25 agosto 2007

Cores vibrantes


Quando vi esses pimentões numa feirinha de Genebra, tive que tirar uma foto!

Achei as cores tão vibrantes.

22 agosto 2007

Aversão ao capitalismo

Acho que seria possível escrever um livro com os exemplos diários que os brasileiros dão da sua aversão ao capitalismo e ao livre mercado.

Vejamos uma reportagem sobre taxa de juros na compra de carros:

RIO - Incentivados pelas financeiras, vendedores de automóveis oferecem aos compradores financiamento com altas taxas de juros, sem que o consumidor saiba que poderia pagar bem menos ao mês. Como recompensa, os vendedores recebem bonificações em dinheiro ou produtos como televisões ou equipamentos de som. A sobretaxa tem até um nome: retorno, ou Fator R.

Ora, em toda a negociação existe a possibilidade de que um dos lados pague mais do que o outro esperaria receber. O repórter que escreveu esta notícia pode ter recebido uma proposta de salário superior ao que ele estaria disposto a receber. Ele estaria sendo desonesto com seu empregador?

Digamos que a financeira esteja disposta a operar com uma taxa de juros mensais que varie entre 0,6% e 0,99%. Claro que, se ela simplesmente disser isso para o vendendor, este, procurando maximizar suas vendas, irá sempre propor a taxa mais baixa de financiamento. As alternativas para a financeira seriam:

1) Adotar somente a taxa de 0,99%. Isso seria um problema pois alguns negócios poderiam ser perdidos com clientes que estariam dispostos a pagar uma taxa de juros de 0,70% que ainda está acima da taxa de juros que a financeira considera interessante.

2) Adotar somente a taxa de 0,6%. Isso seria um outro poblema pois a financeira deixaria de ganhar daqueles clientes que estariam dispostos a pagar até 0,99%.

Como resolver isso? Operando com uma faixa e dando incentivos para que os vendedores tentem sempre usar o topo da faixa.

Para nós, claro, que fomos doutrinados a achar o lucro (alheio, claro) o mais mortal dos pecados (ver os comentários da notícia) isso é um ato desonesto, comparável ao roubo de dinheiro público dos políticos corruptos. Os cidadãos clamam pela ação do PROCON para que o seu lucro sobre a financeira seja garantido pela coerção.

Se é genético ou se é culpa da água eu não sei mas o anticapitalismo corre solto na veia dos brasileiros.

21 agosto 2007

Pesquisa faz-me-rir

O JN divulgou uma pesquisa da UFF segundo a qual "a elite brasileira é a classe que tem os valores mais democráticos e uma tolerância menor com a corrupção."

RÁ!

Este resultado, baseado em questionários, reflete mais hipocrisia que qualquer outra coisa.

Não passa nem no smell test.

Metrô

Rio de Janeiro, 19:15. Metrô parcialmente cheio, nenhum idoso, gestante ou portador de necessidades especiais presente. Mesmo assim havia dois bancos laranjas vazios.

Isso que dá nego não saber a diferença entre PREFERENCIAL e EXCLUSIVO.

Muito complicado

Por que não me empolgo com esses movimentos oriundos da nossa classe média? Não é porque eu ache que lhe falte legitimidade, claro! O problema é que nossa classe média, com as raras e honrosas exceções, carece de uma formação intelectual mínima. Não que eu pense que qualquer médico ou engenheiro tenha que sair por aí citando escritores e coisas do tipo, não. O problema é que nossa classe média não tem noção de como as coisas funcionam, não quer saber e tem raiva de quem sabe.

Certa vez vi o Delfim Netto dizer num programa de TV que a sociedade tinha que escolher que tipo de país ela queria. Ele tinha razão. Não dá para sair gritando "Xô, CPMF!" e apoiar medidas que só fazem gerar rombos nos cofres públicos.

Veja os comentários nesta reportagem sobre a licença maternidade. Veja quantas pessoas acham que é obrigação do Estado lhes dar licença para que cuidem dos seus pimpolhos. Pior: veja que as maioria das pessoas ignora ou não se importa com a origem dos recursos para custear o benefício. Uma chegou a dizer que os impostos bancam a corrupção logo não teria problema bancar o benefício. Ou seja: às favas a moralidade! Nos locupletamos todos!

19 agosto 2007

Bullshit generator

Sem querer ser cínico, isso aqui é a mais pura verdade.










Peguei aqui.

Economia real?

O contrário de "economia real" seria economia "virtual" ou "imaginária"?

Por que não vejo esses termos nos blogues de economistas que eu costumo visitar?

Eu hein...

18 agosto 2007

Para-atletas

Ótimo texto sobre os para-atletas.

Outra coisa interessante: observando um pouco a cultura americana (pela qual tenho uma admiração inegável) percebi que a expressão LOSER não é usada para desmerecer aquele que perde sua batalhas, mas sim aquele que nem as enfrenta, o quitter, que não encara seus desafios de frente.

Algumas cenas, mesmo em filmes-pipoca, são marcantes pela mensagem que passam de forma incrivelmente clara e sem ambigüidades. No filme "My best friends's wedding", a personagem vivida por Julia Roberts arma uma pequena armadilha para que sua rival pague um mico num bar de karaokê diante do noivo. Claro que a performance da noiva foi ua catástrofe mas ela se deixou levar pela brincadeira e no final o bar todo estava no clima, o noivo ainda mais apaixonado e a personagem de Julia Roberts percebendo, ali, que tinha perdido a parada.

Aqui está a cena (você não adoram o Youtube?):

Vantagens de ser Ministro?

Sobre Elvis Presley:

Discordo que Elvis Presley seja o rei do rock. Ele não compunha e não tem uma obra relevante como os Beatles e os Rolling Stones, por exemplo. Era um grande intérprete, uma espécie de ídolo da maioria silenciosa, um cantor romântico com um repertório duvidoso. Não à toa, dedicou boa parte de seus anos entre 1968, quando voltou a cantar, até 1977 a espetáculos em Las Vegas, a capital do mau gosto, do jogo e da caretice americana.


Sobre Giberto Gil:

Fim de semana off rock. Em termos, porque o maravilhoso show de Gilberto Gil que vi sexta no Circo Voador tem a maior pegada de rock. Aos 65 anos, o mestre tropicalista está cheio de disposição. Tocou violão e guitarra, dançou, gritou e tocou duas horas no maior pique para um público que comeu na sua mão, obedecendo todas as ordens de fazer úú áá e o que mais mandasse.

Eu apóio

Apóio a realização de qualquer movimento que não se imponha pela força e que não deprede patrimônio alhieo, até mesmo um "Lula é 10!"

Todos têm o legítimo direito de manifestar descontentamento com qualquer situação que seja.

Não lembro de nenhum artigo na nossa constituição que atribua mais direitos a quem é pobre ou que retire direitos de quem é rico. Ou vice-versa.

Agora participarei ativa e entusiasticamernte de qualquer movimento que tenha o slogan:

"Cansei de ser brasileiro!"

Wikipedia

A idéia de ter um repositório de informações onde cada um pode colaborar soa atraente. Se desconsiderarmos o fator bias.

Um artigozinho de nada pode ser uma armadilha para os menos precavidos.

Um exemplo: estava procurando informações sobre a famosa foto da menina vietnamita atingida pelo napalm lançado por "soldados americanos" na Guerra do Vietnam [volto a esse ponto depois] e encontrei um artigo na Wikipedia, em português, que falava sobre o conflito. Alguns trechos interessantes:

O envolvimento dos EUA no conflito teve como pretexto um ataque norte-vietnamita aos seus navios USS Maddox e USS C.Turney Joy enquanto patrulhavam o golfo de Tonquim, em Julho de 1964. Hoje em dia especula-se que o ataque tenha sido uma ação do governo norte-americano usada como pretexto de intervir no Vietnã.

Como é? "Especula-se"? Quem especula? Nem um link sequer apontando um site onde possamos ver os motivos dessa especulação?

Outro:

A URSS e a China forneceram ajuda material ao Vietnã do Norte e ao FLN, mas não tiveram participação militar activa no conflito.

Claro, tudo gente boa!

Vamos agora à Britannica:

On August 2 the destroyer USS Maddox was attacked by North Vietnamese torpedo boats while on electronic surveillance patrol in the Gulf of Tonkin. The preceding day, patrol boats of the South Vietnamese navy had carried out clandestine raids on the islands of Hon Me and Hon Nieu just off the coast of North Vietnam, and the North Vietnamese may have assumed that the Maddox was involved. In any case, the U.S. destroyer suffered no damage, and the North Vietnamese boats were driven off by gunfire from the Maddox and from aircraft based on a nearby carrier.

E sobre os camaradas:

Chinese communist leader Mao Zedong strongly supported the North Vietnamese offensive and promised to supply weapons and technical and logistical personnel. The Soviets, though now openly hostile to China, also decided to send aid to the North.

