceitar os dois como sinônimos é cair em armadilha bobinha do adversário.
(*) Leiam - por favor, leiam! - "Individualism and Economic Order" do Hayek!
Aceitar os dois como sinônimos é cair em armadilha bobinha do adversário.
(*) Leiam - por favor, leiam! - "Individualism and Economic Order" do Hayek!
05 abril 2009
Thomas Sowell em dois momentos
1) Quando ele também (além de mim, eh eh eh) acha que os EUA estão a caminho de se tornarem uma República das Bananas:
2) Quando, em alguns trechos, fica quase impossível saber se ele está falando de Obama ou de Lula:
Whatever the political or economic issues involved, this is not the way such issues should be resolved in America. We are not yet a banana republic, though that is the direction in which some of our politicians are taking us-- especially those politicians who make a lot of noise about "compassion" and "social justice."
2) Quando, em alguns trechos, fica quase impossível saber se ele está falando de Obama ou de Lula:
What is even worse than making mistakes is having sycophants telling you that you are doing fine when you are not. In addition to all the usual hangers-on and supplicants for government favors that every President has, Barack Obama [ou Lula?] has a media that will see no evil, hear no evil and certainly speak no evil.
They will cheer him on, no matter what he does, short of first-degree murder-- and they would make excuses for that.
Sonho de consumo
Nessa época de celulares que mostram a hora, preciosidades como esta ficam restritas aos admiradores.
Eu sou um deles.
Pena que não tenho cacife para bancar esses luxos...
Eu sou um deles.
Pena que não tenho cacife para bancar esses luxos...
Davos
Fui lá para protestar mas o encontro era em Londres. Então aproveitei para dar um rolé e conhecer a cidade.
04 abril 2009
Novíssimos amigos
Quem assiste à cobertura da CNN (e imagino, por tabela, à cobertura aí no Bananão) do tal "G20 Summit" e agora do "NATO Summit" fica com a idéia de que, até a eleição do Obama, EUA e UE eram desafetos que vieram a se reconciliar pelas mãos do salvador.
E parece que foi Obama que inaugurou a OTAN também.
E parece que foi Obama que inaugurou a OTAN também.
01 abril 2009
Ironia é
Pessoas que - na melhor das hipóteses - não fazem nada de útil pra ninguém nas 8759 horas restantes do ano se acharem no direito de dar lição de moral em quem não participou da tal hora do planeta.
30 março 2009
Rapidinhas
Curtindo férias aqui na terra de "tendências totalitárias", durante os pit-stops acompanho um pouco da CNN internacional. Vi algumas coisinhas:
1) Obama já começa a ser chamado de "Candidate in Chief"... Pela CNN!
2) Vi uma entevista com Lula, "the most popular leader in the world". Lula passou grande parte da entrevista reclamando que o Brasil, sob seu comando, merece ser um big player nas decisões mundiais. Reclamou que o FMI seja controlado por um conselho mais amplo; reclamou um assento no conselho de segurança da ONU, etc. etc. Aí o entrevistador perguntou se o apoio que o Brasil dava à Chavez, que vem claramente demolindo a democraica na Venezuela, não era incompatível com um país que deseja ter maior papel no cenário internacional. Lula gaguejou, gaguejou e começou a resposta com um "Veja bem...". Daí pra frente foi só vergonha.
3) Governo federeal se intrometendo na administração de empresas privadas. Não, não é aqui no Bananão. É no mais novo candidato ao posto de "República das Bananas": EUA.
1) Obama já começa a ser chamado de "Candidate in Chief"... Pela CNN!
2) Vi uma entevista com Lula, "the most popular leader in the world". Lula passou grande parte da entrevista reclamando que o Brasil, sob seu comando, merece ser um big player nas decisões mundiais. Reclamou que o FMI seja controlado por um conselho mais amplo; reclamou um assento no conselho de segurança da ONU, etc. etc. Aí o entrevistador perguntou se o apoio que o Brasil dava à Chavez, que vem claramente demolindo a democraica na Venezuela, não era incompatível com um país que deseja ter maior papel no cenário internacional. Lula gaguejou, gaguejou e começou a resposta com um "Veja bem...". Daí pra frente foi só vergonha.
3) Governo federeal se intrometendo na administração de empresas privadas. Não, não é aqui no Bananão. É no mais novo candidato ao posto de "República das Bananas": EUA.
28 março 2009
O país do futuro
China cria "Van da Morte" para diminuir custos de execuções
Para conter os custos das execuções de condenados pela Justiça na China, autoridades criaram a "Van da Morte". O invento deve ajudar o país a saltar dos 1,715 executados no ano passado para mais de 10 mil neste ano, informou neste sábado o Mail Online.
Os serviços de execuções móveis foi lançado há 3 anos e sofreu severas críticas de organizações de direitos humanos. Por isso, ano passado, durante a Olimpíada de Pequim, as "Vans da Morte" sumiram das ruas.
21 março 2009
Temos tanto para ensinar a esses bárbaros
Nós temos tanto para ensinar aos bárbaros lá de riba no que diz respeito a leis e coisa e tal.
Por exemplo, lá -horror dos horrores! - uma pessoa pode chamar um negro de negão sem ser punido por isso! Aqui a gente bota em cana sem direito à fiança. Civilização é isso.
Outro exemplo: aqui, seqüestrou ou matou? Esquenta não, filho. Você fez porque é um coitado, vítima da nossa sociedade excludente. Lá - bárbaros! - eles condenam os pobrezinhos à prisão perpétua.
Por exemplo, lá -horror dos horrores! - uma pessoa pode chamar um negro de negão sem ser punido por isso! Aqui a gente bota em cana sem direito à fiança. Civilização é isso.
Outro exemplo: aqui, seqüestrou ou matou? Esquenta não, filho. Você fez porque é um coitado, vítima da nossa sociedade excludente. Lá - bárbaros! - eles condenam os pobrezinhos à prisão perpétua.
16 março 2009
E lá vamos nós novamente!
Aproveitando-se do fato de o brasileiro ter, como dizem os gringos, the memory of a goldfish, nego já prepara a mamata de 2014.
E o brasileiro se acha o sumo da malandragem...
RIO - Ainda faltam cinco anos para a Copa do Mundo no Brasil, mas a construção e modernização de estádios, as obras de infraestrutura necessárias e a maratona de pré-eventos ligados ao Mundial prometem aquecer o mercado de trabalho bem antes de 2014, mostra reportagem de Rodrigo March publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. E muita gente não faz ideia do que significa a competição em termos de empregos. Em 2006, na Alemanha, só para o comitê organizador local trabalharam 85.185 pessoas, apenas 15 mil deles voluntários.
(...)
- Todas as cidades que sediaram jogos da Copa tiveram uma mudança de paradigma no turismo, na hotelaria e, consequentemente, nos serviços. Esses empregos acabam se incorporando - acentua a secretária Márcia Lins.
E o brasileiro se acha o sumo da malandragem...
15 março 2009
Por que Watchmen tem que fracassar
Como de costume, todo o hype gerado em torno de um lançamento causa em mim o efeito contrário: perco o interesse por ele e deixo para - se for o caso - vê-lo no DVd mais tarde.
Aconteceu agora com Watchmen e acho que não o verei, a não ser quando que na TV e desde que não seja em pay-per-view.
Dois fatores me influenciaram:
1) Não conheço nada dos quadrinhos (graphic novel my mulato ass) mas fiquei bolado com algumas colocações verdadeiramente patéticas do seu autor numa entrevista.
2) A correção política da Warner que nos brinda com um filme com quentes cenas de sexo e cabeças sendo esmagadas, mas veta uma cena onde um personagem aparece fumando.
Meu dindim não, violão.
Aconteceu agora com Watchmen e acho que não o verei, a não ser quando que na TV e desde que não seja em pay-per-view.
Dois fatores me influenciaram:
1) Não conheço nada dos quadrinhos (graphic novel my mulato ass) mas fiquei bolado com algumas colocações verdadeiramente patéticas do seu autor numa entrevista.
2) A correção política da Warner que nos brinda com um filme com quentes cenas de sexo e cabeças sendo esmagadas, mas veta uma cena onde um personagem aparece fumando.
Meu dindim não, violão.
Como eu dizia...
... alguns liberais me dão uma vontade imensa de me filiar ao PSTU.
O campeão das citações, pra variar, mandou mais uma bola fora. Tivesse ele lido um, e apenas um, livro do Nelson Rodrigues saberia que a sua interpretação da frase do saudoso jornalista está totalmente equivocada.
O campeão das citações, pra variar, mandou mais uma bola fora. Tivesse ele lido um, e apenas um, livro do Nelson Rodrigues saberia que a sua interpretação da frase do saudoso jornalista está totalmente equivocada.
