Assim foi o jogo segundo os meios de comunicação coeranos:
17 junho 2010
12 junho 2010
Copa do mundo
Acabo de ver um programa muito interessante no canal National Geographic sobre a construção de dois dos estádios da Copa do Mundo da África do Sul. Não vou entrar no mérito do absurdo de dinheiro gasto para construir estádios de futebol mirabolantes (um deles tem o maior arco do mundo) num país ferrado como a África do Sul. O que chamou a atenção foi o fato de boa parte dessa grana ter sido mamada por empreiteiros estrangeiros, para os africanos ficando apenas o trabalho de peão. Equipamentos, logística, projetos e tarefas mais complexas foram todos desempenhados por alemães e ingleses. A propósito, um dos projetistas alemães já está de mudança para o Bananão...
Cada vez que a FIFA escolhe um buraco para sediar a Copa, alemães estouram garrafas de champanhe.
Update: eis o programa ao qual me referi.
Cada vez que a FIFA escolhe um buraco para sediar a Copa, alemães estouram garrafas de champanhe.
Update: eis o programa ao qual me referi.
06 junho 2010
Causa e efeito
Acho que uma das grandes dificuldades daqueles que adotam cegamente o liberalismo é não conseguir enxergar que, no mundo real, não existe relação de causa e efeito, mas de CAUSAS e EFEITOS. O cara olha pros EUA, poderosão, imponente, pimpão, vê que lá não existem leis trabalhistas (causa) e logo sai gritanto "os EUA são ricos porque não têm legislação trabalhista" (efeito).
Aí dá de cara com um Ciro Gomes da vida e quebra a cara.
Aí dá de cara com um Ciro Gomes da vida e quebra a cara.
Mais perdida que cego em tiroteio
Movido por uma curiosidade mórbida, fui assistir a este programa sobre mercado de trabalho. Não fui esperando muito, já que não nutro muito apreço pela apresentadora, mas confesso que a sua "falta de noção" não deixa de me surpreender.
A coisa mais marcante neste programa for ver gente de 35 anos ser chamada de jovem!
Outro ponto interessante que mostra a complexa visão de mundo da tal senhora apresentadora é quando ela fala que não gostaria que uma das participantes fosse pro exterior porque "o Brasil tinha investido nela," já que ela tinha estudado em universidades públicas. Não há como comentar isso sem usar palavras de baixo calão.
Sempre que vejo especialistas discutindo os mais variados problemas do Brasil, noto como o maior problema, o estrutural, é constantemente ignorado: o Brasil é um país fucked up. Se você parte desta premissa, suas análises serão mais precisas. Por exemplo:
1) Formação: não adianta o cara dizer que fez universidade, mestrado e MBA. Todos sabemos que, de um modo geral, no Brasil estes não passam de redes sociais. MBA, então, pfuuuui! Deveria ser patrocinado pela Skol. Então não adianta o "jovem" ficar chorando, pois todos sabemos "o que você fez no verão passado."
2) Empresas: em geral nossas empresas são ineficazes, pouco competitivas. Aumentar o lucro através do aumento de receita é tão provável quanto a paz no oriente médio. Portanto elas aumentam o lucro do único jeito que sabem: reduzindo custos. E no embalo os salários vão junto. Como a competição é praticamente inexistente, elas podem se dar o lucro de oferecer um serviço merda para seus clientes que tudo fica na boa. Com salários baixos, os bons profissionais não se interessam.
3) Profissionais: pelamordedeus! Um cara começar a trabalhar com 30 anos não dá, né? Nesta fase da vida ele já terá, nas CNTP, bastantes compromissos e necessidades que um salário de iniciante não consegue cobrir. A empresa quando recebe um currículo de um zé mané desses, descarta. Ela sabe que é aporrinhação pra mais tarde.
4) Apagão de mão-de-obra qualificada... de cu é rola. É como querer comprar um carro de luxo pagando no máximo 1000 reais. Vai esperar sentado, lógico. Ou comprar gato por lebre. Desloca o salário para o ponto de equilíbrio entre oferta e demanda e você verá os profissionais qualificados aparecerem. Raise and they will come.
5) RH: é o câncer de toda empresa.
A coisa mais marcante neste programa for ver gente de 35 anos ser chamada de jovem!
Outro ponto interessante que mostra a complexa visão de mundo da tal senhora apresentadora é quando ela fala que não gostaria que uma das participantes fosse pro exterior porque "o Brasil tinha investido nela," já que ela tinha estudado em universidades públicas. Não há como comentar isso sem usar palavras de baixo calão.
Sempre que vejo especialistas discutindo os mais variados problemas do Brasil, noto como o maior problema, o estrutural, é constantemente ignorado: o Brasil é um país fucked up. Se você parte desta premissa, suas análises serão mais precisas. Por exemplo:
1) Formação: não adianta o cara dizer que fez universidade, mestrado e MBA. Todos sabemos que, de um modo geral, no Brasil estes não passam de redes sociais. MBA, então, pfuuuui! Deveria ser patrocinado pela Skol. Então não adianta o "jovem" ficar chorando, pois todos sabemos "o que você fez no verão passado."
2) Empresas: em geral nossas empresas são ineficazes, pouco competitivas. Aumentar o lucro através do aumento de receita é tão provável quanto a paz no oriente médio. Portanto elas aumentam o lucro do único jeito que sabem: reduzindo custos. E no embalo os salários vão junto. Como a competição é praticamente inexistente, elas podem se dar o lucro de oferecer um serviço merda para seus clientes que tudo fica na boa. Com salários baixos, os bons profissionais não se interessam.