Ah, voltando ao que originou minha pesquisa, vi hoje um psicanalista falando sobre a tal foto da menina que - citando de cabeça - "mostrava o horror da ação dos soldados americanos". Aquilo ficou ricocheteando na minha cabeça porque eu já tinha lido algo sobre o assunto. Eis que encontrei a narrativa dos eventos daquele dia com essa conclusão:

The story of the heart wrenching "Napalm Girl" photograph was accurately and in detail reported in the immediate aftermath of the incident. The news agency and newspaper stories, including those of Peter Arnett and Fox Butterfield reported independently that the incident was involving only Vietnamese and happened during an all-Vietnamese fight. The only foreigners, among them also Americans, were the reporters on the scene.

The airstrike had been requested by a commander of the Vietnamese 25th Army Division and was provided by the exclusively Vietnamese co-ordinated and controlled 518th Vietnamese Airforce Squadron (VNAF), with
Vietnamese pilots in the cockpits. Unlike in previous years of the war both the ground units and the Airforce Squadron had no U.S. advisors attached to them anymore.

In June 1972 the "Vietnamization" of the war had been almost completed and most American fighting forces and men had been withdrawn. By March 1973 all US combat forces had left Vietnam and the Vietnamese fought on their own, until defeat in 1975.

Since the war ended in 1975 the Vietnam war myth was created that the air-strike was in fact ordered, co-ordinated or even flown by American commanders and pilots. In 1996 a former U.S. Army captain (John Plummer, now a Methodist minister) even claimed and "confessed" to have taken part in the air-strike, later only claiming to have ordered the attack. His claim was thoroughly investigated and discredited a year later. He had lacked authority to communicate with the Vietnamese Airforce at the time of the incident.

15 agosto 2007

Mais crise imobiliária

Neste post comentei o fato de a colunista de economia do Globo achar que só ela e mais uma meia dúzia de iluminados sabiam que o mercado imobiliário poderia entrar em colapso, menos os bancos, esses tolinhos.

Este post no blog do Adolfo Sachsida explica porque, passada essa crise, a próxima poderá ser ainda pior:

Deixe-me explicar o significado disso: nos últimos anos vários bancos sabiam do risco de financiar créditos imobiliários nos Estados Unidos. Alguns deles foram precavidos e não se expuseram tanto ao risco, evidentemente tiveram lucros menores. Outros bancos foram muito mais audaciosos do que a prudência recomendaria, e obtiveram maiores lucros por esse comportamento. Quando a crise imobiliária se materializou os bancos precavidos pouco ou nada perderam. Já os bancos audaciosos iriam perder muito (TALVEZ até mais do que haviam ganho antes). Contudo, quando os bancos centrais aumentam a liquidez do sistema eles estão, de maneira indireta, privilegiando os bancos que foram irresponsáveis, em detrimento dos bancos que foram prudentes. Ou seja, a longo prazo a melhor estratégia para os bancos será sempre assumir um risco maior do que o recomendado, pois em última instância poderão contar com o auxílio dos Bancos Centrais.

Será que, diante da certeza de que não haveria socorro dos bancos centrais, os bancos seriam tão generosos ao distribuir crédito imobiliário?

O mais engraçado é que, no final das contas, as tais falhas do mercado sempre têm uma colaboraçãozinha do Estado para se agravarem.

Acho que agora vai

Finalmente uma figura competente e preparada pode finalmente dar um jeito nessa bagunça que era o setor aéreo nacional.

Logo percebi o comprometimento do novo Ministro da Defesa quando ele apareceu, ora com capacete, ora com farda, ora vestido de Harry Potter...

Nosso Ministro da Defesa está trabalhando como nunca para que a principal causa dos nossos problemas seja resolvida de uma vez por todas: o tamanho da poltrona dos aviões! (link via Xará)

Poderemos até nos espatifar, mas confortavelmente instalados...

14 agosto 2007

Democracia

Um bom texto no MSM.

Não devemos nos iludir: uma nação é livre não porque elege os seus representantes pelo voto direto, mas porque os direitos naturais universais dos seus indivíduos – vida, liberdade e propriedade - estão todos devidamente protegidos e prevalecem sobre quaisquer leis humanas. A democracia não é um valor social ou moral inquestionável, um fim a ser alcançado, como pretendem alguns. Ao contrário, ela é somente um meio, o menos pior dos sistemas de governo até hoje experimentados.

13 agosto 2007

HueHueHueHueHue

Essa gargalhada "internética" é para tentar mostrar minha reação ao ler isso:

Um amigo antigo de Lula conta que em poucos episódios o viu tão abatido. Diz que ele repetia um bordão nos dias posteriores à tragédia. "Nada do que a gente fizer vai resolver o principal: devolver a vida a essas pessoas".

De acordo com esse amigo, Lula lida mal com a morte. Dois episódios contribuiriam para isso. No ano de 1971, a primeira mulher, Maria de Lourdes, grávida de sete meses, chegou ao hospital com hepatite. Suposta negligência no atendimento resultou na morte dela e do bebê. Quando a mãe de Lula morreu, em 1980, ele estava preso devido a greve no ABC. Foi liberado pelo então delegado Romeu Tuma, hoje senador pelo DEM de São Paulo, para acompanhar o velório e o enterro. Depois, retornou ao Dops, órgão de repressão política da ditadura militar.

A tragédia da Airbus da TAM e a lembrança das mortes da primeira mulher e da mãe teriam deixado o presidente algo paralisado em alguns momentos.

HueHueHueHueHue

Nessa até mesmo o Lula deve ter reclamado:

- Pô, Kennedy! Vai com calma que assim você machuca meu saco...

HueHueHueHueHue

E pensar que, pela lógica do Estadão, essa figura tem mais credibilidade, por exemplo, que o meu xará!

Crise imobiliária

Hoje tive que ouvir a "especialista" em Economia do Bom dia Brasil dizer que os bancos não esperavam o crash. Claro, claro. Deveriam ter lhe perguntado, já que ela sabe tudo de Economia.

Ora minha cara especialista, é claro que eles sabiam que, cedo ou tarde, a parada iria feder! Mas eles também sabiam que o bondoso governo iria socorrê-los. Assim temos o modelo de investimento dos sonhos de qualquer banqueiro: lucros privados e prejuízos públicos.

12 agosto 2007

Medicina socializada

Depois daquele post onde eu linkei um texto do Fred Reed sobre sistema de saúde, aqui vai um do magistral Walter Williams. Como eu disse naquela ocasião, a solução está longe de ser a canadense. Neste texto podemos ver algumas intromissões governamentais no sistema de saúde americano que qualquer pessoa de bom senso (nem precisa ser economista) percebe que vão causar problemas.

Coloco aqui um trecho para quem pensa que algo importante como a saúde não pode ser fornecido pelo mercado:


Do we want the government employees who run the troubled Walter Reed Army Medical Center to be in charge of our entire health care system? Or, would you like the people who deliver our mail to also deliver health care services? How would you like the people who run the motor vehicles department, the government education system, foreign intelligence and other government agencies to also run our health care system? After all, they are not motivated by the quest for profits, and that might mean they're truly wonderful, selfless, caring people.

Será que não existem sistemas que funcionam satisfatoriamente, operando entre os dois extremos?

Diferenças

Pode ser que quem esteja vaiando Lula e metendo o pau no PT hoje se torne simpático àqueles mais à direita no espectro político.

Mas cuidado!

É preciso prestar bem atenção no que se diz por aí.

Este trecho da coluna de hoje do João Ubaldo no Globo (sem links, sorry) é um bom exemplo:

Por que se é obrigado a silenciar diante de um governante que rompeu tão radicalmente com seu passado, e, em última análise, serviu-se do ex-grande partido que criou — e ainda se servirá, se precisar, embora já tenha sido flagrado dando a impressão de que considerava o PT um estorvo às vezes bem chatinho? E por que nós nos devemos omitir, para não sermos reacionários? Primeiro, ser reacionário é um direito. E, mesmo que não fosse, esse governo é que é reacionário, a começar pela sua “política social” assistencialista, legado monstruoso que perdurará por gerações, com conseqüências imprevisíveis. Não há o que mostrar nesse governo que não possa ser considerado reacionário ou conservador, das práticas políticas à condução das grandes questões nacionais.

1) Dizer que Lula rompeu com seu passado é admitir que algum dia ele foi um bom rapaz bem-intencionado mas que foi corrompido pelo poder. Bull!

2) Percedo ainda uma tentativa de salvar a imagem do PT, colocando como uma vítima que foi passada para trás quando Lula tomou o poder.

3) Para finalizar, uma declaração largada no meio de uma frase que associa conservadorismo à pilantragem que aflora no governo Lula.