08 março 2009
Ufa!
Os EUA, com a derrota de McCain/Palin, se livraram de ter uma mulher despreparada cometendo gafes mundo afora.
Ou não?
Link via O Insurgente.
Update: outra bola fora aqui.
Ou não?
BRUSSELS (Reuters) - Hillary Clinton raised eyebrows on her first visit to Europe as secretary of state when she mispronounced her EU counterparts' names
and claimed U.S. democracy was older than Europe's.
Link via O Insurgente.
Update: outra bola fora aqui.
Por via das dúvidas...
... Deixarei pronto um formulário de adesão dos EUA no Clube das Republiquetas.
Quem diria que o lulismo chegaria aos EUA?
President Obama warned Republicans on Capitol Hill today that they need to quit listening to radio king Rush Limbaugh if they want to get along with Democrats and the new administration.
"You can't just listen to Rush Limbaugh and get things done," he told top GOP leaders, whom he had invited to the White House to discuss his nearly $1 trillion stimulus package.
(...)
That wasn't Obama's only jab at Republicans today.
In an exchange with Rep. Eric Cantor (R-Va.) about the proposal, the president shot back: "I won," according to aides briefed on the meeting.
"I will trump you on that."
Not that Obama was gloating. He was just explaining that he aims to get his way on stimulus package and all other legislation, sources said, noting his unrivaled one-party control of both congressional chambers.
Quem diria que o lulismo chegaria aos EUA?
Estudos comprovam
A coisa mais estúpida que um ser humano pode fazer é tentar debater em blogs ou listas de discussão.
07 março 2009
Se fosse nos dias de hoje
Se o período negro do nazismo ou do comunismo tivesse ocorrido nos dias de hoje, haveria uma grande chance de um dos dois obter sucesso em sua empreitada. O homem moderno, por ter a seu dispor uma enorme quantidade de informação, acha que sabe de tudo. Assim sendo, pela sua lógica, o que ele ignora não existe. Certamente leríamos posts em blogs modernosos fazendo troça de eventuais denúncias com a soberba que lhes é característica:
- Ora bolas, se realmente Hitler estivesse dizimando judeus, você não acha que isso estaria nas primeiras páginas dos nossos jornais e seria pauta de todos os programas jornalísticos? Faça-me o favor!
Ou
- Gulag? Gulag? Alguém leva isso a sério? Não vejo nenhum intelectual sério debatendo este assunto, nada. Parem de ver monstros embaixo da cama!
Isso quer dizer que devemos levar a sério toda e qualquer teoria mirabolante?
Claro que não.
Apenas que algo não deve ser descartado apenas porque é aterrorizante demais para ser verdade. Se contarmos a um dinamarquês que em plena zona sul do Rio de Janeiro, traficantes esquertejam desafetos e deixam cabeças em latas de lixo de shopping centers, ele certamente achará que estamos inventando. Mas não é porque essa barbaridade está fora de seu alcance que ela deixa de ser real.
Negar a existência de certas coisas pode até nos dar a sensação de que temos pleno controle sobre nossas vidas. É temporariamente reconfortante pensar que é um absurdo que nossas vidas estejam nas mãos de sindicalistas ou de invasores de terras semi-analfabetos. Afinal, somos cultos, eruditos e lemos vários livros por ano, mais que essa "gentinha" lerá em toda a sua vida simplória.
Cedo ou tarde a conta chega.
- Ora bolas, se realmente Hitler estivesse dizimando judeus, você não acha que isso estaria nas primeiras páginas dos nossos jornais e seria pauta de todos os programas jornalísticos? Faça-me o favor!
Ou
- Gulag? Gulag? Alguém leva isso a sério? Não vejo nenhum intelectual sério debatendo este assunto, nada. Parem de ver monstros embaixo da cama!
Isso quer dizer que devemos levar a sério toda e qualquer teoria mirabolante?
Claro que não.
Apenas que algo não deve ser descartado apenas porque é aterrorizante demais para ser verdade. Se contarmos a um dinamarquês que em plena zona sul do Rio de Janeiro, traficantes esquertejam desafetos e deixam cabeças em latas de lixo de shopping centers, ele certamente achará que estamos inventando. Mas não é porque essa barbaridade está fora de seu alcance que ela deixa de ser real.
Negar a existência de certas coisas pode até nos dar a sensação de que temos pleno controle sobre nossas vidas. É temporariamente reconfortante pensar que é um absurdo que nossas vidas estejam nas mãos de sindicalistas ou de invasores de terras semi-analfabetos. Afinal, somos cultos, eruditos e lemos vários livros por ano, mais que essa "gentinha" lerá em toda a sua vida simplória.
Cedo ou tarde a conta chega.
Hmm...
Tá cheirando muito mal essa demissão do Renê Simões, acompanhada da rápida contratação do Parreira. Acho que alguém andou mexendo os pauzinhos no clube para arrumar uma boquinha. Conseguimos nos livrar de um pela-saco (Renight Gorducho) e agora trazemos outro que, lembro muito bem, colocava o Flusão na retranca contra timecos da terceira divisão.
Como diz o bordão, "haja coração para tanta emoção!"
Como diz o bordão, "haja coração para tanta emoção!"
06 março 2009
Sensibilidade à flor da pele
Certas polêmicas são tão idiotas que só mesmo a falta de "seuviço" explica as pessoas gastarem tanto tempo com elas. E discute-se as causas, as motivações ocultas, a raiz do problema, etc. etc. etc.
A Folha usou o termo "ditabranda". Ui, ui, ui... Chega a patrulha dos sensíveis e diz:
-Toda ditadura é horrorosa e não admite-se gradações.
Fala sério! Para deixar a nossa ditabran... - ops! - ditadura de lado, uso um caso hipotético: entre algo que mata 1.000 pessoas e algo que mata 1000.000, aqueles 999.000 que sobreviveriam no primeiro caso diriam o quê?
Pela cabeça dos sensíveis, provavelmente algo como:
- Ei, genocida! Volta aqui! Se vai matar 1.000, então mate também os 999.000 restantes porque não faz diferença nenhuma. Ah, e não poupe mulheres nem crianças, por favor.
Eu sei que é lindo dizer "toda vida é importante" mas cut the crap already! Essa prostituição intelectual vai transformar a humanidade em um bando de débeis mentais.
Incrivelmente sensíveis, claro.
Não bastasse isso, mais sensibilidade: vem a Trolha de São Paulo e diz que a reação de dois intelequituais, dado o silêncio destes em relação a outros casos mais duros (uia), era cínica e mentirosa. Ui, ui, ui... Magoei, porque a Trolha fez uma coisa muito feia, feia, feia, ao dizer que uma atitude cínica e mentirosa é... Cínica e mentirosa.
Haja saco para tanta sensibilidade...
A Folha usou o termo "ditabranda". Ui, ui, ui... Chega a patrulha dos sensíveis e diz:
-Toda ditadura é horrorosa e não admite-se gradações.
Fala sério! Para deixar a nossa ditabran... - ops! - ditadura de lado, uso um caso hipotético: entre algo que mata 1.000 pessoas e algo que mata 1000.000, aqueles 999.000 que sobreviveriam no primeiro caso diriam o quê?
Pela cabeça dos sensíveis, provavelmente algo como:
- Ei, genocida! Volta aqui! Se vai matar 1.000, então mate também os 999.000 restantes porque não faz diferença nenhuma. Ah, e não poupe mulheres nem crianças, por favor.
Eu sei que é lindo dizer "toda vida é importante" mas cut the crap already! Essa prostituição intelectual vai transformar a humanidade em um bando de débeis mentais.
Incrivelmente sensíveis, claro.
Não bastasse isso, mais sensibilidade: vem a Trolha de São Paulo e diz que a reação de dois intelequituais, dado o silêncio destes em relação a outros casos mais duros (uia), era cínica e mentirosa. Ui, ui, ui... Magoei, porque a Trolha fez uma coisa muito feia, feia, feia, ao dizer que uma atitude cínica e mentirosa é... Cínica e mentirosa.
Haja saco para tanta sensibilidade...
02 março 2009
Lost in translation
Não gosto de zoar sem colocar o link de referência - ainda mais num caso peculiar como este que segue - mas não consegui achar nada na Web. Vai de cabeça mesmo: estava eu assistindo um episódio de um desses Law & Orders da vida quando o detetive, zelando pela inocência da criança que ele estava entrevistando, perguntou:
- Did he touch your wee wee?
O tradutor - juro que adoraria ter guardado o nome da figura - não titubeou. Usando da mesma delicadeza do detetive, sapecou na tradução:
- Ele tocou sua xoxota?