3) Profissionais: pelamordedeus! Um cara começar a trabalhar com 30 anos não dá, né? Nesta fase da vida ele já terá, nas CNTP, bastantes compromissos e necessidades que um salário de iniciante não consegue cobrir. A empresa quando recebe um currículo de um zé mané desses, descarta. Ela sabe que é aporrinhação pra mais tarde.
4) Apagão de mão-de-obra qualificada... de cu é rola. É como querer comprar um carro de luxo pagando no máximo 1000 reais. Vai esperar sentado, lógico. Ou comprar gato por lebre. Desloca o salário para o ponto de equilíbrio entre oferta e demanda e você verá os profissionais qualificados aparecerem. Raise and they will come.
5) RH: é o câncer de toda empresa.
05 junho 2010
Debate
Fiquei um pouco constrangido com este vídeo. Por outro lado, ele é bem educativo, mostrando que uma coisa é fazer palestras para quem compartilha das suas crenças, outra é participar de um debate. Todos sabemos que o Brasil é um país que gasta muito e gasta mal, mas, diante da retórica de Ciro Gomes, Rodrigo levou um knock down. Faltou fazer o trabalho de casa, levando ao debate números e dados concretos, em vez de ficar repetindo, com o sotaque carioquíssimo, "tem espaço, tem espaço."
01 junho 2010
Chegou o dia!
Fifa quer impedir manifestações religiosas durante a Copa
Claro que não é surpreendente. A religião vem sendo atacada já faz algum tempo. O mais curioso é ver liberais e libertários fazendo fileira com quem tenta se intrometer em um assunto tão íntimo. Aliás, essa perseguição tem seu lado positivo: a gente consegue ver quem é de fato liberal e quem não passa de um moleque bobão que não quer se submeter a uma ordem não definida por ele.
Claro que não é surpreendente. A religião vem sendo atacada já faz algum tempo. O mais curioso é ver liberais e libertários fazendo fileira com quem tenta se intrometer em um assunto tão íntimo. Aliás, essa perseguição tem seu lado positivo: a gente consegue ver quem é de fato liberal e quem não passa de um moleque bobão que não quer se submeter a uma ordem não definida por ele.
23 maio 2010
Propaganda
Somente a falta de vontade política pode explicar o fato de ninguém ter resolvido o confilto no Oriente Médio, distribuindo camisas da seleção brasileira!
Godwin's Law
Será que existe alguma variação do Godwin's Law aplicada a discussões envolvendo ciência?
Toda discussão envolvendo ciência aparentemente termina com um dos debatedores comparando o outro a um "obscurantista queimador de pesquisadores da Idade Média."
Toda discussão envolvendo ciência aparentemente termina com um dos debatedores comparando o outro a um "obscurantista queimador de pesquisadores da Idade Média."
22 maio 2010
Simpsons
Conheço muita gente que odeia os Simpsons. Alguns - juro! - pelas chacotas que eles fizeram do Brasil há algum tempo. Esta semana assisti ao episódio "How I Spent My Strummer Vacation" onde Homer ia para um acampamento de rock. No acampamento, Mick Jagger ensinava os participantes a atuar como astros do rock:
Mick Jagger: And no matter where you are, you always say ‘It's the wildest town in the whole damn world.’
Wiggum: So when you said it in Springfield last year you didn't mean it?
Mick Jagger: Yeah sure I did, but only because Springfield really is the wildest town in the whole damn world.
Qualquer semelhança entre Wiggum e os cariocas é mera coincidência, claro... :-)
Mick Jagger: And no matter where you are, you always say ‘It's the wildest town in the whole damn world.’
Wiggum: So when you said it in Springfield last year you didn't mean it?
Mick Jagger: Yeah sure I did, but only because Springfield really is the wildest town in the whole damn world.
Qualquer semelhança entre Wiggum e os cariocas é mera coincidência, claro... :-)
18 maio 2010
17 maio 2010
Copa do Mundo
Lá no blog do Mr. X vi esta entrevista com prefeito de Joanesburgo. Se a entrevista fosse com o prefeito do Rio, feita por algum jornalista local qualquer, ela teria perguntas mais ou menos assim:
1. O que o senhor achou da seleção do Dunga?
2. O senhor poderia relacionar os vários benefícios de infraestrutura que ficarão para cidade?
3. O senhor não acha que este evento irá consolidar o Rio de Janeiro como a melhor cidade do Universo?
4. A FIFA fez algumas críticas em relação ao atraso no cronograma das obras. O senhor não acha que há um pouco de exagero motivado por uma pontinha de inveja?
5. Qual a sua musa preferida da Copa?
6. Já aprendeu a coreografia do rebolation para comemorar os gols do Brasil?
1. O que o senhor achou da seleção do Dunga?
2. O senhor poderia relacionar os vários benefícios de infraestrutura que ficarão para cidade?
3. O senhor não acha que este evento irá consolidar o Rio de Janeiro como a melhor cidade do Universo?
4. A FIFA fez algumas críticas em relação ao atraso no cronograma das obras. O senhor não acha que há um pouco de exagero motivado por uma pontinha de inveja?
5. Qual a sua musa preferida da Copa?
6. Já aprendeu a coreografia do rebolation para comemorar os gols do Brasil?
16 maio 2010
E por falar nisso...