É incrível como, quanto mais podre a esquerda se revela na política, mais ela dá um jeito de jogar nas costas da direita ou dos conservadores as responsabilidades dos seus atos.

É incrível como, para muita gente, se parece gato, mia como gato e tem cheiro de gato, é claro que é um cachorro!

Vamos salvar o Al Gore!

Outra via Tambosi:



E outra gracinha:

Blogues chutando na canela

O Selva Brasilis:

Tais especialistas se reproduzem na selva como fungos em matéria em decomposição porque o Brasil é um país sem cultura, com nível educacional abaixo da crítica, onde a única opinião possível, assumida a priori como a tecnicamente correta, é monopolizada e controlada por asseclas e/ou empregados dos partidos de esquerda. É preciso adicionar que a preponderância do pensamento de esquerda também se deve a quase inexistência de pessoas educadas que tenham coragem de enfrentar essa supremacia cultural. A selva é um país tão miserável que nem mesmo uma guerra cultural é possível.

O Jus Sperdinandi (encontrado através do Tambosi):

O Brasil é um país de gente estranha. Não é um povo muito sério. Pelo contrário, em certos aspectos, chega a ser leviano. Casos de tolerância injustificada são emblemáticos e de certa forma explicam a própria impunidade porque esta, de um fato menor e aparentemente irrelevante, se projeta para outros de maior gravidade e não nos assusta mais.

JP Coutinho

Para mim, um dos melhores colunistas da mídia brasileira. Mas ele é português e vive em Portugal. É de lá que presenteia com seus textos na Folha.

Existe uma diferença entre acreditar em tudo, acreditar em alguma coisa e não acreditar em coisa alguma.

Essa diferença tem sido ignorada desde o 11 de setembro de 2001 e Nick Cohen, jornalista britânico e um homem de esquerda, enfrenta o problema em livro recente ("What's Left? How Liberals Lost Their Way"): com a queda do Muro de Berlim em 1989 e o triunfo das economias de mercado sobre as variantes planificadas que apenas produziram miséria e tirania, as consciências "liberais" (ou seja, as consciências mais à esquerda) procuraram uma nova bandeira que as servisse. A bandeira foi rapidamente encontrada e erguida contra os Estados Unidos, independentemente dos atos praticados por Washington.

Se os Estados Unidos não agiam (como sucedeu, ao início, com os dramas do Timor antes da independência), Washington era acusado de isolacionalismo criminoso. Se os Estados Unidos agiam (como sucedeu no Afeganistão contra uma quadrilha reconhecidamente fanática), Washington era acusado de intervencionismo criminoso. Por ação, por inação -- o Mal tinha sempre nome e endereço.

E se falamos de Mal, falamos de Bem por contraste. Para Cohen, a falência do "socialismo real" não implicou apenas a demonização da América. Implicou a tolerância, e muitas vezes o apoio explícito, a ditadores ou terroristas que muito apropriadamente não falavam inglês. Contra a América, Saddam servia. Contra a América, o Taleban servia. Contra a América, Bin Laden servia. Porque os inimigos dos meus inimigos, meus amigos são. Ou não?

Nick Cohen recusa essa idéia infame e termina o ensaio com pergunta curial e até pessoal: como podem estas esquerdas recuperar a decência, depois da longa dança com ditadores e torcionários? A resposta, sem grande imaginação, talvez passe por separar as águas. Ou, mais especificamente, por não deitar fora o bebê com a água do banho.

Eta povinho...

Acabo de ler no site da Folha que a Marta Suplicy tem 24% das intenções de voto e ocupa a segunda colocação, atrás de Geraldo Alckmin (30%), na corrida para a Prefeitura de São Paulo.

Nada explica o que se passa na cabeça deste povo!

11 agosto 2007

Isso é que é prazo de validade!

Muro cai no Engenhão

Por que eu não sou um libertário

Este artigo do Fred Reed levanta as mesmas questões que habitam minha cachola atualmente:

Now, what do we do with people who have obeyed all the fabled American rules, who have worked, perhaps at pathetic wages and no benefits, and never cheated, and been honest citizens, and then the bottling plant went to China and they’re old and have nothing? What?

We could be good social Darwinists and let them rot. They are not cutting edge people, not Verilog mechanics or optical engineers or hedge-fund managers. Who needs them? All right. If this is your position, say so. Look me in the eye and say, “Screw’em. I don’t care what happens to them and I’m not going to spend a red cent on them.” Say this, and I will understand you.

An obstacle to thought here is that the people in the editorial suites and cocktail parties are twiddlers of abstractions. Waving a shrimp speared on a toothpick, holding a glass of vintage Sobriquet, they speak of second-order supply side multiplier effects of marginal increases in labor costs and what Burke and Adam Smith said. You’ve seen their websites: “Rothman on Kleinfelter.” “Kleinfelter on Fergweiler.” “Fergweiler on Theftwunkel.” Intellectual sparring is their world.

It’s different to Mary Sal Wooten in a decaying trailer somewhere on 301 South, with her retinas peeling like wallpaper from diabetic retinopathy, ankles swollen and darkening toward gangrene, and the hospital won’t take her because it isn’t an emergency and she can’t afford her medicine. Really, truly no-shit can’t afford it.

What do we do with people like her? People who just flat can’t handle the complexity of today’s world? It seems to me that anyone who wants to think about socialized medicine has to answer that question before starting.

Será que em pleno Século XXI não temos, como civilização, a resposta para um problema deste tipo? Está claro que a solução canadense não funciona, mas a americana também não. Não seremos capazes de encontrar um meio-termo?

E também concordo com isso:

What other solutions are available? Many say, “It’s a job for private charity.” This is another way of saying, “Screw’em, I ain’t paying a cent.” Yet others say cut taxes and the resulting economic boom will lift all boats. This is another way of saying, “Screw’em, I ain’t paying a cent.”

10 agosto 2007

Os pobrinhos

A coisa mais curiosa é aquele que analisa o comportamento dos "pobrinho" usando um conceito de "pobre" típico de quem acredita no conceito de castas. Ele diz que Lula está bem na fita, apesar dos escândalos sucessivos do seu governo, porque a vida dos pobres está melhor.

Trocando em miúdos: o pobre, se pintar dinheiro na jogada, vende até a mãe, certo?

Esqueçamos que os meios de comunicação de massa, praticamente sem exceção, jamais fazem um ataque direto ao Lula e jamais tentam desfazer a imagem de homem humilde e trabalhador.

Os pobres não apóiam Lula apenas porque ele lhes dá um bolsa-família. São declarações como essa que fazem uma certa classe média, que se acha uma raça superior, merecer ser governada pelo Supremo Apedeuta. Como se o pobre - vale lembrar que pobreza e riqueza não são fatores genéticos ou culturais, mas apenas condições financeiras - tivesse uma moral diferente e que estivesse disposto a abrir mão de qualquer princípio por uns trocados.

Isso é praticamente endossar o ideário que sustenta a luta de classes.

Os pobres apóiam Lula porque este sempre dá um jeito de sair ileso dos escândalos, com ajudinha dos meios de comunicação. Os mesmos meios de comunicação que o Estadão acredita ter mais credibilidade que um blogueiro.

Existe um motivo para os candidatos a tirano voarem em cima dos meios de comunicação de massa: para muita gente, o Jornal Nacional e o jornal Extra é a única fonte de informação do dia a dia.

No dia em que os meios de comunicação de massa - sonha Cláudio! - mostrarem a verdadeira face de Lula e seus comparsas ele não se elege nem mesmo para síndico de prédio novamente. Com bolsa família e tudo mais...

Estadão vs. Blogs

Então o Estadão está partindo com tudo para cima dos blogueiros, usando uma campanha que levanta a falta de credibilidade daqueles que escrevem suas bobagens na Internet.

Bom, um jornal não gastaria a grana que parece estar gastando se a tal blogosfera já não representasse uma pedrinha no sapato. De fato, a credibilidade e reputação de muitos colunistas vêm despencando depois que qualquer Zé Mané pode provar por A + B que seu texto é um lixo.

Tenho que concordar que credibilidade é tudo para um veículo de comunicação. Por isso quero contribuir com a luta do Estadão e sugerir outras peças de campanha, além das já existentes:





A união faz a força

Estamos cansados de ouvir isso, mas ver búfalos praticando é demais!



Peguei no site do Reinaldão.

09 agosto 2007

Não vejo contradição

O Pedro viu uma contradição no fato de constar no contrato que rege a compra do WSJ por Rupert Murdoch uma cláusula impedindo o comprador de interferir minimanente na linha editorial da publicação.

Não compartilho da mesma opinião.

Seria um absurdo se o pessoal do WSJ agisse junto aos seus congressistas para que estes passagem algum tipo de lei, forçando Murdoch a agir de acordo com a agenda dos escritores.