Valeu a assinatura.
- Did he touch your wee wee?
O tradutor - juro que adoraria ter guardado o nome da figura - não titubeou. Usando da mesma delicadeza do detetive, sapecou na tradução:
- Ele tocou sua xoxota?
Valeu a assinatura.
01 março 2009
Janela quebrada
Num - aham - debate sobre o Bolsa Família vi um - aham - debatedor falar que a direita deveria ficar feliz com o BF pois isso possibilita aos pobres consumir e movimentar a economia (cito de cabeça).
Suspiro.
É o tipo que comemoraria a quebra de uma janela, não é Bastiat?
A quantidade de argumentos que surgem da premissa de que o Estado, de alguma forma mágica, gera dinheiro, é incrível.
Suspiro.
É o tipo que comemoraria a quebra de uma janela, não é Bastiat?
A quantidade de argumentos que surgem da premissa de que o Estado, de alguma forma mágica, gera dinheiro, é incrível.
28 fevereiro 2009
Lula, o mito
Existe um mito - na minha opinião, claro! - que circula por aí, entre a galera bem pensante, de que a aprovação de Lula se deve à sua genialidade como político, a um certo talento inato para lidar com o povão. Certo, façamos de conta que a opinião pública não depende em nada do que se escreve, do que se publica nos meios de comunicação. Ou, no caso de Lula, do que não se publica. Façamos de conta que não há um suporte - cultural - a Lula que o permite falar qualquer asneira, praticar qualquer ato, sem que sua reputação sofra o menor abalo. Não, não falo de conspiração. As razões para isso podem ser várias, desde o alinhamento ideológico até a boa e velha negação, passando pelo nada singelo fato dele ter a chave do cofre e estar disposto a usá-la generosamente. A Lula se permite dizer que a "Venezuela tem excesso de democracia", a seu governo se permite deportar cubanos e receber terroristas, enfim, a Lula tudo é permitido. Por ora. Um ou outro colunista político escreve aqui e acolá, cheio de dedos às vezes, mas sabemos que uma parcela pequena do povão (e não se iluda, não falo deste povão que você imaginou; falo de gente criada a Danoninho e Farinha Láctea que se educa com Globo e NADA mais) lê colunas ou editoriais. Maior valor tem a charge que sai na capa do jornal, a crônica de algum intelectual, o famoso senso comum. O senso comum hoje, contratado a peso de ouro, é que Lula é um gênio político. Como eu disse aqui mesmo ha algum tempo, quero ver quando (ou SE) ele não tiver mais a chave do cofre para sair gritando, feito um Silvio Santos, "Quem quer dinheirooo?"
27 fevereiro 2009
26 fevereiro 2009
25 fevereiro 2009
ci.vi.li.za.ção
Segundo o pai dos burros:
civilização
ci.vi.li.za.ção
sf (civilizar+ção) 1 Estado de adiantamento e cultura social. 2 Ato de civilizar. 3 Sociol Acumulação e aumento de habilidades manuais e de conhecimentos intelectuais e a aplicação deles. 4 Antrop e Arqueol V cultura, acepção 10.
Dada esta definição, alguém acha que há algum choque de ordem que dê jeito nesta aldeia?
civilização
ci.vi.li.za.ção
sf (civilizar+ção) 1 Estado de adiantamento e cultura social. 2 Ato de civilizar. 3 Sociol Acumulação e aumento de habilidades manuais e de conhecimentos intelectuais e a aplicação deles. 4 Antrop e Arqueol V cultura, acepção 10.
Dada esta definição, alguém acha que há algum choque de ordem que dê jeito nesta aldeia?
23 fevereiro 2009
Ai, eu sou tão moderno
O ser humano normal vê uma notícia dessas:
E pensa: Tá, e daí? Ainda ontem eu tinha checado e aqui era um buraco com um certo nível de liberdade. Pouquim mas tem.
Mas o moderno tem que sentir nojinho da atitude do cara. Ainda mais que ela é motivada por religião.
Ugh!
O moderninho teve um mini-vômito.
Marco Ribeiro, o dublador de Sean Penn no Brasil, se recusou a fazer a voz do ator no filme "Milk- A Voz da Igualdade", informa nesta segunda-feira Silas Martí, da Folha de S.Paulo.
(...)
No filme, que rendeu o segundo Oscar na carreira de Penn, o ator interpreta Harvey Milk (1930-1978), ativista gay e primeiro homossexual a ser eleito para um cargo político nos EUA. Veja trailer do filme.
"Não me sentia à vontade para fazer o filme", afirmou Ribeiro, 38, que é também pastor evangélico, à Folha. "Não tive vontade porque tenho a voz envolvida com outras questões, assim como não faço determinados comerciais."
E pensa: Tá, e daí? Ainda ontem eu tinha checado e aqui era um buraco com um certo nível de liberdade. Pouquim mas tem.
Mas o moderno tem que sentir nojinho da atitude do cara. Ainda mais que ela é motivada por religião.
Ugh!
O moderninho teve um mini-vômito.
Pauta do dia
A pauta de jornalistas e blogueiros dos portais dos grandes jornais (que muitas vezes não passam de jornalistas que não escrevem nos jornais impressos, mas apenas na web) é provar para o Brasil que a Suíça é um país terrível que vive da desgraça dos pobrezinhos vítimas de corrupção e traficante de drogas. A lógica, digamos assim, é brilhante: os bancos de vocês recebem grana de políticos corruptos e traficantes, portanto não podem falar nada quando um brasileiro apronta alguma coisa por aí (e nem me refiro mais à advogada). Vamos fazer de conta que não é responsabilidade dos próprios países combater a corrupção e o trafico de drogas, vamos por a culpa do problema em terceiros. Afinal de contas, isso é o que fazemos melhor.
PS: Vale lembrar que recentes descobertas de dinheiro enviado para fora do Brasil como resultado de corrupção aconteceram porque as autoridades suiças é que alertaram o Bananão.
PS: Vale lembrar que recentes descobertas de dinheiro enviado para fora do Brasil como resultado de corrupção aconteceram porque as autoridades suiças é que alertaram o Bananão.
22 fevereiro 2009
Alguém me explica?
Ok, desisto de tentar entender.
Impossível entrar nos portais brazucas (Terra, mais uma vez, se superando) e não dar de cara com as diversas celebridades (algumas, para mim, anônimas mas isso é culpa da minha ignorância) sentindo "uma emoção muito grande" ou com a cobertura emocionante do carnaval de Salvador (sério: quão loser alguém tem que ser para acompanhar isso pela web?). Já entubei este preju, mas uma coisa ainda me intriga:
Por que toda celebridade modelo-atriz-manequim-neurocirurgiã-astrofísica samba com esse dedinho levantado? Será que foi orientação da professora de samba? Mas não creio que todas tenham a mesma instrutora (será?). Sendo assim, podemos dizer que existe uma corrente acadêmica "dedinho levantado" que as docentes adotam com o intuito de incrementar o charme e a delicadeza de suas alunas?
Impossível entrar nos portais brazucas (Terra, mais uma vez, se superando) e não dar de cara com as diversas celebridades (algumas, para mim, anônimas mas isso é culpa da minha ignorância) sentindo "uma emoção muito grande" ou com a cobertura emocionante do carnaval de Salvador (sério: quão loser alguém tem que ser para acompanhar isso pela web?). Já entubei este preju, mas uma coisa ainda me intriga:

- Olha, levanta o mindim assim que fica um luxo.
Por que toda celebridade modelo-atriz-manequim-neurocirurgiã-astrofísica samba com esse dedinho levantado? Será que foi orientação da professora de samba? Mas não creio que todas tenham a mesma instrutora (será?). Sendo assim, podemos dizer que existe uma corrente acadêmica "dedinho levantado" que as docentes adotam com o intuito de incrementar o charme e a delicadeza de suas alunas?
xe.no.fo.bi.a
Diz o pai dos burros:
xenofobia
xe.no.fo.bi.a
sf (xeno+fobo+ia) Aversão às pessoas e coisas estrangeiras. Antôn: xenofilia
Agora tudo é explicado pela xenofobia.
O proprietário expulsou o inquilino estrangeiro arruaceiro?
Xenófobo!
A polícia acabou com um pagode que já ia pelas 3 das manhã num bairro residencial?
Xenófobo!
O bom e velho protecionismo praticado por todas as entidades de classe?
Xenófobo!
Será que a palavra pa explicar este caso é mesmo xenofobia? O texto da notícia não deixa perfeitamente claro que trata-se do bom e velho protecionismo? Ou no popular, farinha pouca, meu pirão primeiro. Por que usar uma palavra apenas para evocar emoções?
