21 abril 2006

Colocando os pingos nos "is"

A parte mais difícil hoje em dia ao se discutir política internacional é o total desconhecimento - inversamente proporcional à ânsia de ter uma opinião formada - que muitas pessoas têm a respeito dos papéis dos agentes envolvidos.

Lembram da escolha do Papa? De repente todo mundo era conhecedor do Catolicismo a ponto de se considerar apto a definir os rumos da Igreja. Bento XVI, então Cardeal Ratzinger, era tudo de ruim: carrancudo, avesso ao contato com as pessoas e até mesmo pairavam suspeistas da associação dele com o nazismo. Hoje, algum tempo depois de convertido em Papa, as pessoas começam a dizer que ele mudou e está mais simpático. Para essas pessoas não existe percepção errada ou engano, a realidade é que se torce para se encaixar nos seus conceitos, a maioria toscos.

O mesmo vale para o famigerado Bush. Ele fez a guerra, aumentou gastos e cortou impostos. O único detalhe é que estas não são atribuições do Presidente dos Estados Unidos, segundo a sua Constituição, como
bem lembra Walter - outro baita negão - Williams:

"By the way, it's sheer constitutional ignorance to say that President Bush spends or lowers taxes. Article I, Sections 7 and 8, of the U.S. Constitution gives Congress authority to spend and tax. The president only has veto power that Congress can override."