Se os termos foram colocados no contrato e Murdoch os aceitou, isso é liberalismo em plena forma, afinal de contas, num contrato sempre uma das partes vai ceder algo, até mesmo sua liberdade ou propriedade, se ela assim desejar. Por exemplo, quando assinei meu contrato de trabalho com minha empresa aceitei abrir mão da minha liberdade durante 8 horas dos meus dias úteis para agir de acordo com os interesses dela. Em contrapartida, a empresa aceitou abrir mão de uns poucos caraminguás e passá-los para minha conta bancária.

Calvin

Depois de escrever o post anterior, fui atrás de algumas tiras do Calvin, por mera curiosidade (preciso comprar isso!). Achei duas muito boas sobre autoestima:


Se a realidade me contradiz...

Que se mude a realidade, então!

Uma escola so sul país criou um interessante programa de "incentivo" para que seus alunos não falem palavrões: a cada palavrinha suja, o aluno tem que pagar uma multa de R$0,10.

Como todo veículo jornalista sério, o portal G1 catou a dedo especialistas isentos para opinarem sobre a medida.


Ana Bock, que é professora de psicologia educacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e presidente do Conselho Federal de Psicologia, criticou o recurso. “Essa medida é quase uma bobagem, porque tira a espontaneidade do aluno. A escola perdeu a oportunidade de usar essa questão num trabalho realmente pedagógico e escolheu o constrangimento dos estudantes. Poderia ter feito um debate sobre palavrões na aula de português, por exemplo”, diz.

Calma, que tem mais especialista:


Mesmo com o impacto na mesada, para a psicóloga especialista em educação Marta Bitetti, a medida só ataca o bolso dos pais. “Nessa faixa etária, quem tem o dinheiro não é o adolescente ou o pré-adolescente. Quem vai pagar são os pais. A punição tem de estar diretamente relacionada com o que se quer ensinar”, afirma.

Essa aqui é a radicalzona:


“Castigo nenhum dá certo. Sentir a conseqüência de ato é o único caminho que serve para mudar o comportamento. Talvez, o colégio queria corrigir com boa intenção, mas isso não é para ser levado a todas as escolas. Pode ter dado certo circunstancialmente”, diz Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

Parece que a opinião dos especialistas é realmente unânime:


A idéia unânime dos especialistas ouvidos é que a escola poderia pensar uma outra forma de agir. “Mesmo que os jovens estejam falando muito palavrão, porque não acolher e fazer um trabalho de interpretação do que estão falando?”, questiona a especialista em educação e psicanalista Maria Luiza Andreozzi. “Se a norma não levar em conta um processo interno, as pessoas vão ter de ser punidas cada vez com uma multa maior.”

Trata-se de uma medida descabida e ineficaz, certamente. Vamos comprovar isso consultando aqueles que estão sujeitos às tais multas:


No começo da aplicação da multa, alguns alunos se sentiram desconfortáveis, mas, segundo Gabriel Luiz Brueckheimer Bretzki, 16, estudante do segundo ano do ensino médio, o comportamento melhorou. “Aos poucos a idéia foi sendo mastigada e compreendida. O pessoal ficou com medo de ter que entregar a mesada inteira”, conta. Ele mesmo foi punido uma vez, quando errou um exercício e soltou um palavrão irritado.

Uma voz solitária? Talvez haja mais alguém...


Ananda Roper, 13, estudante da 7ª série do ensino fundamental é uma que parece ter entendido o ato simbólico da multa. “O valor não é muito importante. Palavrão é uma falta de respeito. Tem gente que fica bravo, tem gente que fica triste”, afirma.

Esses especialistas realmente são uma coisa de outro mundo. Em sua homenagem reproduzo aqui uma tirinha do Calvin que eu faço questão de guardar até hoje:


Calvin, o Especialista (clique para aumentar)

07 agosto 2007

E ela segue despencando...

Quem já teve a chance de ver uma entrevista da Bachelet pôde perceber que dali, na melhor das hipóteses, não sairia nada.

O resultado esta aí.

Se em seu primeiro ano de gestão Bachelet conseguiu preservar a imagem, nos últimos meses a situação mudou drasticamente. Segundo pesquisa realizada pela empresa de consultoria Adimark, atualmente 42,8% dos chilenos estão insatisfeitos com Bachelet, contra apenas 41,5% que a aprovam. É o percentual de aprovação de um presidente mais baixo da história da Concertação chilena.

05 agosto 2007

Novas áreas de estudo

Depois de tomar conhecimento da etnomatemática, fiquei pensando se não existiria uma etnofísica:

A física branca elitista e conservadora diria:

"Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo."

A etnofísica refutaria:

"A não ser que o espaço seja um camburão e os corpos sejam de afrodescendentes."

Assim fica difícil

Por mais que se queira ter alguma esperança - e eu não tenho nenhuma - de ver a classe média pelo menos esboçando alguma reação ao panorama geral, é preciso que reconhecer que ela não será nunca solução enquanto for parte do problema, ou seja, enquanto jogar nos termos da esquerda.

Com os cabelos loiros e impecavelmente alisados, a empresária e estilista Patricia Guizzardi, 37, recusava ser chamada de representante da "elite branca" (expressão cunhada pelo ex-governador Claudio Lembo). "Eu acho esse comentário até racista. Sou povão. Passei dez carnavais seguidos no Rio de Janeiro, sambando no meio de negros."

Se ela tivesse parado no "Eu acho esse comentário até racista" estaria perfeito, mas não! Ela tinha que ser povão, pobrinha. O encerramento, se referindo aos dez anos de carnaval sambando "no meio de negros", foi patético.

Problem Solving Flowchart

Ontem procurei por este flowchart para ilustrar o post sobre o mundo empresarial mas não usei as palavras corretas no Google. Como sou brasileiro e não desisto nunca, aqui está:

Problem Solving Flowchart

04 agosto 2007

O mundo empresarial

No Selva vejo uma reportagem afirmando há maus chefes que recebem promoções em vez punições.

Honestamente, após vinte anos trabalhando em empresas nacionais e multinacionais, a conclusão à que chego é: isso é regra e não exceção.

Vou tentar fazer um resumo do que eu tenho observado:

Basicamente existe um corpo técnico responsável por fazer as coisas acontecerem, um time gerencial responsável pela coordenação e um time executivo responsável pelas estratégias.

O corpo técnico, que faz as coisas acontecerem, em geral possui a seguinte distribuição de profissionais:

1) Competentes
2) Medianos
3) Inexperientes ou fracos (carrgadores de piano)

Se a empresa vive numa disputa normal (isto é, sem ajuda do governo) ela procura pagar aos seus técnicos do grupo 1 o melhor salário que o mercado permite. O técnicos do grupo 2 ficam naquela faixa nebulosa e os do grupo 3 recebem uma mixaria.

O problema começa quando surge uma vaga gerencial. Obviamente para empresa seria melhor recrutar um profissional dos seus quadros em vez de um estranho. Aí começa o dilema,: em toda a minha vivência profissional, as chances do cargo ser ocupado por um profissional mediano são as maiores. Isso por dois motivos básicos (não necessariamente simultâneos):

1) A empresa, caso tenha um quadro técnico enxuto, teme perder um profissional capacitado que faz as coisas acontecerem. Isso acontece quando a empresa aposta na manutenção do técnico insatisfeito mesmo tendo ele perdido a promoção (caso, por exemplo, o salário seja bem superior ao do mercado).

2) A empresa, para aproveitar a chance de efetuar um corte de custos, quer que a pessoa assuma o novo cargo sem nenhum acréscimo salarial. É muito mais fácil um profissional mediano ou ruim aceitar uma oferta dessas (já que seria, para todos os efeitos, um reconhecimento) que alguém que já é reconhecidamente um destaque na sua posição.

Uma vez que um mau ou mediano profissional assuma um cargo ele sente aquela necessidade de demonstrar que merece a confiança que lhe foi depositada. Acontece que ele não tem capacidade para agregar nada (detesto essa expressão mas aqui não tem jeito) ao negócio. Tudo que ele sabe fazer é ser um capataz que força seus subalternos a seguirem as ordens superiores. Tudo que lhe resta é microgerenciar: se ater às miudezas do dia-a-dia, enconomizar clipes, papel, etc. E também, claro!, para aqueles capatazes de baixa auto-estima, nada como tornar a vida dos outros um pouco miserável para ver se a sua melhora um pouco.

Existe uma variação do mau gerente: aquele profissional tecnicamente competente que, para obter um aumento de salário (no caso cada vez mais raro da empresa oferecer) ou alguma regalia, acaba correndo atrás do cargo. É o clássico caso de "perder um ótimo técnico e ganhar um péssimo gerente". A empresa o nomeia mais como prêmio ou medo que ele saia da empresa desapontado, que por merecimento. O novo gerente, sem a menor vocação para a coisa, acaba se envolvendo em assuntos técnicos e sendo uma nulidade no quesito coordenação, o que faz de sua área um verdadeiro caos.