O curioso é que perde-se, a cada dia, a capacidade de descrever fatos e idéias usando os termos adequados. A coisa está tão feia que, hoje em dia, não dá para saber se o autor do headline é um manipulador ou um incapaz.
Após séculos será que estamos voltando ao estágio de selvageria?
xenofobia
xe.no.fo.bi.a
sf (xeno+fobo+ia) Aversão às pessoas e coisas estrangeiras. Antôn: xenofilia
Agora tudo é explicado pela xenofobia.
O proprietário expulsou o inquilino estrangeiro arruaceiro?
Xenófobo!
A polícia acabou com um pagode que já ia pelas 3 das manhã num bairro residencial?
Xenófobo!
O bom e velho protecionismo praticado por todas as entidades de classe?
"No ano passado, 2,5 milhões de americanos perderam o emprego, mas, apesar dos milhões de desempregados, nosso governo continua trazendo 1,5 milhão de trabalhadores estrangeiros por ano para pegar empregos americanos. Será que o seu pode ser o próximo?" Essa propaganda está sendo veiculada nas TVs americanas, bancada pela Coalizão para o Futuro do Trabalhador Americano, entidade que reúne 13 associações de classe com mais de 500 mil membros.
Com o desemprego projetado para ultrapassar os 8% neste ano, organizações protecionistas como a coalizão estão apostando tudo no lobby do "hire American" (contrate americanos) para a aprovação de leis que restrinjam a entrada de trabalhadores estrangeiros legais e apertem o cerco aos ilegais que estão no país.
Na semana passada, esses grupos contra trabalhadores estrangeiros comemoraram uma vitória: o pacote de estímulo aprovado pelo Congresso inclui uma medida que dificulta a contratação de funcionários estrangeiros com visto H-1B (de mão de obra especializada) pelos bancos que estão recebendo recursos do programa de resgate.
Xenófobo!
Será que a palavra pa explicar este caso é mesmo xenofobia? O texto da notícia não deixa perfeitamente claro que trata-se do bom e velho protecionismo? Ou no popular, farinha pouca, meu pirão primeiro. Por que usar uma palavra apenas para evocar emoções?
O curioso é que perde-se, a cada dia, a capacidade de descrever fatos e idéias usando os termos adequados. A coisa está tão feia que, hoje em dia, não dá para saber se o autor do headline é um manipulador ou um incapaz.
Após séculos será que estamos voltando ao estágio de selvageria?
Fairness Doctrine
Uma coisa que passa longe dos nossos noticiários sobre os Isteitis - e que provavelmente será abordada "daquele jeitinho" que já conhecemos quando estourar - é a tentativa dos liberals americanos de reativar a tal Fairness Doctrine, derrubada por Reagan em 1987.
Como já disse aqui - se não disse deveria - esse governo será uma bifurcação para os EUA. Não haverá meio termo: ou eles saem deste governo fortalecidos como uma nação que preza a liberdade e tudo a ela relacionado, ou enveredarão para um poço sem fundo do populismo, da demagogia barata, do socialismo chic e da supressão das vozes dissidentes.
Mas voltando à famigerada...
Várias figurinhas carimbadas Democratas, incluindo o ex-presidente Bill Clinton, estão forçando a barra para resinstaurar a draconiana medida por lá.
Claro que os motivos para isso são os mais nobres:
Exagerando (espero!), chegará o dia em que os serviços de hospedagem de blogs e congêneres, terão que balancear o conteúdo liberal e conservative. Ou, exagerando ainda mais, cada blog terá que balancear o conteúdo para atender, claro, ao "interesse público".
Como já disse aqui - se não disse deveria - esse governo será uma bifurcação para os EUA. Não haverá meio termo: ou eles saem deste governo fortalecidos como uma nação que preza a liberdade e tudo a ela relacionado, ou enveredarão para um poço sem fundo do populismo, da demagogia barata, do socialismo chic e da supressão das vozes dissidentes.
Mas voltando à famigerada...
Várias figurinhas carimbadas Democratas, incluindo o ex-presidente Bill Clinton, estão forçando a barra para resinstaurar a draconiana medida por lá.
Claro que os motivos para isso são os mais nobres:
Companies are given a license to operate public airwaves – free! – in order to make a profit, yes, but also, according to the terms of their FCC license, “to operate in the public interest and to afford reasonable opportunity for the discussion of conflicting views of issues of public importance.” Stations are not operating in the public interest when they offer only conservative talk.
For years, the Fairness Doctrine prevented such abuse by requiring licensed stations to carry a mix of opinion. However, under pressure from conservatives, President Reagan’s FCC cancelled the Fairness Doctrine in 1987, insisting that in a free market stations would automatically offer a balance in programming.
That experiment has failed. There is no free market in talk radio today, only an exclusive, tightly-held, conservative media conspiracy. The few holders of broadcast licenses have made it clear they will not, on their own, serve the general public. Maybe it’s time to bring back the Fairness Doctrine - and bring competition back to talk radio.
Exagerando (espero!), chegará o dia em que os serviços de hospedagem de blogs e congêneres, terão que balancear o conteúdo liberal e conservative. Ou, exagerando ainda mais, cada blog terá que balancear o conteúdo para atender, claro, ao "interesse público".
Certo, errado, racional e irracional
Faz um tempo, o Paulo se surpreendeu com este comentário feito por Tyler Cowen:
Razão em estado bruto: evitar a nomeação de pessoas competentes, mas desonestas, não tornará todos os poiticos honestos e privará a cadeira de ter alguém competente à sua frente.
Interessante a época em que vivemos: aparentemente algumas pessoas nutrem, no dia de hoje, a esperança de que boas coisas surjam naturalmente de decisões puramente racionais. Como disse um ícone do movimento liberal brasileiro, “será que eles não percebem que ser bom é bom?”
Não.
Coisas boas resultam de boas ações (em mesmo assim, nem sempre) e não necessariamente da aplicação da razão pura e simples. Sabem aquele herói do filme que, arriscando a sua missão de salvar o mundo, volta para resgatar a donzela em perigo?
Pois é, por isso ele é o herói do filme.
O racional, aquele que não acredita em certo ou errado, mas apenas na eficiência, deixaria a infeliz se explodir e cumpriria sua missão burocraticamente. E que depois ninguém venha cobrar-lhe alguma coisa, afinal ele fez o que qualquer pessoa racional faria.
Nelson Rodrigues disse uma vez algo como “se a existência da humanidade depender da morte de um único indivíduo, então que a humanidade pereça”.
Racionalmente falando, é uma estupidez a frase acima. Como dixar bilhões morrerem apenas para não matar uma pessoa? O sentido, porém, é claro: não importa quão nobres sejam suas intenções, um assassinato jamais será justificado por elas. Explicado sim, justificado nunca.
A razão nos serve para avaliar os caminhos que temos disponíveis e avaliar as conseqüências de segui-los, mas na hora de agir, o que nos move (ou deveria nos mover) é a distinção entre o certo e o errado, o Bem e o Mal, palavrinhas tão fora de moda nos dias de hoje.
Portanto, a não ser que você seja um psicopata, não saia por aí dizendo que, se fosse salvar a vida de milhões, você mataria uma criança, sem problemas. Na hora H você pode não os cojones necessários para fazê-lo.
Mesmo seja a coisa mais racional a ser feita.
But I'm also worried about the incentives we are producing by applying tougher standards. Knocking out the caught cheaters won't make all the DC people honest or virtuous.
Razão em estado bruto: evitar a nomeação de pessoas competentes, mas desonestas, não tornará todos os poiticos honestos e privará a cadeira de ter alguém competente à sua frente.
Interessante a época em que vivemos: aparentemente algumas pessoas nutrem, no dia de hoje, a esperança de que boas coisas surjam naturalmente de decisões puramente racionais. Como disse um ícone do movimento liberal brasileiro, “será que eles não percebem que ser bom é bom?”
Não.
Coisas boas resultam de boas ações (em mesmo assim, nem sempre) e não necessariamente da aplicação da razão pura e simples. Sabem aquele herói do filme que, arriscando a sua missão de salvar o mundo, volta para resgatar a donzela em perigo?
Pois é, por isso ele é o herói do filme.
O racional, aquele que não acredita em certo ou errado, mas apenas na eficiência, deixaria a infeliz se explodir e cumpriria sua missão burocraticamente. E que depois ninguém venha cobrar-lhe alguma coisa, afinal ele fez o que qualquer pessoa racional faria.
Nelson Rodrigues disse uma vez algo como “se a existência da humanidade depender da morte de um único indivíduo, então que a humanidade pereça”.