E por falar em futebol, torcida e zoação, muitos ficaram espantados com o resultado da última partida do time rubro-negro no Maracanã, pela Libertadores. Ora bolas, o resultado nada tem de surpreendente: todos sabemos o quão difícil é para um flamenguista passar pela universidade.
Futebol vira-latas
Outro dia conversava com um taxista sobre futebol e eu comentava que sempre houve uma certa zoação com torcedores de times adversários, mas, nestas minhas décadas de vida, eu nunca tinha visto nego soltar fogos quando um time rival levava gol (em partida que nada tinha a ver com seu time de coração) e muito menos montar torcida uniformizada para torcer contra times rivais. Aqui neste post eu vejo uma das melhores descrições do espírito que hoje toma conta da torcida brasileira, amadora e profissional (sim, jornalistas esportivos nada mais são que torcdores remunerados).
03 maio 2010
02 maio 2010
Não tô intendeiiiindo
Leio que hoje teve uma passeata no Rio (sempre o Rio...) cujo propósito era "pressionar o Congresso a aprovar a proposta de iniciativa popular que tenta vetar a candidatura de políticos condenados pela Justiça." Deixe-me ver: até uns trinta segundos atrás, pelo que eu saiba, não havia nenhuma lei obrigando qualquer eleitor a votar em um candidato de ficha suja. Portanto, num cenário onde os eleitores são minimamente interessados em conhecer aqueles nos quais estão depositando seus votos, um político com, digamos assim, ficha suja não seria eleito e seria uma perda de tempo e dinheiro para ele se candidatar. Parece que o eleitor quer ver tirada do seus ombros a responsabilidade que lhe cabe na hora eleger alguém. Em teoria, "se me forncerem somente boas alternativas, não tem como eu fazer merda na hora de escolher."
Além do mais, se um político envolvido em escândalos ou condenado na justiça consegue ser eleito, essa tal lei da ficha limpa deveria ter como alvo aqueles que o elegem, estes sim verdadeiros safados.
Além do mais, se um político envolvido em escândalos ou condenado na justiça consegue ser eleito, essa tal lei da ficha limpa deveria ter como alvo aqueles que o elegem, estes sim verdadeiros safados.
Let's face it
Brazil is permanently damaged, unfixable. The only two options are: leave it or mock it. I go with the latter for now.
Depois nego reclama...
Muita gente reclama - a sério, juro! - quando as torcidas rivais implicam com a torcida do Flamengo fazendo referências à favela. Zoações e preconceitos à parte, este ato do Imperador não colabora muito com os revoltadinhos rubro-negros politicamente corretos...

30 abril 2010
BBCrap
Existe uma revista chamada - com certa ironia - BBC Knowledge. Na edição atual ela faz uma reportagem sobre as nações mais pecadoras do planeta. Movido por uma curiosidade mórbida fui dar uma xeretada (achei a matéria em um site que eu visitava) e vejam o critério que ela usou para definir o grau de ganância de uma nação:
Dispensa qualquer comentário, não?
A nation’s greed is reflected by the fraction of people whose annual income falls within the lowest band. If this number is particularly high, then many are therefore living in relative poverty to fund the greedy rich.
Dispensa qualquer comentário, não?
27 abril 2010
Amor e ódio
Engraçada a relação dos brasileiros com os EUA. A mais nova promessa de queridinha do país era, até pouquíssimo tempo tempo atrás, uma ilustre desconhecida no Bananão. Bastou ser escalada para um dos papés principais de "V," um remake de uma mini-série dos anos 80, para se tornar um exemplo de mulher. Nessas horas, nada de torcer o nariz para a produção cultural - como eles gostam de dizer - estadunidense.
Imigração
É interessante notar que, principalmente na Europa, a legislação faz todo o possível para impedir a entrada de profissionais qualificados que estão dispostos a produzir e colaborar para o desenvolvimento da sociedade mas, por outro lado, aceitam dezenas e dezenas de exilados de toda sorte - mesmo criminosos! - sem fazer nenhuma pergunta ou impor restrições.
18 abril 2010
Tá no sangue
Eis um bom exemplo de por que esta bodega aqui nunca será algo que preste. O governo faz um projeto de lei claramente visando a inibir a difusão de idéias, digamos, inconvenientes - mas tudo, sempre!, recheado de boas intenções. Aí, a imprensa - cada dia mais repugnante - em vez de gritar contra a iniciativa, tenta tirar apenas o dela da reta.
09 abril 2010
A importância de Lula
Lula cumpre um papel fundamental: o de deixar claro que nosso tão aplaudido regime democrático é débil, caricato e pode, facilmente, ficar à mercê de um populista tosco que se julga acima de tudo e de todos porque possui altos índices de aprovação. Tá vendo, Policapro Quaresma? Urna eletrônica é uma coisa, democracia consolidada é outra.
05 abril 2010
Edição extraordinária
Passando na US 19 em Clearwater, FL, vi esse painel. Fui rindo até o meu destino...
29 março 2010
Muita estrada pela frente
O Brasil tem muita estrada pela frente antes de se tornar algo parecido com uma civilização onde impera o Estado de Direito. Enquanto a intervenção estatal na programação de um canal de TV privado for considerada uma medida positiva, não há esperança alguma. Enquanto o Estado puder determinar até onde vai a liberdade de expressão, podem tirar o cavalinho da chuva.