Ok, errar é humano e uma promoção dessas é um erro. Mas podemos consertá-los.

Sim, poderíamos mas estas decisões são tomadas por gerentes de níveis superiores que foram agraciados por Deus com o talento de nunca fazerem merda. É mais fácil um camelo passar num buraco de agulha que ouvir de um gerente sênior a expressão "Fiz merda!".

Resumindo, não há muita diferença entre o ambiente político e o das grandes corporações. Cada gerente cuida da sua área como se ela fosse seu feudo. A diferença é que na política quem arca com os prejuízos são os pagadores de impostos, enquanto que nas empresas são os acionistas.

Reserva de mercado

Sempre que vejo alguém criticando o fato de qualquer um poder publicar na Internet eu sinto cheiro de reserva de mercado...

03 agosto 2007

Sintonia

Hoje o Reinaldo Azevedo escreveu isso:

Ela foi a base social da Revolução de 1930; da pressão que resultou no fim do segundo Getúlio; foi o esteio do Regime Militar de 1964; foi quem pressionou pela redemocratização; elegeu Fernando Collor, FHC e, pasmem!, Lula — e nas duas vezes. Basta analisar o mapa eleitoral para verificar que o petista só venceu a eleição quando ganhou a classe média, aquele terço do eleitorado que antes lhe era refratário.

Em setembro de 2006 eu ecrevi isso:

Esse tal "brasileiro comum" de que vocês falam sempre esteve por aí e o Lula sempre perdeu.

Somente depois que o PT conseguiu seduzir a "classe mérdia" e obteve a quase totalidade - quando não o silêncio cúmplice - do apoio da intelectualidade é que ele conseguiu chegar ao poder.

Não precisa ser gênio para perceber isso.

Aqui não!

Boxeadores cubanos que fugiram durante o Pan são presos em Araruama

Meus caros, aqui no Brasil só recebemos ladrões e fazemos de braços abertos! Aqui ladrão estrangeiro vira celebridade!

Repentinamente xícaras e camisetas com a estampa de Biggs começaram a surgir em pontos turísticos do Rio. Por sessenta dólares qualquer um poderia almoçar e bater um papo com o charmoso anti-herói.

02 agosto 2007

Ajude a África e bla-bla-bla

Motivado pelo meu xará, escolhi uma pessoa no Kiva e fiz meu empréstimo! Felizmente é uma grana que não me faz falta, caso a Sandra Jesus entre em default. Mas torço para receber a grana de volta pois será um sinal de que tudo deu certo para ela.

Agora se você também quer "ajudar a África" (seja lá o que isso signifique) pare de encher o rabo do Bono Vox de dinheiro e ajude um africano real. Os empréstimos começam a partir de 25 dólares e graças ao "Noço" Guia, isso é uma merreca atualmente.

O Banner do site está á direita.

Será que vai vender?

Pensando nas ameaças relatadas no post anterior vou me antecipar e fazer o copyright destas duas estampas. Quando os jovens saírem às ruas do mundo todo para protestar ficarei bilionário com a venda de camisetas!

Mas algo que me diz que este plano tem um furo... :-)

Guess who?

Quem disse isso?

There are terrorists holed up in those mountains who murdered 3,000 Americans. They are plotting to strike again. It was a terrible mistake to fail to act when we had a chance to take out an al-Qa'eda leadership meeting in 2005. If we have actionable intelligence about high-value terrorist targets and President Musharraf won't act, we will.

Dá uma Googleada e você se surpreenderá (ou não).

Cada dia uma versão

O mesmo jornal, analisando o mesmo diálogo, chegou a duas conclusões diferentes:

Ontem:

Dados da caixa-preta do Airbus-A320 da TAM indicam que houve falha humana na tentativa de pouso no último dia 17 em Congonhas, quando 199 pessoas morreram, segundo reportagem publicada hoje pela Folha de S.Paulo, que teve acesso exclusivo aos dados (íntegra disponível só para assinantes do jornal ou do UOL).

Os erros teriam ocorrido na operação de um dos manetes (as alavancas de controle das turbinas), colocado em posição incorreta antes do pouso e no momento da aterrissagem. A hipótese de pane no computador da aeronave, contudo, não está descartada.

Hoje:

A transcrição mostra que os pilotos acionaram os manetes (alavancas de controle de potência das turbinas) na hora certa, tentando desacelerar os motores, mas o avião acelerou. O manete da turbina direita estava em posição errada, mas ainda não se sabe se o erro foi do piloto ou se houve falha no equipamento.

Há que se esperar o resultado do FDR!

01 agosto 2007

Achei que eles iam enrolar mais um pouco

Mas o esquema de segurança do PAN não durou nem uma semaninha após o término do evento.

Provavelmente algumas unidades ainda estão circulando na zona turística, mas do subúrbio, onde a turistada não tem mais razão de ir, ele já deram no pé.

Estão brincando?

É este o trecho da caixa preta que "evidencia" a falha do piloto?

As gravações mostram os últimos diálogos entre os pilotos na cabine do Airbus. "Desacelera, desacelera, desacelera!", disse um deles. "Não dá, não dá, não dá", respondeu o outro. Por fim, a frase já conhecida: "Vira, vira, vira".

A partir deste trecho daria até para dizer que os dois pilotos estavam transando na cabine, menos que o piloto errou ao estabelecer a posição da manete! Há que se esperar o resultado do flight recorder que mantém registro dos diversos sensores da aeronave.

31 julho 2007

Pergunta do economista curioso

Se houvesse demanda isso aconteceria?

Rio - Aconteceu nesta terça-feira a licitação da Arena Multiuso, que foi construída e utilizada nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. No entanto, o patrimônio não recebeu uma oferta sequer, pois o que se viu no local da audiência foi a ausência de empresas interessadas em arrendar a instalação.

Que lindo

Primeiro alguém da Aeronáutica solta um furo de reportagem para a imprensa golpista (leia-se qualquer publicação que não diga que o governo atual é excelente, muito bom mesmo!) apontando, sem fundamentos ao meu ver, o piloto como responsável pelo acidente.

Passada a onda de "Ahás!" e "Top! Top! Top!" emanada pela legião de militontos, vem um sensível e compreensivo Brigadeiro mostrar que a verdadeira face deste governo é o perdão:

"Não se pode crucificar ninguém, isso é até pecado. O que eu sempre digo é que uma hipótese é os manetes não estarem na posição correta ou o comando eletrônico do avião não ter sido correspondente."

Esse pessoal me comove...

O mais engraçado é que a Veja saiu no final de semana passado, mas "os dados das caixas-pretas do avião teriam começado a ser analisados ontem, no Cenipa."

30 julho 2007

A classe média e os meios de comunicação

Não tem erro: basta uma meia dúzia de gatos pingados da classe média se reunir para protestar, seja pelo fato de ter um filho arrastado até a morte ou por ter familiares e amigos mortos em um acidente aeronáutico, e lá vem a patota esquerda-chique dos jornais desqualificar os manifestantes:

- É uma manifestação da burguesia!

- É uma minoria que não tolera o fato de ter perdido privilégios!

- Isso é coisa de classe média!

Deixando de lado o fato de que 99.99% da galera que escreve essas coisas tem mais grana que a tal burguesia que ela critica (talvez não obtida de forma tão árdua, mas isso é outra conversa), venho mais uma vez esculachar essa classe média idiota que nós temos. Será que é difícil perceber que somos nós, essa famigerada classe média, essa odiada burguesia, que bancamos os salários desses caras quando assinamos seus jornais e revistas?

Faz muito tempo cancelei minha assinatura do Globo. Mais ou menos quando a patota petista se assanhou, passando praticamente a usar o termo "classe média" como sinônimo de "filho da puta". Longe de mim querer negar o direto à livre expressão dos célebres profissionais da imprensa, mas não venham querer que eu banque o meu próprio esculacho, né?

É simples, meus caros: o jornal escreveu que vocês são culpados pela miséria do país? Escreveu que vocês são uns egoístas que não toleram ver os pobres tendo uma chance na vida? Escreveu que a vida de seus filhos ou amigos vale menos que a dos seus companheiros de viagem?

Cancelem a maldita assinatura!

Ser chamado de filho da puta já é desagradável, mas pagar para isso já é otarice demais!

Coraçõezinhos se quebrando

Quando Tony Blair deixou o posto de Primeiro-Ministro do Reino Unido, muitos comemoraram o fato de um puxa-saco dos EUA ter saído do poder. Militantes de todo o mundo encheram seus coraçõezinhos puros da esperança de que o novo Primeiro-Ministro viesse a tirar o apoio ao Grande Imperio. E ei que ele quebra esses coraçõezinhos com uma declaração dessas:


O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, disse neste domingo que o mundo está em débito com os Estados Unidos por causa do papel de liderança do país no esforço global contra grupos extremistas.