Racionalmente falando, é uma estupidez a frase acima. Como dixar bilhões morrerem apenas para não matar uma pessoa? O sentido, porém, é claro: não importa quão nobres sejam suas intenções, um assassinato jamais será justificado por elas. Explicado sim, justificado nunca.
A razão nos serve para avaliar os caminhos que temos disponíveis e avaliar as conseqüências de segui-los, mas na hora de agir, o que nos move (ou deveria nos mover) é a distinção entre o certo e o errado, o Bem e o Mal, palavrinhas tão fora de moda nos dias de hoje.
Portanto, a não ser que você seja um psicopata, não saia por aí dizendo que, se fosse salvar a vida de milhões, você mataria uma criança, sem problemas. Na hora H você pode não os cojones necessários para fazê-lo.
Mesmo seja a coisa mais racional a ser feita.
Rapidinhas de carnaval
1) Dizer que a Suíça é xenófoba porque seu mercado de trabalho não é aberto a cidadãos de outros países é o mesmo que dizer que todo o planeta é xenófobo. Aponte-me um país onde qualquer um pode entrar e trabalhar sem a necessidade de vistos ou acordos e eu te direi "esse é um lugar para onde nunca irei!"
2) A maior prova de que algo a mais existe por trás dessa teoria da evolução é todo o bafafá em torno dela. Afinal, ninguém festeja efusivamente a descoberta da lei da gravidade ou coisa parecida.
3) O melhor lugar para pular o Carnaval (no sentido de passar por cima mesmo) é longe do Brasil mas, na falta disso, onde moro [Maracanã] está muito bom. Havia mais batucada nas redondezas ANTES do carnaval do que ontem, quando o silêncio e a tranqüilidade imperaram quase absolutos.
4) Os EUA sobrevierão a Obama?
2) A maior prova de que algo a mais existe por trás dessa teoria da evolução é todo o bafafá em torno dela. Afinal, ninguém festeja efusivamente a descoberta da lei da gravidade ou coisa parecida.
3) O melhor lugar para pular o Carnaval (no sentido de passar por cima mesmo) é longe do Brasil mas, na falta disso, onde moro [Maracanã] está muito bom. Havia mais batucada nas redondezas ANTES do carnaval do que ontem, quando o silêncio e a tranqüilidade imperaram quase absolutos.
4) Os EUA sobrevierão a Obama?
21 fevereiro 2009
¿Por qué no te callas?
Pára de falar nisso e volta pro Lula que é o melhor que você faz, rapaz!
Este aqui daria um caso de estudo psiquiátrico. O povão é linchador, é fascista, é o diabo.
Só que ele e seus coleguinhas é que julgaram "sumariamente, pela internet, pela TV ou a milhares de quilômetros de distância do fato " todo um povo, tachando-os de nazistas, xenófobos (o que, no caso da Suíça em particular é uma estupidez fora do comum) e tudo mais. Se o fascismo não admite "nem por um segundo a falta de um veredito" e exige que "lhes dê um cupado", então meu caro, pode vestir a crapuça que ela é toda sua.
Sim, é fácil agora culpar a turba que, segundo o evoluído, "não suporta as nuances da vida." Mas foi ele e sua patota que, diante de uma agressão cometida por três marginais, jogou quase sete milhões de pessoas no bucket nazista ou, como ele gosta de dizer, totalitário. Fale-me de nuances da vida agora.
É, meu caro. Se alguém "urrou certezas precoces" - e você ainda continua urrando! - foram vocês, despejando seus lixos editoriais, cheios de ressentimento e ignorância, nos seus cada vez mais irrelevantes meios de comunicação.
¿Por qué no te callas?
Este aqui daria um caso de estudo psiquiátrico. O povão é linchador, é fascista, é o diabo.
Só que ele e seus coleguinhas é que julgaram "sumariamente, pela internet, pela TV ou a milhares de quilômetros de distância do fato " todo um povo, tachando-os de nazistas, xenófobos (o que, no caso da Suíça em particular é uma estupidez fora do comum) e tudo mais. Se o fascismo não admite "nem por um segundo a falta de um veredito" e exige que "lhes dê um cupado", então meu caro, pode vestir a crapuça que ela é toda sua.
Sim, é fácil agora culpar a turba que, segundo o evoluído, "não suporta as nuances da vida." Mas foi ele e sua patota que, diante de uma agressão cometida por três marginais, jogou quase sete milhões de pessoas no bucket nazista ou, como ele gosta de dizer, totalitário. Fale-me de nuances da vida agora.
É, meu caro. Se alguém "urrou certezas precoces" - e você ainda continua urrando! - foram vocês, despejando seus lixos editoriais, cheios de ressentimento e ignorância, nos seus cada vez mais irrelevantes meios de comunicação.
¿Por qué no te callas?
18 fevereiro 2009
Saideira
Eu tinha considerado o assunto encerrado, mas um fiel leitor me mandou o link de um livro do Noblat cuja sinopse é quase uma piada involuntária, levando-se em conta os últimos acontecimentos:
Então tá bom...
Este livro é uma tribuna na qual Ricardo Noblat faz uma defesa empenhada do jornalismo responsável e realmente informativo. A leitura de 'A arte de fazer um jornal diário' é tão importante quanto a dos cadernos de política ou de atualidades, e tão prazerosa quanto a da seção de quadrinhos dos jornais. O livro é uma verdadeira aula para jornalistas, aspirantes a jornalistas e para o público em geral que tem interesse em saber como é um jornal, ou como deveria ser feito.
Então tá bom...
17 fevereiro 2009
Reprise
Os acontecimentos recentes exigem a reprise de uma velha piada que eu adaptei neste post:
Primeiro dia de aula, a fessora chama os alunos para que cada um se apresente e diga o que papai e mamãe fazem:
- Meu nome é Maricota, papai é médico e mamãe e enfermeira.
- Meu nome é Pedro, meu pai é advogado e minha mãe é dona de casa.
- Meu nome é João, minha mãe é prostituta e meu pai transformista.
Diante do constrangimento generalizado a professora resolve encerrar as apresentações imediatamente.
Quando termina a aula, a professora se aproxima preocupada e pergunta a Joãozinho:
- Joãozinho, seus pais fazem mesmo aquelas coisas?
- Não fessora. É que eu fiquei com vergonha de dizer que eles são jornalistas...
A jumentice continua
O homem tá danado...
Hmm... Quer dizer que as autoridades da Espanha têm uma certa razão em não permitir a entrada de jovens mulheres brasileiras naquele país? Ora, se é grande a quantidade de brasileiras na Espanha se prostituindo, a autoridade só está agindo de acordo com o senso comum.
Essa aqui é ignorância mesmo:
Uma das coisas que mais chamam a atenção na Suíça é a quantidade de suíços fazendo trabalhos chamados pouco qualificados. Você até encontra um ou outro ilegal mas, em geral, eles preferem países com um sistema de welfare mais generoso. Para contratação legal, a legislação exige que o salário oferecido esteja dentro da faixa de mercado (não sei como eles apuram isso). Ou seja, se tem um lugar onde o trabalhador estrangeiro não vai ser explorado é lá.
Mas o cara acha que não tinha que checar uma agressão seguida de aborto, vai checar dados sobre a Suíça?
Terceiro e no mínimo tão importante quanto, a versão era plausível por terem chegado onde chegaram a xenofobia e o neofascismo na Europa de hoje. Dizem os italianos – em cujo país, por sinal, o ódio aos imigrantes o governo de direita de Silvio Berlusconi transformou em leis racistas – que “si non è vero è ben trovato”.
Hmm... Quer dizer que as autoridades da Espanha têm uma certa razão em não permitir a entrada de jovens mulheres brasileiras naquele país? Ora, se é grande a quantidade de brasileiras na Espanha se prostituindo, a autoridade só está agindo de acordo com o senso comum.
Essa aqui é ignorância mesmo:
E a Suiça, com os seus chocolates e os seus queijos, as suas montanhas e as suas vaquinhas malhadas, não é nenhum cartão postal em matéria de preconceito contra os estrangeiros que fazem os “trabalhos de negro” que os nativos acham aquém demais deles.
Uma das coisas que mais chamam a atenção na Suíça é a quantidade de suíços fazendo trabalhos chamados pouco qualificados. Você até encontra um ou outro ilegal mas, em geral, eles preferem países com um sistema de welfare mais generoso. Para contratação legal, a legislação exige que o salário oferecido esteja dentro da faixa de mercado (não sei como eles apuram isso). Ou seja, se tem um lugar onde o trabalhador estrangeiro não vai ser explorado é lá.
Mas o cara acha que não tinha que checar uma agressão seguida de aborto, vai checar dados sobre a Suíça?