Não sabe de nada, mas isso não é problema
Hoje tropecei numa matéria no Globo sobre a falta de comprometimento dos profissionais com as empresas nas quais trabalham. Mas o post não é sobre isso. Nos comentários, como de hábito, vemos um show de ignorância:
Escapa ao pobre infeliz que se há uma coisa que não existe na França é liberlismo, principalmente em relação ao mercado de trabalho. Por outro lado, nos EUA, país ainda mais liberal que os demais neste sentido, os empregados gozam de vários benefícios que em países de terceiro mundo só se obtém através de leis. Aliás, muitos dos benefícios existentes nas empresas onde eu trabalhei vieram da matriz americana.
Resumo: o cara não sabe como é o mercado de trabalho na França - do enorme desemprego existente na faixa abaixo de 26 anos, não sabe o que é liberalismo, enfim, não conhece nada de nada. É esse tipo de gente - e são muitos! - que vota no PT e depois, quando o angu encaroça, vem dizer que a culpa do PT estar no poder é do povão que não sabe votar e blá-blá-blá.
E assim vamos...
A depressão caminha, em todo o mundo, para se tornar a doença prevalente nos trabalhadores. Na França os suicídios de empregados batem todos os recordes.Este é o glorioso neoliberalismo.
Escapa ao pobre infeliz que se há uma coisa que não existe na França é liberlismo, principalmente em relação ao mercado de trabalho. Por outro lado, nos EUA, país ainda mais liberal que os demais neste sentido, os empregados gozam de vários benefícios que em países de terceiro mundo só se obtém através de leis. Aliás, muitos dos benefícios existentes nas empresas onde eu trabalhei vieram da matriz americana.
Resumo: o cara não sabe como é o mercado de trabalho na França - do enorme desemprego existente na faixa abaixo de 26 anos, não sabe o que é liberalismo, enfim, não conhece nada de nada. É esse tipo de gente - e são muitos! - que vota no PT e depois, quando o angu encaroça, vem dizer que a culpa do PT estar no poder é do povão que não sabe votar e blá-blá-blá.
E assim vamos...
27 março 2010
Recadinho
Um recadinho de T.S. Eliot para comunistas, socialistas, liberais, libertários, anarquistas e congêneres:
It is impossible to design a system so perfect that no one needs to be good.
Circo macabro
Procurei manter o máximo de alienação em relação ao tal julgamento, mas, embora tenha conseguido escapar dos noticiários de TV, aos quais já não assisto mesmo, foi impossível não dar de cara, nos portais de internet por aí, com fotos de pessoas que pareciam estar torcendo numa partida de futebol ou na escolha de alguma miss. Este triste espetáculo armado em torno de tão lamentável tragédia dificulta argumentar contra as palavras de Neil Postman, no livro Amusing ourselves to death:
The problem is not that television presents us with entertaining subject matter but that all subject matter is presented as entertaining.
26 março 2010
Jornalismo engajado e seus eufemismos
Aqui na Fossa-chamada-Brasil, o governo não cria projetos de lei autoritários ou totalitários, mas apenas polêmicos (palavra cuidadosamente escolhida para dar a entender que o assunto é questão de opinião).
Para nossa engajada imprensa, lutar contra o Mal é fazer troça do Jorgibuxi.
Cu do mundo!
Para nossa engajada imprensa, lutar contra o Mal é fazer troça do Jorgibuxi.
Cu do mundo!
23 março 2010
Sejamos sinceros
Esse negócio de inauguração de obra render votos fala mais sobre o caráter e a capacidade cognitiva dos eleitores do que sobre os políticos que põem em prática tal estratégia.
22 março 2010
Politicamente incorreto?
Todo apreciador de filme tosco e/ou escatológico se acha a fina flor do politicamente incorreto. O filme pode não contrariar uma única linha da cartilha do moderninho, mas se ele mostra gente sendo estraçalhada com abundante uso de ketchup, Beavis e Butthead regozijam-se.
20 março 2010
Disse e repito
Disse mil vezes e repito mais mil vezes se necessário: Lula não é causa, é conseqüência.
O ex-tesoureiro petista foi homenageado pela turma de futuros administradores por seu principal talento - a capacidade de arrumar dinheiro. Conta o presidente da comissão de formatura: “A gente ficou sabendo que o Delúbio gostava de participar desse tipo de festa, inclusive ajudando financeiramente. Fomos até sua fazenda e fizemos o convite para ele ser o nosso padrinho. Ele topou na hora e, aí, a gente perguntou se ele poderia dar uma ajudazinha nas despesas. Ele perguntou de quanto. Deixamos por conta dele”. Dias depois do convite, em novembro, o ex-tesoureiro depositou 6 000 reais, o equivalente a 13% das despesas da festa, na conta da comissão. “A gente sabe que a fama dele é horrível, mas fazer o quê, se ele pode bancar a festa?”, justifica Cezar Barros.
14 março 2010
Algo no ar
De uma hora para outra o nome do Eike Batista começou a freqüentar "a mídia" de modo muito esquisito. Até fábulas sobre como ele começou do zero...
Pausa para gargalhar...
Voltando: até fábulas sobre como ele começou do zero podemos ler em portais "respeitáveis" como o G1:
Ah, e também podemos ler como ele é um cara que está preocupado com todos ao seu redor:
Tem algo muito estranho no ar...
Pausa para gargalhar...
Voltando: até fábulas sobre como ele começou do zero podemos ler em portais "respeitáveis" como o G1:
Eike é filho de Eliezer Batista, um ex-ministro de Minas e Energia. Apesar dessa herança, ele diz que, em termos de dinheiro, começou do zero. Esse mineiro radicado no Rio já rodou o mundo, mas no começou no mato. Foi lá que ele descobriu o mapa da mina.