"Nós precisamos reconhecer a dívida que o mundo tem com os Estados Unidos por sua liderança na luta contra o terrorismo internacional", disse Brown, que está viajando a Washington para seu primeiro encontro com o presidente americano, George W. Bush, desde que assumiu o governo britânico, no mês passado.

O premiê disse que a ligação entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos é "a mais importante relação bilateral" do país europeu.

"É firmemente do interesse nacional britânico que nós tenhamos uma forte relação com os Estados Unidos", disse Brown. "E, como primeiro-ministro, eu quero fazer mais para fortalecer ainda mais nossa relação com os Estados Unidos."

As declarações de Brown vão contra a percepção de alguns analistas e de membros do próprio governo britânico, para os quais o ex-ministro das Finanças britânico deveria optar um distanciamento dos Estados Unidos, agora que assumiu o poder.

Quem, em sã consciência, iria imaginar que o Reino Unido iria "optar por um distanciamento dos Estados Unidos"?

No dia em que os EUA retirarem suas bases militares da Europa, os países de lá terão que fazer uma nada agradável escolha no que diz respeito à alocação do seu orçamento: welfare ou defesa?

Claro que sempre existe a alternativa de elevar os impostos...

29 julho 2007

Tá explicado!

Agora está explicado porque Janer comprou, com mais entusiasmo que muitos petistas, a estória da Veja de que o acidente teria sido culpa do Piloto! Achei estranho alguém criticar a pressa em apontar responsáveis e logo depois escrever isso:

Graças ao açodamento dos súbitos especialistas em aeronáutica, poderá posar de vítima das calúnias da oposição. Seu [de Lula] governo continua sendo um desgoverno minado pela corrupção mas, decididamente, NÃO É o responsável pelos 199 cadáveres do acidente.

Na verdade seu alvo era o Reinaldo Azevedo.

Patético. Simplesmente patético, mas bem ilustrativo.

Hein?! - Parte 2

Já havia desistido de ver a cerimônia de encerramento e fui dar uma surfada na Web. Foi quando ouvi o seguinte refrão vindo da TV na sala (citando de cabeça):

"Se me chama de cachorra eu faço au-au!"

Segundo minha esposa, perdi o "melhor" que era a coreografia das - aham! - dançarinas.

Jamais irei me perdoar!

Que venham as Olimpíadas!

RIO - O torcedor, que deveria ser um dos membros mais privilegiados da Família Pan, ficou sem pai nem mãe. Ou na melhor das hipóteses, transformou-se num filho bastardo. Desde o início dos Jogos, enquanto autoridades esportivas, delegações e atletas receberam tratamento vip, o respeitável público, que muitas vezes pagou caro para acompanhar as competições in loco, foi tratado de forma nada respeitosa, com direitos violados pelos organizadores e muitas dores de cabeça.

Rá!

Hein?!

Nota Dez em economia e Nota Zero em todo o resto.

RIO - Ao analisar porque não houve confrontos entre traficantes e entre traficantes e policiais nas favelas do Rio de Janeiro durante o Pan-Americano, o prefeito Cesar Maia disse que nunca em grandes eventos, há conflitos com traficantes. Grandes eventos, disse o prefeito, geram mercado consumidor maior. "Eles querem saber do negócio deles, desde que não gere problemas para eles", disse Cesar Maia.

Diagnosticando o presidente

- E quando o Sr. começou a sentir esses sintomas de agorafobia?
- Acho que foi no dia 13 de julho...
- Entendo, entendo... Algum episódio traumático nesta data?
- Deixe-me pensar...

Agora sim!

Tudo nos eixos!

RIO - Assim como na cerimônia de abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado pelo público do Maracanã, mas dessa vez ele teve companhia. Durante seu discurso, o presidente da Odepa, Mario Vásquez Rañas, agradeceu aos governos federal, estadual e municipal do Rio pelo apoio ao Pan-Americano, e citou o presidente Lula, que alegou não ter clima devido ao acidente com o avião da Tam para não comparecer à festa, que foi muito vaiado pelo público.

Logo depois, visivelmente constrangido, Rañas citou o governador Sérgio Cabral, que também foi levemente vaiado, e o prefeito Cesar Maia, que para a surpresa geral foi muito vaiado. Na cerimônia de abertura, o prefeito foi fortemente aplaudido pelo público.

28 julho 2007

Excrescência

A manutenção do regime Cubano é uma vergonha para a humanidade.

Incrível como, em pleno Século XXI, um ditador decrépito se julgue dono de pessoas.

Sick people!

Será a carência de lógica, algo presente em 8 entre 10 bananenses, de origem genética ou ambiental?

É sério!

A OMS deveria enviar uma equipe para pesquisar as causas dessa doença que assola o Bananão!

Se isto for uma patologia contagiosa podemos, através dos nossos imigrantes, estar contaminando toda a população do planeta e, em uma geração ou duas, transformá-la em:

DUH!

Mainardi, irretocável

O Brasil é um buraco. Nunca fizemos algo que prestasse. Mas até outro dia ainda tínhamos uma vaga idéia de como nos comportar. E era essa vaga idéia que mantinha o país andando. Andando de lado, mas andando. Uma das regras de comportamento que a gente seguia era manter certa dose de compostura diante da dor pela morte de alguém. Lula violou essa regra. Depois de violá-la, tripudiou mais uma vez, ensinando aos familiares dos mortos do desastre da TAM que "é preciso que a gente tenha momentos de descontração para tornar a vida menos sofrível". Um dia Lula morrerá. Mas nós já teremos morrido antes dele.

Aqui.

Estanho, muito estranho...

Olha, acabo de ler esse trecho da reportagem da Veja que afirma:

Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo.

Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar.

Tudo é possível, mas algumas coisas são estranhas:

1) Este erro que eles afirmam que o piloto cometeu é extremamente básico, incompatível até mesmo com um piloto inexperiente.

2) Uma situação onde um motor esteja gerando uma força num sentido e o outro motor gerando uma força no sentido contrário deveria fazer o avião girar.

3) Como pode uma investigação que já se anunciou que correrá em sigilo e deverá demorar 10 meses já ter todo o resultado que, coincidentemente, isenta as condições da pista?

Comerciais de cerveja

Comerciais de cerveja deveriam ser proibidos.

Não por causa do alcoolismo, mas por mera questão de bom gosto.

Parece ser uma certeza para as cervejeiras: nossos consumidores, atuais e potenciais, são débeis mentais!




O chato

Lá vou eu novamente dar uma de chato da festa...

O time de futebol feminino cumpriu o seu papel e fez o que qualquer time formado por jogadoras profissionais deveria fazer ao encarar um time de futebol Sub-20: arrasou. Este tipo de disputa é o que chamamos de brigar com bêbado: se você bate, não fez mais que a sua obrigação; se apanha, é uma vergonha só. O time brasileiro fez seu papel: atropelou e ponto final. Se os EUA resolveram mandar sua equipe Sub-20, as meninas do time brasileiro não têm nada a ver com isso. Mas caindo na real, o verdadeiro bicho papão joga hoje contra o Japão de olho na Copa do Mundo em Setembro.

Algumas palavras das arrogantes yankees após a partida:

“Competing in this Pan Am Games has been a privilege for our players. This is a young team and one cannot beat the experience of playing Brazil in Maracanã Stadium in front of a packed house. Brazil had an exceptional level and style of play that contributed to their great success. We will learn from all of it.”

Técnica Jillian Ellis

“Even though we lost, playing in an environment like this was a chance of a lifetime. It is pretty amazing that we got the chance to play against Brazil in Maracana Stadium. It is one of those rare opportunities that I will remember forever.”

Atacante e capitã Lauren Cheney

“This was an honor to play soccer in a country that loves the game like Brazil does, win silver, and be a part of the Pan Am Games. We are a young team and we will take this tournament for the amazing experience that it was. We battled against Brazil and they were one of the best teams I have ever played against, but we will learn from it. After this tournament we can only go up from here. I know this experience will benefit this team tremendously as they prepare for the U-20 World Cup next year.”

Lauren Cheney

Quem essas peruas yankes pensam que são para demonstrar tamanho respeito e admiração pela equipe brasileira?

Vaiemo-las!

27 julho 2007

Isto é... Ridículo

No Blog do Instituto Millenium achei esta entrevista com o Ministro dos Esportes. A autora do post acredita ser algo positivo o fato do ministro querer entregar os complexos esportivos para serem administrados pela iniciativa privada. Eu não compartilho dessa visão otimista. Para mim, na melhor das hipóteses, estes estádios, construídos a peso de ouro com dinheiro público, serão dados de mão beijada para empresas cujos donos têm algum tipo de relação promíscua com membros do alto escalão do governo. Na pior das hipóteses apodrecerão em poucos anos.