16 fevereiro 2009
Veja como são as coisas
Ainda sobre este episódio na Suíça (que calhou de ser no cantão de Zurich que eu tenho visitado regularmente por motivos pessoais e este mulato que vos fala nunca se sentiu tão em casa!), confirmado o problema psicológico da advogada, o pai fez a única coisa que não poderia ter feito: entrou em contato com seu assessor de imprensa, digo Noblat, e mandou ele jogar a merda no ventilador, coisa que o dedicado funcionário fez prontamente, sem nem mesmo dar um tempo para apurar melhor o caso. Resultado: um episódio que era para ter sido resolvido na maciota, preservando a integridade psicológica da menina, toma essa proporção, coisa que certamente não lhe fará muito bem.
Ajudem esta alma
Você que é amigo ou parente do Noblat e se importa com ele, um colega de redação ou sei lá o quê, faça alguma coisa! Avise que ele já ultrapassou os limites do ridículo há uns três dias atrás. Esse papel de porta-voz da família da advogada que está desempenhando já tá ficando constrangedor.
15 fevereiro 2009
A verdade é detalhe
Eu e meus colegas de trabalho brincamos dizendo que, na hora de zoar alguém, a verdade é um mero detalhe a ser ignorado e - por que não? - distorcido.
Parece que parte da nossa classe pensante concorda com isso.
Mesmo os fatos indicando o contrário, nada importa. A Suíça tem que ser, de alguma forma, a culpada. Portanto, é dever de todo formador de opinião alçá-la à categoria de lar de nazistas e país com inclinações totalitárias. Olha, dizer que a Suíça é um país de "inclinações totalitárias" nem pode ser considerado estupidez ou ignorância. É má-fe de quem conta com a ignorância dos seus leitores.
Se algum dia eu não conseguir mais ganhar dinheiro honestamente vou me tornar jornalista.
Parece que parte da nossa classe pensante concorda com isso.
Mesmo os fatos indicando o contrário, nada importa. A Suíça tem que ser, de alguma forma, a culpada. Portanto, é dever de todo formador de opinião alçá-la à categoria de lar de nazistas e país com inclinações totalitárias. Olha, dizer que a Suíça é um país de "inclinações totalitárias" nem pode ser considerado estupidez ou ignorância. É má-fe de quem conta com a ignorância dos seus leitores.
Se algum dia eu não conseguir mais ganhar dinheiro honestamente vou me tornar jornalista.
14 fevereiro 2009
Essa eu tinha que colocar
Depois de escrever o post onde eu exponho alguns motivos pelos quais o Brasil nunca será liberal, leio esse trecho num artigo do Olavão:
Que descreve exatamente o liberal bebê chorão. :-)
E tem esse tipo de liberal que muitos conhecemos:
Quantos entendem a diferença entre defender a liberdade de mercado e beneficiar-se dela deixando a outros menos beneficiados, ou não beneficiados de maneira alguma, o encargo de defendê-la?
Que descreve exatamente o liberal bebê chorão. :-)
E tem esse tipo de liberal que muitos conhecemos:
Mas em geral o que vi foi uma horda de oportunistas esfomeados, que na atmosfera mais respirável que se abria não viam um horizonte de luta, mas um mercado, uma promessa de lucros fáceis, uma oportunidade de subir na vida sem fazer força. As palavras conservadorismo, liberalismo, democracia, não atingiam os seus corações como um chamamento ao dever: afagavam seus ouvidos como um sussurro sedutor, rebrilhavam em seus olhos como cifrões esculpidos em ouro.
Método de leitura
Quando me deparo com um artigo, uso o seguinte método de leitura: primeiro dou uma passada rápida pelo conteúdo, à caça de clichês e fazendo uma contagem de citações. Artigos com muitas citações me irritam porque me passam a idéia de que o autor não sabe expressar o que pensa com suas próprias palavras. Artigo não é produto acedêmico, portanto citações devem ser usadas com moderação. O pior mesmo são os clichês. Se eu passo os olhos pelo texto e a contagem de clichês é muito grande eu logo largo o texto de lado. Tão grave quanto, é quando o conteúdo todo do artigo gira em torno de um clichê, facilmente refutado pela realidade que o cerca. E isso foi o que aconteceu com esta reportagem da Veja:
Rá! Basta conviver com jovens por um mês e você verá que isso não passa do mais falso clichê. Certamente o autor desta matéria nunca conversou com um típico jovem "antenado".
O bom é que, com a qualidade das publicações por aqui, a gente economiza uma grana ao não fazer assinaturas.
O fato de [os adolescentes] estarem sempre conectados os leva a ter interesse por mais assuntos e a ser mais bem informados de maneira geral.
Rá! Basta conviver com jovens por um mês e você verá que isso não passa do mais falso clichê. Certamente o autor desta matéria nunca conversou com um típico jovem "antenado".
O bom é que, com a qualidade das publicações por aqui, a gente economiza uma grana ao não fazer assinaturas.
Por que o Brasil nunca será liberal
Pelo mesmo motivo que um anão nunca será jogador de baquetebol profissional na NBA.
Deve haver outros motivos mas eu cito dois aqui:
1) Falta base.
Ao contrário dos liberais que seguem a linha economicista, penso que a liberdade econômica é consqüência de uma sociedade que evoluiu até se tornar liberal. A liberdade demanda um conjunto de pré-requisitos para que possa existir plenamente nas várias esferas da nossa vida. Olhando um pouco para a história do mundo, me parece que o liberalismo coincidiu com o ápice das sociedades onde ele aflorou. À medida que as bases morais dessas mesmas sociedades foram ruindo, estas foram se tornando menos liberais. Hoje chegamos ao ponto do governo dos EUA aprovar pacotes que fazem nossos programas governamentais parecerem coisa de amador. Por isso, penso que a tendência dos países que experimentaram um dia o liberalismo é se tornarem cada vez menos liberais. E os países que nunca foram, nunca serão.
Mas ei! Eu sou um pessimista. Espero estar errado.
2) Faltam bons evangelizadores.
Não encontrei outra expressão, então peguei essa emprestada do meu nicho de mercado. Evangelizador é aquela pessoa que vai ao mercado mostrar para os potenciais clientes por que eles deveriam adquirir um determinado produto. Neste aspecto, os evangelizadores do liberalismo - salvo raras excecões - são uma catástrofe. Na verdade, ao ler artigos de alguns deles, sinto uma compulsão de me filiar ao PSTU.
Alguns, por falta de base filosófica, se atêm ao mero aspecto da eficiência econômica. Outros, decoram uma meia de dúzia de citações de autores austríacos, e acreditam que recitá-las constitui argumentação. Mal comparando, é como um muçulmano recitando trechos do Alcorão. Não querem adaptar idéias ao mundo, mas o mundo às idéias. Finalmente temos um outro tipo de liberal que parece mais um bebê chorão. Tem problemas com autoridade e prega o liberalismo apenas porque quer pagar menos impostos e porque não quer ninguém dizendo-lhe o que fazer; nunca. Se acha um ser auto-suficiente embora produza quase nada de útil e usufrua de tudo que a sociedade opressora lhe dá. Não aceita "trocar liberdade por segurança" mas também não quer nem saber como obter os dois ao mesmo tempo.
Deve haver outros motivos mas eu cito dois aqui:
1) Falta base.
Ao contrário dos liberais que seguem a linha economicista, penso que a liberdade econômica é consqüência de uma sociedade que evoluiu até se tornar liberal. A liberdade demanda um conjunto de pré-requisitos para que possa existir plenamente nas várias esferas da nossa vida. Olhando um pouco para a história do mundo, me parece que o liberalismo coincidiu com o ápice das sociedades onde ele aflorou. À medida que as bases morais dessas mesmas sociedades foram ruindo, estas foram se tornando menos liberais. Hoje chegamos ao ponto do governo dos EUA aprovar pacotes que fazem nossos programas governamentais parecerem coisa de amador. Por isso, penso que a tendência dos países que experimentaram um dia o liberalismo é se tornarem cada vez menos liberais. E os países que nunca foram, nunca serão.
Mas ei! Eu sou um pessimista. Espero estar errado.
2) Faltam bons evangelizadores.
Não encontrei outra expressão, então peguei essa emprestada do meu nicho de mercado. Evangelizador é aquela pessoa que vai ao mercado mostrar para os potenciais clientes por que eles deveriam adquirir um determinado produto. Neste aspecto, os evangelizadores do liberalismo - salvo raras excecões - são uma catástrofe. Na verdade, ao ler artigos de alguns deles, sinto uma compulsão de me filiar ao PSTU.