Ah, e também podemos ler como ele é um cara que está preocupado com todos ao seu redor:
Não adianta ele querer ficar bem e nossos filhos ficarem bem. Todo mundo tem que ficar bem. É isso que ele pensa.
Tem algo muito estranho no ar...
Nunca me enganou
Parece que o mundo agora "descobre" que Lula é mau-mau-mau. Não é bem assim. Ainda mais na política, as pessoas batem somente quando todos já estão batendo. E se limitam a aplaudir quando todos estão aplaudindo. No mundo de hoje ninguém quer ser o radical que vai contra a maré.
Acreditar que Lula é/era um "grande estadista" é de uma ingenuidade incompatível com os requisitos para ocupar um alto cargo no cenário político internacional. Na minha visão, Lula, inofensivo em termos internacionais, dada a insignificância do Brasil, foi adotado pelos grandes players mundiais como o mascote do grupo. Bastava que lhe dirigissem uma ou duas palavras elogiosas e o ex-sindicalista se arreganhava todo, como o meu cachorro atrás de um cafuné. E a reboque ia a imprensa local e muitos intelectuais, movidos pelo complexto de vira-lata, nossa marca registrada.
Mas talk is cheap, já diz o velho ditado. Na hora de decidir questões relevantes, o mascote era levado para o seu cercadinho.
Aconteceu que o mascote foi ficando abusado e passou a acreditar nos elogios fáceis que lhe chegavam aos ouvidos. Impulsionado pelos constantemente altos índices de aprovação no Brasil, passou a dizer o que lhe dava na telha, o que sabemos não ser nada bom. Assim como o mascote que encoxa as visitas ou ameaça morder a todos, Lula vai lentamente sendo colocado no seu devido lugar.
E como alguém já começou a bater, alguns, que certamente já tinham má idéia do presidente brasileiro, se sentem mais a vontade para dar seus socos e pontapés também, incluside lembrando-se quem foi o fundador do Foro de São Paulo, essa entidade, até então, secreta.
Lamentável mesmo é imaginar que possa haver alguém no cenário político internacional tão idiota a ponto de ser enrolado por alguém como Lula. Ou que ninguém teve coragem bastante para confrontá-lo quando ele era o mascote queridinho do "primeiro mundo."
Acreditar que Lula é/era um "grande estadista" é de uma ingenuidade incompatível com os requisitos para ocupar um alto cargo no cenário político internacional. Na minha visão, Lula, inofensivo em termos internacionais, dada a insignificância do Brasil, foi adotado pelos grandes players mundiais como o mascote do grupo. Bastava que lhe dirigissem uma ou duas palavras elogiosas e o ex-sindicalista se arreganhava todo, como o meu cachorro atrás de um cafuné. E a reboque ia a imprensa local e muitos intelectuais, movidos pelo complexto de vira-lata, nossa marca registrada.
Mas talk is cheap, já diz o velho ditado. Na hora de decidir questões relevantes, o mascote era levado para o seu cercadinho.
Aconteceu que o mascote foi ficando abusado e passou a acreditar nos elogios fáceis que lhe chegavam aos ouvidos. Impulsionado pelos constantemente altos índices de aprovação no Brasil, passou a dizer o que lhe dava na telha, o que sabemos não ser nada bom. Assim como o mascote que encoxa as visitas ou ameaça morder a todos, Lula vai lentamente sendo colocado no seu devido lugar.
E como alguém já começou a bater, alguns, que certamente já tinham má idéia do presidente brasileiro, se sentem mais a vontade para dar seus socos e pontapés também, incluside lembrando-se quem foi o fundador do Foro de São Paulo, essa entidade, até então, secreta.
De onde vem essa militância radical? A hipótese de um presidente latino-americano que o conhece bem, também decepcionado, aponta para sua ignorância: "Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar a atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicaram a realidade como um combate entre bons e maus." Sua frase final, dita com tristeza, foi lapidar: "Parecia que Lula, com sua simpatia e pelo bom momento que seu país atravessa, converteria o Brasil na grande potência latino-americana. Falso. Ele destruiu essa possibilidade ao se alinhar com os Castro, Chávez e Ahmadinejad. Nenhum país sério confia mais no Brasil". Muito lamentável.
Lamentável mesmo é imaginar que possa haver alguém no cenário político internacional tão idiota a ponto de ser enrolado por alguém como Lula. Ou que ninguém teve coragem bastante para confrontá-lo quando ele era o mascote queridinho do "primeiro mundo."
13 março 2010
Screwed by the "We do no evil" company
Parece que a Google "we do no evil" vai acabar com o suporte a FTP do Blogger para publicação de blogs. Aparentemente as opções são usar algo como xxx.blogger.com ou hospedar meu domínio na Google (não me diga!). Acho que isso vai acabar antecipando uma decisão que eu já venho matutanto há um certo tempo...
Canalhice se aprende cedo
Ou vem do berço, talvez.
Não nos enche de esperança ver universitários lutando por uma educação melhor?
Não invadimos, ocupamos a reitoria que é nossa. A universidade é dos estudantes, é para os estudantes. Se nós entramos na reitoria foi para sermos ouvidos.
Não nos enche de esperança ver universitários lutando por uma educação melhor?
03 março 2010
Curioso
Enquanto a esquerda, no mundo todo, entendeu o quão inexorável era o capitalismo os liberais ainda insistem no discurso que surgiu em mil novecentos e lá vai fusquinha. Não deixa de ser irônico ver que foram os esquerdistas que perceberam que todos agem de acordo com seus interesses e não estão dispostos a se privar de nada em nome de um hipotético futuro glorioso para a humanidade.
