26 abril 2009

Bode expiatório

Tava há algum tempo criando saco para escrever algo sobre como George W. Bush foi - e Obama tem feito de tudo para que ele ainda seja - o bode expiatório do mundo. O saco não veio, logo eu uso esta passagem de um post do Fiúza (que, lembremos, escreveu barbaridades sobre o caso da brasileira em Zurich):


O estereótipo fedorento dos políticos serve para isso. Para o cidadão comum se sentir cheiroso.

George W. Bush encarnou para as massas a imagem do MAL absoluto. Seu personagem foi capaz de fazer com que políticos corruptos, ditadores, tiranos, terroristas, puxa-sacos, pusilânimes, enfim, canalhas de todo tipo, se sentissem pessoas melhores.

Apenas por serem contra George W. Bush.

Obama veio como o complemento ideal. Não somente as pessoas maravilhosas odiaram George W. Bush com todas as suas forças, como também "ajudaram" a tirá-lo do poder e colocaram lá alguém que representava toda a bondade dos seus coraçõezinhos imaculados.

Obama, que não é bobo nem nada, aceitou de bom grado esse papel e, após 100 dias de governo, temos a Coréia do Norte toda assanhadinha e o oriente médio começando a ferver novamente. Isso para não falar da gastança e aumento do Estado nos EUA.

Vamos ver como esse espetáculo vai terminar.

Quanto aos puros de coração, por via das dúvidas, é bom manter o registro do domínio www.sorryeverybody.com. Mas algo me diz que reconhecer seus erros não é exatamente uma virtude que lhes seja característica.