Alguns, por falta de base filosófica, se atêm ao mero aspecto da eficiência econômica. Outros, decoram uma meia de dúzia de citações de autores austríacos, e acreditam que recitá-las constitui argumentação. Mal comparando, é como um muçulmano recitando trechos do Alcorão. Não querem adaptar idéias ao mundo, mas o mundo às idéias. Finalmente temos um outro tipo de liberal que parece mais um bebê chorão. Tem problemas com autoridade e prega o liberalismo apenas porque quer pagar menos impostos e porque não quer ninguém dizendo-lhe o que fazer; nunca. Se acha um ser auto-suficiente embora produza quase nada de útil e usufrua de tudo que a sociedade opressora lhe dá. Não aceita "trocar liberdade por segurança" mas também não quer nem saber como obter os dois ao mesmo tempo.
Nóis pobrinhu pudemo fazê tudio
Essa mania de brasileiro achar que o fato de ser "pobrinho" lhe confere algum privilégio no convívio com os "ricos" nos torna um dos povos mais escrotos que há, às vezes até mesmo mais escrotos que os argentinos. Celebridades internacionais vêm ao Bananão e, mesmo diante daquelas poças de merda que são a Lagoa Rodrigo de Freitas e muitas praias da Zona Sul do Rio de Janeiro; mesmo diante da imundice que impera nas nossas ruas; mesmo diante da violência e da pobreza, eles ainda mantêm a cortesia de agir amistosamente na "casa dos outros." Quando questionados sobre o que acharam do país, abrem um sorriso e mentem "É um lugar maravilhoso! Que pena que não pude vir antes. Pretendo voltar muitas vezes!"
Mas o brasileiro? Nãao... O brasileiro se acha no direito de entrar na casa dos outros, abrir a geladeira, beber a última cerveja, passar a mão na bunda da dona da casa e ainda dar um pescotapa no dono. E ai do dono se ele esboçar a mínima contrariedade, exigindo um pouco de modos do visitante mal educado. Será logo chamado de arrogante, de estar humilhando o brazuca só porque ele é pobre e besteiras do tipo.
Quantas vezes vi brasileiros respondendo à pergunta - quase procolar - "o que você está achando daqui?" com críticas - muitas vezes severas, principalmente quando nos EUA - e comparações que visavam a mostrar ao pobre gringo que ele vivia num lugar merda e que o paraíso mesmo se encontrava lá abaixo do Equador.
Acho que todo guia de turismo destinado a brasileiros deveria vir também com um manual de etiqueta.
Mas o brasileiro? Nãao... O brasileiro se acha no direito de entrar na casa dos outros, abrir a geladeira, beber a última cerveja, passar a mão na bunda da dona da casa e ainda dar um pescotapa no dono. E ai do dono se ele esboçar a mínima contrariedade, exigindo um pouco de modos do visitante mal educado. Será logo chamado de arrogante, de estar humilhando o brazuca só porque ele é pobre e besteiras do tipo.
Quantas vezes vi brasileiros respondendo à pergunta - quase procolar - "o que você está achando daqui?" com críticas - muitas vezes severas, principalmente quando nos EUA - e comparações que visavam a mostrar ao pobre gringo que ele vivia num lugar merda e que o paraíso mesmo se encontrava lá abaixo do Equador.
Acho que todo guia de turismo destinado a brasileiros deveria vir também com um manual de etiqueta.
11 fevereiro 2009
Partindo corações
Este trecho da "bíblia" dos libertários, A Ação Humana, é de partir os seus corações:
In order to establish and to preserve social cooperation and civilization, measures are needed to prevent asocial individuals from committing acts that are bound to undo all that man has accomplished in his progress from the Neanderthal level. In order to preserve the state of affairs in which there is protection of the individual against the unlimited tyranny of stronger and smarter fellows, an institution is needed that curbs all antisocial elements. Peace--the absence of perpetual fighting by everyone against everyone--can be attained only by the establishment of a system in which the power to resort to violent action is monopolized by a social apparatus of compulsion and coercion and the application of this power in any individual case is regulated by a set of rules--the man-made laws as distinguished both from the laws of nature and those of praxeology. The essential implement of a social system is the operation of such an apparatus commonly called government. [p. 281]
The concepts of freedom and bondage make sense only when referring to the way in which government operates. It would be highly inexpedient and misleading to say that a man is not free because, if he wants to stay alive, his power to choose between a drink of water and one of potassium cyanide is restricted by nature. It would be no less inconvenient to call a man unfree because the law imposes sanctions upon his desire to kill another man and because the police and the penal courts enforce them. As far as the government--the social apparatus of compulsion and oppression--confines the exercise of its violence and the threat of such violence to the suppression and prevention of antisocial action, there prevails what reasonably and meaningfully can be called liberty. What is restrained is merely conduct that is bound to disintegrate social cooperation and civilization, thus throwing all people back to conditions that existed at the time homo sapiens emerged from the purely animal existence of its nonhuman ancestors. Such coercion does not substantially restrict man's power to choose. Even if there were no government enforcing man-made laws, the individual could not have both the advantages derived from the existence of social cooperation on the one hand, and, on the other, the pleasures of freely indulging in the rapacious animal instincts of aggression.
In the market economy, the laissez-faire type of social organization, there is a sphere within which the individual is free to choose between various modes of acting without being restrained by the threat of being punished. If, however, the government does more than protect people against violent or fraudulent aggression on the part of antisocial individuals, it reduces the sphere of the individual's freedom to act beyond the degree to which it is restricted by praxeological law. Thus we may define freedom as that state of affairs in which the individual's discretion to choose is not constrained by governmental violence beyond the margin within which the praxeological law restricts it anyway.
This is what is meant if one defines freedom as the condition of an individual within the frame of the market economy. He is free in the sense that the laws and the government do not force him to renounce his autonomy and self-determination to a greater extent than the inevitable praxeological law does. What he foregoes is only the animal freedom of living without any regard to the existence of other specimens of his species. What the social apparatus of compulsion and coercion achieves is that individuals whom malice, shortsightedness or mental inferiority prevent from realizing that by indulging in acts that are destroying society they are hurting themselves and all other human beings are compelled to avoid such acts. [p. 282]
From this point of view one has to deal with the often-raised problem of whether conscription and the levy of taxes mean a restriction of freedom. If the principles of the market economy were acknowledged by all people all over the world, there would not be any reason to wage war and the individual states could live in undisturbed peace. But as conditions are in our age, a free nation is continually threatened by the aggressive schemes of totalitarian autocracies. If it wants to preserve its freedom, it must be prepared to defend its independence. If the government of a free country forces every citizen to cooperate fully in its designs to repel the aggressors and every able-bodied man to join the armed forces, it does not impose upon the individual a duty that would step beyond the tasks the praxeological law dictates. In a world full of unswerving aggressors and enslavers, integral unconditional pacifism is tantamount to unconditional surrender to the most ruthless oppressors. He who wants to remain free, must fight unto death those who are intent upon depriving him of his freedom. As isolated attempts on the part of each individual to resist are doomed to failure, the only workable way is to organize resistance by the government. The essential task of government is defense of the social system not only against domestic gangsters but also against external foes. He who in our age opposes armaments and conscription is, perhaps unbeknown to himself, an abettor of those aiming at the enslavement of all.
08 fevereiro 2009
Buy american
Eu sei que as pessoas são estúpidas e não conseguem usar a cabeça para outra coisa que não separar as orelhas. Sei que é inútil tentar mudar a natureza de um idiota com fatos. Mas vamos lá assim mesmo: o mundo deveria aprender que, quando o assunto é comércio, é melhor - ou menos pior, pode escolher - ter Republicanos no comando dos EUA. Como ficarão as coisas internamente nos EUA não é problema meu. O que interessa é a posição de Republicanos e Democratas em relação ao comércio com o resto do mundo e esta lista de votação - surrupiada do blog do Mankiw - não poderia ser um exemplo melhor:
Statement of Purpose: To prohibit the applicability of Buy American requirements in the Act to the utilization of funds provided by the Act.