02 março 2010
Fanáticos
Quando alguém se suicida porque algum pastor maluco disse que o mundo ia acabar, a religião é logo alçada ao patamar de maior flagelo do mundo.
Mas e quando o mensageiro do apocalipse é um cientista?
Mas e quando o mensageiro do apocalipse é um cientista?
01 março 2010
Zidane
Nunca compartilhei da empolgação que parte da imprensa sentia pelo futebol do Zidane. Achava-o um bom jogador com alguns ótimos momentos - e isso temos aos montes todos os dias. Mas agora ele ganhou meu respeito.
Por outro lado, Tiger Woods e seu teatrinho... Sem comentários.
Por outro lado, Tiger Woods e seu teatrinho... Sem comentários.
CNN
No meio de toda essa tragédia, foi curioso ver um certo desapontamento nos correspondentes e apresentadores da CNN quando a tsunami não chegou no Hawaii.
Discurso e prática
A justificativa - ou uma das - para a existência de bancos estatais sempre foi a de que estes levariam serviços bancários a regiões que não interessam aos bancos privados, como pequenas cidades do interior. Em outras palavras, usando o jargão populista, os bancos estatais democratizam o acesso aos serviços bancários. Ou deveriam::
BRASÍLIA - Apesar das flagrantes desigualdades entre as regiões brasileiras, é nas maiores praças bancárias do país que os cidadãos parecem sentir mais falta da presença dos bancos. No estado de São Paulo, por exemplo, há nove municípios sem bancos, apesar de concentrar 6.789 unidades, ou pouco mais de um terço de todos que existem no país, segundo dados do Banco Central (BC) até novembro de 2009. Por outro lado, o estado tem 2.464 postos de atendimento bancário (supermercados, padarias, bancas de jornal).É o que mostra reportagem de Vivian Oswald, publicada no GLOBO, na edição desta segunda-feira.
28 fevereiro 2010
Ron Paul Tantrum
Talvez Goldman tenha pego pesado com Ron, mas acertou em cheio no trecho:
"A nostalgia de uma época mais fácil e mais simples que nunca existiu". Bingo! Isso, na verdade, é o que mais me impressiona na abordagem que muitos liberais/libertários fazem dos problemas do mundo moderno. E o que me causa tédio ao ler qualquer coisa de cunho liberal, principalmente no Brasil, com as exceções honrosas de sempre.
The vote bespeaks an hysterical nostalgia for simpler and easier times (that never existed in any case). Make big government go away, make the world go away, keep money sound, and leave everyone to their own devices, and all magically will be well.
"A nostalgia de uma época mais fácil e mais simples que nunca existiu". Bingo! Isso, na verdade, é o que mais me impressiona na abordagem que muitos liberais/libertários fazem dos problemas do mundo moderno. E o que me causa tédio ao ler qualquer coisa de cunho liberal, principalmente no Brasil, com as exceções honrosas de sempre.
Faça o seguinte exercício
Chegue para uma população pobre, miserável e semi-analfabeta, que depende totalmente dos ridículos serviços públicos e diga:
"Se eu for eleito, acabarei com esse negócio de o governo dar escola, saúde e segurança. Mas fiquem, tranqüilos: vocês poderão contratar esses serviços, a preços baixos camaradas, das empresas privadas que vão fornecê-los sem nenhum controle governamental. Ah, e nada de salário mínimo também!"
Depois aguarde - confortavelmente sentado - pela aclamação popular...
"Se eu for eleito, acabarei com esse negócio de o governo dar escola, saúde e segurança. Mas fiquem, tranqüilos: vocês poderão contratar esses serviços, a preços baixos camaradas, das empresas privadas que vão fornecê-los sem nenhum controle governamental. Ah, e nada de salário mínimo também!"
Depois aguarde - confortavelmente sentado - pela aclamação popular...
Bah!
Partido Libertário no Brasil é como Partido Comunista nos EUA: só serve pra masturbação ideológica.
25 fevereiro 2010
Assino embaixo
Zoológicos De Pobres Fascinam Turistas
Quando algum deles se estrepa, não resta outra coisa a dizer: bem-feito!
Quando algum deles se estrepa, não resta outra coisa a dizer: bem-feito!
24 fevereiro 2010
Nos detalhes
O Brasil pode ser um país pobre por vários motivos - muitos deles já levantados por qualquer um dos blogs aí do lado. Mas a baixa qualidade de vida, no dia-a-dia, devemos também a um traço marcante da nossa cultura: a tendência a fazer as coisas meia-boca (ou nas coxas ou, como dizem os gringos, half-assed jobs). Tomem como exemplo qualquer parque ou outro logradouro público e notem como, apesar de existir gente contratada para a sua manutenção, as coisas geralmente são feitas com pouco ou nenhum capricho. Aliás, capricho aqui é a palavra-chave. Mais desleixado que o brasileiro eu só vi na minha vida os haitianos do aeroporto de Miami (eu passei por lá uma boa quantidade de vezes para estabelecer um padrão razoável de comportamento). Se o resto da população haitiana é assim, muita coisa se explica.