Comunistas, comunistas. Negócios à parte.

Mas nem foi isso que chamou minha atenção. Foi esse trecho aqui:

ISTOÉ – O jogador cubano Rafael Capote quer asilo político do Brasil. Deve tê-lo?
Silva – Conheço Cuba, estive lá algumas vezes. É emocionante o esforço do Estado cubano para garantir a segurança alimentar, o acesso à educação, saúde e esporte, para que a juventude construa perspectivas. Esse jovem deve ter uma série de ilusões quanto às possibilidades de viver fora de Cuba. No caso dele, não se trata de asilo político porque ele não é um perseguido. Ao contrário, teve a oportunidade de se desenvolver. Espero que ele tome juízo e volte para os seus.

ISTOÉ – Depois de ter desertado, ele poderá voltar a Cuba sem risco de parar no paredão?
Silva – Essa história de paredão pertence a outro período da história cubana, duro, de enfrentamento na pós-revolução. Hoje a situação é um pouco diferente. Provavelmente há muito mais gente indo para o paredão nos Estados Unidos do que em Cuba.

Impressionante a laia da patota que tomou de assalto este país. Nunca fizemos tanto por merecer as sábias palavras de Lisa Simpson:

Lisa: This is the most disgusting place we've ever gone.
Bart: What about Brazil?
Lisa: After Brazil.

24 julho 2007

Futilidades

Deve ser normal que quando um país saia de uma ditadura seus cidadãos saiam gritando "censura!" ou "repressão!" diante de qualquer contrariedade que a vida lhes imponha.

Uma repórter estava na Ilha de Fernando de Noronha com algumas despesas bancadas pela administração da Ilha. Durante a estadia ela escreveu um (ou uns, sei lá) que a administração não gostou e esta decidiu interromper o financiamento.

O colega dela diz no seu blog:

Alice foi banida para o continente porque ousou exercer a liberdade de expressão assegurada a todos pela Constituição.

Liberdade de expressão não significa que alguém tenha a obrigação de bancar a sua expressão! A mesma liberdade que a jornalista tem de escrever o que bem entende, a administração tem de não bancar opiniões que não lhe agradem.

Eu hein!

23 julho 2007

Babou?

Brigas, desorganização, hostilidade da torcida, furtos, transporte precário...


Bye bye Olimpíadas?


É Nuzman... Será que ainda rola?

É freio, estúpido!

Sabe lá Deus o porquê, não esqueço essa frase que eu ouvi há muito tempo atrás, durante um curso de pilotagem na Varig (não sou piloto, mas minha profissão exigia que eu soubesse operar aeronaves):

"O que pára a aeronave é o freio!"


Isso vinha do nosso instrutor sempre que insistíamos em tentar parar a aeronave usando o reversor.

Como vocês podem ver no texto deste piloto (via De Gustibus...) , minha memória não me traiu:

Sim, o reversor do motor numero 2 estava inoperante, mas como eu já disse dezenas de vezes aqui na lista, quem para avião é FREIO, é o atrito do pneu na pista, e não reversor. Falarei mais sobre isso daqui a pouco. Na noite do dia 16, eu pousei em CGH. Não havia chuva, mas a pista estava bastante molhada. Estava com 90 pax no meu avião. Toquei na marca de 500, o avião aquaplanou e eu tomei susto.

22 julho 2007

Lançamento

Tudo em família!

E agora?

Tirou uma pessoa mundialmente reconhecida como a melhor na posição, para colocar o filho numa posição que confere a este visibilidade e a possibilidade de obter bons contratos.

Na minha terra isso se chama nepotismo.

No Brasil, país onde princípios nada significam, um gesto - no mínimo! - antiético como este é coisa muito natural, elogiada até pela população e pela imprensa.

Um país com o potencial do Brasil não afunda à toa.

21 julho 2007

Alô "otoridadis"!

Não confundam caixa-preta do Airbus com cocada preta e cuscuz!

É assim

No Brasil se tem mais apreço pelo senso comum que pela verdade.

Lula x Bush

Após essas duas tragédias aéreas que atingiram o Brasil, tem se tornado comum a comparação entre o comportamento de Lula e Bush nos momentos de crise. Eu poderia cair nessa armadilha de trazer Bush para o nível, para a categoria de Lula, mas não sou de fazer concessões. A diferença entre um e outro é abissal, tão grande mesmo, que compará-los seria como comparar uva e melancia. A única coisa que os dois compartilham é que ambos fazem parte da espécie humama e são do sexo masculino.

Ponto final.

Escárnio

Parabéns!
Capa do Globo - 21/07/2007


- E lembre-se: mais 400 e você ganha outra medalhinha.
- Pode deixar comigo, senhor!

20 julho 2007

Só no Brasil

O policial pára um motorista que trafegava pelo acostamento:

- Meu senhor, trafegando pelo acostamento?
- Pois é, seu guarda. Tô com um pouco de pressa...
- E ainda por cima, muito acima do limite de velocidade!
- É, eu sei disso. Como eu disse, estava com pressa.
- Sua habilitação por favor!
- Tá na mão.
- Mas esta habilitação está vencida há anos!
- É, tô sabendo. Mas ando meio sem tempo de renovar...
- Lamento mas vou ter que multá-lo e apreender seu veículo.
- Peraí, seu guarda! Vamos conversar...
- Conversar?
- É, conversar. Não tem nada que eu possa fazer para o senhor aliviar minha situação?
- Bem...
- Ó, tenho trintinha aqui...
- Pouco.
- Tá certo, mas não tenho mais que cinqüenta.
- Bem, dessa vez passa.
- Poxa, valeu!
- A propósito, onde é que o senhor estava indo com tanta pressa.
- Eu tava indo para a manifestação contra a corrupção em Copacabana.

ACM

Você sabe que está em um país complicado quando um dos mais relevantes ícones da "direita" brasileira diz coisas como estas:

"Os empresários têm que ser mais compreensivos, não demitir funcionários, não demitir pessoas carentes, olhar quem vai demitir. Isso é o que eles têm que fazer. Por que, na situação social em que o Brasil vive, não é só o governo que deve amparar não. O empresário tem que ter consciência de seus deveres com a sociedade".

"Quem pode ir a um bom restaurante e gastar R$ 800 num jantar, pode pagar R$ 900 para que R$ 100 sejam destinados a um fundo para erradicação da miséria. Se fizermos isso, venceremos a miséria no Brasil em dez anos".

No-brainer

Cientistas franceses estão surpresos com a situação de um homem que leva uma vida normal apesar de ter um cérebro incrivelmente pequeno. O fato é possivelmente ocasionado pelo aparecimento de um espesso fluído em uma câmara craniana. A descoberta foi publicada na revista científica The Lancet, informou hoje o site da NewScientist.

Imagens obtidas por ressonância magnética mostraram que o tecido cerebral ocupa apenas um espaço tão fino quanto uma folha de papel. "É difícil dizer qual a exata porcentagem de redução do cérebro, mas, visualmente, é possivel afirmar que há uma redução de entre 50% e 75% em relação ao tamanho normal, disse Lionel Feuillet, neurologista da Mediterranean University, localizada em Marselha, na França.

Que uma pessoa pode levar uma vida normal sem cérebro nós brazucas já sabíamos. Ela pode até mesmo se tornar presidente.

19 julho 2007

Joe Sharkey

Joe Sharkey criou um blog apenas para tratar dos assuntos relativos ao "rabbit hole", que é como ele se refere ao Bananão.

Hoje ele dispara um editorial no qual mostra que sua compreensão sobre a alma brasileira supera, em muito, a de muitos nativos.

Brazil is, famously, a thin-skinned country where politics are inexorably tied to public emotion, and where political skill is usually a matter of being able to manipulate that emotion. The Brazilian media are, famously, an integral part of that process.

Que conveniente!

Lula evita politizar a tragédia

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer evitar que as discussões sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM, que matou mais de 180 pessoas, ganhe dimensões políticas.

Claro que isso nada tem a ver com o fato de o governo estar sendo visto como um dos principais responsáveis pela tragédia.

18 julho 2007

Perplexos

É exatamente esse sentimento que eu percebo nas pessoas com as quais convivo:

A tragédia com o avião da TAM, dez meses depois do acidente da Gol, provocou um estranho misto de incredulidade misturada a frieza até mesmo nos jornalistas que estavam de cara para as chamas. Durante alguns minutos, via-se a cauda de um avião enterrado no depósito — sim, era, inequivocamente, a cauda de um avião —, e os repórteres falavam no "incêndio do prédio". No máximo, mesmo com aquele rabo da tragédia exposto, especulava-se sobre um “possível” acidente. Um avião derretia numa impressionante bola de fogo, e ninguém queria acreditar.