Grouped By Vote Position
YEAs --- 31
Alexander (R-TN)
Barrasso (R-WY)
Bennett (R-UT)
Bond (R-MO)
Bunning (R-KY)
Chambliss (R-GA)
Coburn (R-OK)
Cochran (R-MS)
Corker (R-TN)
Cornyn (R-TX)
Crapo (R-ID)
DeMint (R-SC)
Ensign (R-NV)
Enzi (R-WY)
Hatch (R-UT)
Inhofe (R-OK)
Isakson (R-GA)
Johanns (R-NE)
Kyl (R-AZ)
Lieberman (ID-CT)
Lugar (R-IN)
Martinez (R-FL)
McCain (R-AZ)
McConnell (R-KY)
Murkowski (R-AK)
Risch (R-ID)
Roberts (R-KS)
Sessions (R-AL)
Shelby (R-AL)
Thune (R-SD)
Wicker (R-MS)
NAYs ---65
Akaka (D-HI)
Baucus (D-MT)
Bayh (D-IN)
Begich (D-AK)
Bennet (D-CO)
Bingaman (D-NM)
Boxer (D-CA)
Brown (D-OH)
Brownback (R-KS)
Burr (R-NC)
Burris (D-IL)
Byrd (D-WV)
Cantwell (D-WA)
Cardin (D-MD)
Carper (D-DE)
Casey (D-PA)
Collins (R-ME)
Conrad (D-ND)
Dodd (D-CT)
Dorgan (D-ND)
Durbin (D-IL)
Feingold (D-WI)
Feinstein (D-CA)
Gillibrand (D-NY)
Graham (R-SC)
Grassley (R-IA)
Hagan (D-NC)
Harkin (D-IA)
Hutchison (R-TX)
Inouye (D-HI)
Johnson (D-SD)
Kaufman (D-DE)
Kerry (D-MA)
Klobuchar (D-MN)
Kohl (D-WI)
Landrieu (D-LA)
Lautenberg (D-NJ)
Leahy (D-VT)
Levin (D-MI)
Lincoln (D-AR)
McCaskill (D-MO)
Menendez (D-NJ)
Merkley (D-OR)
Mikulski (D-MD)
Murray (D-WA)
Nelson (D-FL)
Nelson (D-NE)
Pryor (D-AR)
Reed (D-RI)
Reid (D-NV)
Rockefeller (D-WV)
Sanders (I-VT)
Schumer (D-NY)
Shaheen (D-NH)
Snowe (R-ME)
Specter (R-PA)
Stabenow (D-MI)
Tester (D-MT)
Udall (D-CO)
Udall (D-NM)
Vitter (R-LA)
Warner (D-VA)
Webb (D-VA)
Whitehouse (D-RI)
Wyden (D-OR)
Not Voting - 3
Gregg (R-NH)
Kennedy (D-MA)
Voinovich (R-OH)
Brasil olímpico
Ontem tava dando uma zapeada pelos canais de TV quando tropecei num programa da ESPN Brasil cujo nome, se não me engano, era "Brasil Olímpico." Em todo caso, o programa reunia várias matérias sobre as obras que foram feitas no Rio de Janeiro para que a cidade sediasse o Pan 2007. Acho que teve de tudo: irregularidades em licitação, superfaturamento, desapropriação que ainda não foi paga, instalações abandonadas, enfim, um apanhado do que é o Brasil.
No último bloco, o apresentador, com ar muito sério, perguntou "Será que estamos preparados para sediar uma Olimpíada?" Foram ouvidas pessoas partidárias do sim e do não, mas a resposta que mais me agradou foi a do técnico Bernardinho, esse exemplo de ética - melhor dizendo, esse exemplo de pai - ao ser perguntado por que ele era a favor da candidatura do Brasil se o caso do Pan 2007 foi um exemplo de má utlilização do dinheiro público. Cito de cabeça, mas ele disse algo como:
- Não podemos nos prender ao erros do passado. Temos que ver se aprendemos algo com eles e tentar não repeti-los.
É preciso muito talento para dizer isso com uma cara séria.
No último bloco, o apresentador, com ar muito sério, perguntou "Será que estamos preparados para sediar uma Olimpíada?" Foram ouvidas pessoas partidárias do sim e do não, mas a resposta que mais me agradou foi a do técnico Bernardinho, esse exemplo de ética - melhor dizendo, esse exemplo de pai - ao ser perguntado por que ele era a favor da candidatura do Brasil se o caso do Pan 2007 foi um exemplo de má utlilização do dinheiro público. Cito de cabeça, mas ele disse algo como:
- Não podemos nos prender ao erros do passado. Temos que ver se aprendemos algo com eles e tentar não repeti-los.
É preciso muito talento para dizer isso com uma cara séria.
Barreiras
Gostaria de ver uma demonstração, seja através de modelos, seja de exemplos da vida real, da veracidade da afirmação “abrir barreiras, ainda que unilateralmente, é bom para a população.” Claro, levando-se em consideração as realidades sócio-econômicas dos países envolvidos e não modelos abstratos, porque, usando modelos abstratos, até socialistas conseguem sustentar seus pontos de vista.
06 fevereiro 2009
Barney Stinson sabe tudo
No episódio "The Possimpible" de How I met your mother:
That’s what corporate American wants: people who seem like bold risk takers, but never actually do anything.
Até que durou
Após escapar de vários que circularam por aí, desta vez não teve jeito.
O Igor do Mosca Azul (tem troco, tem troco) "meme" manda este Meme: devo escancarar seis segredos. Parece mole, mas né não:
1) Fui um adolescente, jovem e adulto alienado até uns bons 20 e muitos anos. Enquanto meus amigos de segundo grau liam "A Ilha" e se emocionavam com a revolução cubana eu queria mais era saber de zoar. Passei imaculado pela Universidade também. Engajamento não era comigo.
2) Detesto ir no banheiro fora de casa (no. 2, claro!). Mas se precisar muito eu vou.
3) Quando fui para a Indonésia fiz um certo sucesso com as mulheres naquele clube que foi alvo de atentado... Dançando lambada. Sabem como é: terra de cego...
4) Tenho uma certa queda por Axé Music. Não é algo que eu compre CD, mas é impossível, para mim, ouvir um axé e não bater o pé.
5) Tenho um possante Uno 95 do qual me recuso teimosamente a me desfazer, apesar dos apelos daqueles que me conhecem.
6) Detesto trabalhar. Mas gosto do que faço e sou bom nisso.
Passo à frente para o Flamarion, Xará De Gustibus, Mr. X e Refém do Estado.
O Igor do Mosca Azul (tem troco, tem troco) "meme" manda este Meme: devo escancarar seis segredos. Parece mole, mas né não:
1) Fui um adolescente, jovem e adulto alienado até uns bons 20 e muitos anos. Enquanto meus amigos de segundo grau liam "A Ilha" e se emocionavam com a revolução cubana eu queria mais era saber de zoar. Passei imaculado pela Universidade também. Engajamento não era comigo.
2) Detesto ir no banheiro fora de casa (no. 2, claro!). Mas se precisar muito eu vou.
3) Quando fui para a Indonésia fiz um certo sucesso com as mulheres naquele clube que foi alvo de atentado... Dançando lambada. Sabem como é: terra de cego...
4) Tenho uma certa queda por Axé Music. Não é algo que eu compre CD, mas é impossível, para mim, ouvir um axé e não bater o pé.
5) Tenho um possante Uno 95 do qual me recuso teimosamente a me desfazer, apesar dos apelos daqueles que me conhecem.
6) Detesto trabalhar. Mas gosto do que faço e sou bom nisso.
Passo à frente para o Flamarion, Xará De Gustibus, Mr. X e Refém do Estado.
01 fevereiro 2009
A lua de mel está acabando
E, o mundo pelo menos, começa a sentir saudades de George W. Bush.
Claro que ainda é cedo demais para admitir isso.
Horas antes desse discurso, o diretor-geral da OMC havia informado, num encontro com jornalistas, não ter tido ainda nenhum contato com o governo Obama. Diplomaticamente, procurou amaciar essa informação: afinal, ponderou, o governo é novo e o nome indicado para ser o negociador comercial dos Estados Unidos ainda nem foi aprovado pelo Congresso. Mas o indicado, Ron Kirk, ex-prefeito de Dallas, não tem experiência no setor e é vagamente descrito como favorável ao livre comércio.
De Washington, a única notícia concreta sobre política comercial, nesta semana, foi negativa. O pacote de estímulo fiscal de US$ 819 bilhões aprovado pela Câmara tem uma cláusula restritiva: ficará sem acesso ao dinheiro quem realizar obras de infraestrutura com ferro ou aço importado. O mundo terá de engolir "pelo menos provisoriamente" essa decisão, disse em Davos o senador Brian Baird, do partido de Obama.
Talvez não se possa, a partir desses fatos, formular conclusões seguras sobre como será a diplomacia econômica do novo governo americano. Com o país atolando na recessão e o sistema financeiro ainda sem mostrar o fundo do seu poço, é compreensível a prioridade atribuída pelo presidente à agenda interna. Mas essa agenda não envolve todo o governo. Além disso, ele teve tempo suficiente, desde a campanha, para definir uma orientação econômica internacional. Não se poderia esperar menos que isso de um aspirante ao governo da economia mais importante do mundo.
Claro que ainda é cedo demais para admitir isso.
Assinar:
Postagens
(
Atom
)