No outro extremo, a Suíça, um país que eu tive a oportunidade de visitar uma quantidade de vezes suficiente para estabelecer um padrão razoável de comportamento dos suíços. Me aproveitando do SwissPass, andei por um punhado de cidades suíças e em todas, repito: todas, não importando o porte, o que se via era um capricho fora do comum, principalmente nos parques, praças públicos. Por favor, não confundam capricho com luxo. Não eram bancos de mármore com pés de ouro. Isso é típico de países ricos como o nosso. Falo de bancos simples, de madeira, mas pintados e bom estado de conservação. Falo de canteiros com flores baratinhas mas sem um matagal para escondê-las. Um dos prazeres das viagens de trem era certamente observar a impecável manutenção das cidades, principalmente das menores. E ver que é possível criar um ambiente agradável para se viver com pouco dinheiro, bom gosto e muito capricho.
No outro extremo, a Suíça, um país que eu tive a oportunidade de visitar uma quantidade de vezes suficiente para estabelecer um padrão razoável de comportamento dos suíços. Me aproveitando do SwissPass, andei por um punhado de cidades suíças e em todas, repito: todas, não importando o porte, o que se via era um capricho fora do comum, principalmente nos parques, praças públicos. Por favor, não confundam capricho com luxo. Não eram bancos de mármore com pés de ouro. Isso é típico de países ricos como o nosso. Falo de bancos simples, de madeira, mas pintados e bom estado de conservação. Falo de canteiros com flores baratinhas mas sem um matagal para escondê-las. Um dos prazeres das viagens de trem era certamente observar a impecável manutenção das cidades, principalmente das menores. E ver que é possível criar um ambiente agradável para se viver com pouco dinheiro, bom gosto e muito capricho.
23 fevereiro 2010
Tinha dito há algum tempo que eu feicibucava, não tuitava nem orkutava. Acabei cedendo ao Facebook - o que me rendeu uma zoada do Igor, mas tudo bem. A coisa tem lá suas vantagens, mas é impossível não pensar nas palavras de Thoreau quando da invenção do telégrafo:
We are in great haste to construct a magnetic telegraph from Maine to Texas; but Maine and Texas, it may be, have nothing important to communicate.
21 fevereiro 2010
Primeiro passo dado
Aparentemente, alguns dos nossos liberais finalmente perceberam que, do jeito que a coisa estava, não se chegaria a lugar nenhum - bem, no máximo alguns conseguiriam uns caraminguás com livros descartáveis e palestras idem.
Resta agora ver o que será feito com essa descoberta.
Resta agora ver o que será feito com essa descoberta.
20 fevereiro 2010
Apple's hype
Duas palavrinhas sobre o hype em torno da Apple e dos Macs: dissonância cognitiva (d.c.). Sabe quando alguém vai a um restaurante chique e elogia a comida, mesmo ela estando uma porcaria? Isso é dissonância cognitiva. Óbvio que todas as linhas de computadores têm seus pontos fracos e fortes, mas apenas o fanáticos acreditam que adquiriram the ultimate machine, não importa quantos comparativos disponíveis na web provem o contrário (Google it, dude!).
Nossa mente prega peças engraçadas na gente o tempo todo. Quando fazemos algum esforço para adquirir algo, tendemos a dar mais valor a ele. Isso porque nossa mente é programada para fazer com que mantenhamos um bom conceito a nosso respeito. Somos potenciais vítimas da d.c. o tempo todo e isso não é privilégio de A ou B e nem está relacionado apenas à arena dos computadores pessoais:
Não vou entrar nas tecnicalidades, mas pense nos seguintes termos: a diferença de preço entre um Mac e um PC é mais fruto da diferença de qualidade entre os dois ou do fato de a Apple ter o monopólio sobre a plataforma? A Apple inteligentemente situou sua marca num segmento de mercado voltado para pessoas com mediano conhecimento (o suficiente para usar bem um computador mas não o bastante para saber o que se passa) de computadores e que procuram se destacar da manada:
Conforme mostrado vários em vários reviews, sim, você pode até estar comprando um computador mais apropriado às suas necessidades quando adquire um Apple, mas a diferença entre o que você pagaria por um PC não reside no fato do produto ser, todo ele, superior ao PC, mas apenas porque uma única empresa tem o poder de determinar o preço das máquinas. E pessoas dispostas a pagá-lo.
Nossa mente prega peças engraçadas na gente o tempo todo. Quando fazemos algum esforço para adquirir algo, tendemos a dar mais valor a ele. Isso porque nossa mente é programada para fazer com que mantenhamos um bom conceito a nosso respeito. Somos potenciais vítimas da d.c. o tempo todo e isso não é privilégio de A ou B e nem está relacionado apenas à arena dos computadores pessoais:
The engine that drives self-justification, the energy that produces the need to justify our actions and decisions - especially the wrong ones - is an unpleasant feeling that Festinger called “cognitive dissonance.” Cognitive dissonance is a state of tension that occurs whenever a person holds two cognitions (ideas, attitudes, beliefs, opinions) that are psychologically inconsistent, such as “Smoking is a dumb thing to do because it could kill me” and “I smoke two packs a day.” Dissonance produces mental discomfort, ranging from minor pangs to deep anguish; people don’t rest easy until the find a way to reduce it. In this example, the most direct way for a smoker to reduce dissonance is by quitting. But if she has tried to quit and failed, now she must reduce dissonance by convincing herself that smoking isn’t really so harmful, or that smoking is worth the risk because it helps her relax or prevents her from gaining weight (and after all, obesity is a health risk, too), and so on. Most smokers manage to reduce dissonance in many such ingenious, if self-deluding, ways.