Mas não era daquelas resistências sofridas diante da tragédia. Talvez fosse outra coisa. Talvez fosse a manifestação de uma descrença generalizada na lógica. Ora, dados nove meses de caos, quanto tempo demoraria para que um novo acidente nos assombrasse? A perplexidade fria, creio, tinha a ver justamente com isto: a gente se dava conta de que, vejam só, é mesmo verdade; se fizermos as coisas erradas, colheremos desastres. Na aviação ou em qualquer lugar.

Puta que pariu!

Mais uma tragédia! Mais dor! Mais sofrimento! Mais perdas!



Acho que a Marta não tinha noção disso naquele momento, mas ela resumiu com enorme precisão tudo que podemos esperar deste governo.

Triste.

17 julho 2007

A novilíngua nas empresas

O Sérgio Biasi d'O Indivíduo escreveu um post inspirado num cartaz que ele viu numa loja Starbucks.

Para mostrar que isso não se trata de um mero caso isolado, deixo aqui com vocês mais um exemplo, aviltante na minha opinião:


Delivery Specialist



Não basta ganhar uma merreca? Você ainda precisa ser chamado de "Delivery Specialist"?

Novo logotipo

Acho que este novo logo tem mais a ver com o espírito da montadora:


Rabinho entre pernas, leãozinho
Rabinho entre pernas, leãozinho!

16 julho 2007

A utilidade de Michael Moore

Como um cara otimista que sou, procuro ver o lado bom de todas as coisas. Consigo, com algum esforço, ver coisas positivas até no rolha-de-poço Michael Moore. O cara tem o mérito de ter inspirado a criação do I.M.M.A.C, Índice Michael Moore de Atividade Cerebral, escala utilizada para medir a atividade cerebral de um ser humano.

O nível de IMMAC é medido através do nível de credibilidade que a pessoa deposita no gorducho.

A escala é bem simples:

(IMMAC 1) Acredita totalmente = nivel de atividade cerebral de uma maçaneta enferrujada.

(IMMAC 2) Acredita na maioria das coisas = nivel de atividade cerebral de uma maçaneta.

(IMMAC 3) Acredita em algumas coisas = nivel de atividade cerebral de uma maçaneta nova.

(IMMAC 4) Não acredita em nada = nivel de atividade cerebral de um ser humano normal.

Tava querendo prêmio por não ser otário, rapá? Não fez mais que a obriagação!

Santa capacidade

É incrível a capacidade que tem o Estado - principalmente o nosso estado, independente do partido no poder - de pegar um problema que ele mesmo causou e aumentá-lo ainda mais.


A emissão seria centralizada e a regulação seria feita por um conselho federal, com representantes dos setores de educação, cultura, Justiça, produtores, artistas, exibidores e estudantes.

Isso não tem o menor perigo de dar certo!

Esses argentinos não estão com nada

Primeiro perderam pro time B do Brasil.

Agora a Ministra da Economia renuncia (renuncia!) porque encontraram uma mixaria de US$60.000 no banheiro do seu gabinete.

Perderam pra gente de novo! E de goleada!

Sobre as vaias

Muita gente bem-intencionada acredita que as vaias foram fora de hora e lugar. Convém lembrar que aplausos, mesmo os falsos ou os obtidos via intimidação "podem e serão usados contra você no tribunal".


Ó que povo educadinho
Ó que povo educadinho


Como bem lembrou alguém - lamento, não lembro onde li isso - estamos falando de alguém cuja equipe editou um vídeo a fim de fazer crer que eram para o Apedeuta aplausos que na verdade eram para o Kofi Anan. Prefiro passar por grosso mal-educado do que servir de figurante para o showzinho desses oportunistas.

Humor Matinal

Suporte técnico na antigüidade:

Sempre à espreita

Este lamentável episódio da Peugeot mostra como estão enganados aqueles que acreditam que a mera existência de empresas privadas caracteriza um regime livre. Muitos não verão nesse episódio nada demais. Alguns chamarão de paranóico qualquer um que veja nisso sinais graves de intromissão estatal na liberdade de expressão.

Tem uma galerinha por aí, daquele tipo "não sou de esquerda nem de direita, muito pelo contrário" que tem o comportamento daqueles judeus que, com o nazismo batendo à sua porta, achavam que tal monstruosidade era grande demais, complexa demais para acontecer. Coisa de paranóicos. Uma variante do mais comum tipo que se vê por aí: aquele para o qual o que não se compreende, não existe. O semi-culto.

Os paranóicos fugiram e muitos sobreviveram. Os descolados, bem... Isso é história muito conhecida.

Não importa quantos livros você possa enumerar. Não importa quantos autores você consiga citar de cabeça. Se toda essa leitura, em vez de ter aberto sua mente, apenas serviu como uma válvula de escape da realidade, você não difere muito de um espectador do Zorra Total.

Se, depois de tomar conhecimento de tudo que a humanidade já fez de brutal, você insiste em sequer considerar a possibilidade de isso voltar a ocorrer, mesmo quando se depara com sintomas idênticos, toda sua leitura foi tão útil quanto se você tivesse lido Caras.

A ditadura perfeita

É aquela onde a adesão ao governo é quase que voluntária. Atendendo a um pedido da presidência da República, a montadora Peugeot retirou do ar este comercial que a Internet vai imortalizar (maldita Internet, né PT?):



Bem, a mim como consumidor só resta não comprar mais carros Peugeot (e eu estava de fato namorando um). Sei que é uma atitude isolada que não vai abalar nada as finanças da empresa, mas e daí?

Só falta a presidência mandar tirar o Youtube do ar por causa do vídeo.

15 julho 2007

Baba-ovo

O sinal da NET caiu e tive que assistir alguns minutos do jogo Brasil x Argentina na Band, pois é o canal aberto que tem o melhor sinal aqui em casa. O narrador era Luciano do Vale que, em determinado momento, disse (citando de cabeça):

"O mundo todo está escandalizado com o que aconteceu com o o Sr., presidente. Nós prestamos a nossa solidariedade. Sabemos que o Sr. tem preferência por este canal nas transmissões."

Certamente ele estava se referindo às vaias que tomaram conta do Maraca na abertura do Pan.

A Band defendendo o leite das crianças... Isso a petralhada deve achar que foi manifestação de apoio espontânea.

Felizmente o sinal da NET voltou logo depois e eu pude "sartar" fora daquele canal!

E tome Pan!

Lamentável a cobertura dos canais SporTV. Tá difícil de ver uma transmissão sem uma bobagem dita por um dos narradores ou comentaristas:

1) Maratona aquática masculina: narrador e comentarista passaram a prova toda chamando o nadador americano de venezuleano.

2) Ginástica feminina: narrador e comentarista narraram uma apresentação como se fosse ao vivo quando a imagem que eles tinham havia sido gravada minutos antes. O detalhe é que eles estavam no ginásio!

3) Triatlo masculino: narrador e comentarista fizeram graça da tática do americano Andy Potts que, durante um trecho da prova de ciclismo, não participou do pelotão de revezamento. Disseram que o americano estava cometendo suicídio. Resultado: Andy Potts ganhou a medalha de ouro chegando no final da prova de corrida a nada menos que 22Km/h.

Outra coisa chata é o desinteresse por qualquer coisa que não tenha brasileiros envolvidos. Ontem uma americana obteve altíssima nota na trave e sua apresentação não foi exibida. Narrador e comentarista ficaram comentando as imagens das exibições das brasileiras, mostradas repetidas vezes.

Mostra-se uma premiação e, assim que o brasileiro recebe sua medalha de bronze, nego corta as imagens sem mostrar a premiação dos demais atletas.

Entendo que se priorize a exibição das provas com brasileiros - afinal, estamos no Brasil - mas o SporTV está transmitndo através de três canais. Não é possível que não haja janela para exibir a apresentação dos melhores atletas.

Eu não sou povo

Certamente eu não faço parte do grupo dos "cavalcantes" e nem dos "calvagados" mas não sabia que isso iria me excluir da categorização "povo".


No vôo de volta a Brasília, integrantes do primeiro escalão do governo levantaram duas hipóteses para as vaias. A primeira delas foi o fato de boa parte do público ser de classe média, um segmento tradicionalmente mais hostil ao governo Lula - parte dos ingressos custava até R$ 250. Um graduado assessor chegou a comentar que não havia "povo" na arquibancada.

Bom, eu não estive na abertura do Pan e jamais me perdoarei por ter perdido a chance de vaiar o Apedeuta, mas já que estou excluído da categoria "povo" será que posso me abster também das suas obrigações, tipo pagar impostos?

Claro que a pergunta é meramente retórica.

14 julho 2007

Atom Feed

Atendendo a pedidos, coloquei um link para assinatura dos posts à direita.

Dei uma limpada no visual também.