Não vou entrar nas tecnicalidades, mas pense nos seguintes termos: a diferença de preço entre um Mac e um PC é mais fruto da diferença de qualidade entre os dois ou do fato de a Apple ter o monopólio sobre a plataforma? A Apple inteligentemente situou sua marca num segmento de mercado voltado para pessoas com mediano conhecimento (o suficiente para usar bem um computador mas não o bastante para saber o que se passa) de computadores e que procuram se destacar da manada:
If it does maybe a 12 step program of some sort is in order, but that's okay! I can honestly say I love my Macs.... I find a bond with other Mac users... we're a tightnit bunch, it almost ensures a mutual respect, how many PC people have you ever met that talk about their platform or hardware like that? I've not run across many. If you want to join a little fraternity or family of other users.... you'll find this only with Mac.
Conforme mostrado vários em vários reviews, sim, você pode até estar comprando um computador mais apropriado às suas necessidades quando adquire um Apple, mas a diferença entre o que você pagaria por um PC não reside no fato do produto ser, todo ele, superior ao PC, mas apenas porque uma única empresa tem o poder de determinar o preço das máquinas. E pessoas dispostas a pagá-lo.
19 fevereiro 2010
Previsões
Diria que, se Dilma for derrotada como tudo indica, os inúmeros braços do petismo espalhados por aí irão aprontar bastante até 2014, para que o grande líder "seja forçado" a sair do seu descanso e venha recolocar a pátria nos trilhos. Já até imagino no palanque:
- Eu tinha prometido à Marisa que não iria mas me meter em política, mas o que
essa patota está fazendo com o trabalho que deixamos para eles em 2010 é uma
sacanagem com o povo brasileiro. Me senti na obrigação de voltar para levar o
Brasil de volta para o caminho do crescimento.
Vambrincá?
Gostei dessa brincadeira de interpretar certos números como eu bem entender. Aqui vai minha manchete pós-Carnaval:
Depois da Lei Seca, mortes e acidentes no Carnaval seguem quebrando recordes.
Update: viu como eles também são brincalhões?
Depois da Lei Seca, mortes e acidentes no Carnaval seguem quebrando recordes.
Update: viu como eles também são brincalhões?
14 fevereiro 2010
The good racism
Quando as palavras perdem seus sentidos que são substituídos por outros motivados pelo politicamente correto, isto gera situações curiosas. Vejamos, por exemplo, o racismo. Racismo, que deveria signifcar o estabelecimento de padrões ou critérios de avaliação baseados na raça, nos dias de hoje significa "ofender negros." Daí, temos que este comentário feito pela atriz Letícia Spiller:
Não apenas passa despercebido como é até visto como um elogio, já que, como é assumido que sambar é um talento valorizado, não há nada de mau em defini-lo como uma característica racial. Se alguém, embalado por esta "lógica," dissesse "sou negro por fora mas branco por dentro. Adoro ler e ouvir música clássica" certamente seria crucificado em praça pública e sacrificado no altar da correção política.
Funny days...
Sou branquela por fora, mas tenho sangue de negro na veia. Não posso ouvir um batuque.
Não apenas passa despercebido como é até visto como um elogio, já que, como é assumido que sambar é um talento valorizado, não há nada de mau em defini-lo como uma característica racial. Se alguém, embalado por esta "lógica," dissesse "sou negro por fora mas branco por dentro. Adoro ler e ouvir música clássica" certamente seria crucificado em praça pública e sacrificado no altar da correção política.
Funny days...
10 fevereiro 2010
Uma nova potência no horizonte
Estados Unidos da América, tremei! (o grifo é meu)
E para não acharem que é sacanagem minha, segue o link.
O presidente boliviano Evo Morales aprovou nesta quarta-feira por decreto a criação da "Agência Espacial Boliviana" para melhorar seus sistemas de comunicação, informou o ministro de Obras Públicas e Transporte, Wálter Delgadillo.
Para que o programa espacial comece a funcionar, o Tesouro Geral da Nação designou um orçamento de um milhão de dólares, que permitirá, além disso, realizar a aquisição de um satélite de comunicação, cuja construção foi encomendada à China.
E para não acharem que é sacanagem minha, segue o link.
09 fevereiro 2010
Root cause
O problema do liberalismo no Brasil é que meia de dúzia de três ou quatro lêem a orelha do "Ação Humana," algumas citações do Adam Smith ("Mão invisível... Brilhante!") e um resumo do que escreveu Hayek e pensam "Got it!"
Daí saem a escrever pérolas de fazer corar o português da piada do aquário.
Parei.
Daí saem a escrever pérolas de fazer corar o português da piada do aquário.
Parei.
O novo leproso
Há um tipo muito comum nas redações e, principalmente, na - digamos assim - blogosfera nacionais (pode haver em outros cantos mas me atenho ao que vejo aqui neste momento): vamos chamá-lo de em-cima-do-muro-mas-não-cai-para-direita-nem-a-pau ou, resumidamente, "O equilibrado." Raramente você verá "O equilibrado" espumando em fóruns como o Social Mundial ou em palanques de políticos esquerdistas, mas tampouco ouvirá algo de sua boquinha criticando o movimento. "O equilibrado" é um esquerdista que não ousa dizer seu nome. Ele sabe que tudo em que a esquerda se meteu no mundo até hoje deu merda, mas ele sente que, no fundo, as boas intenções é que contam. Embora ele nunca critique movimentos, militantes e políticos de esquerda, basta um direitoba abrir o bico para ser chamado de hidrófobo, raivoso, pregador de ódio. Os "equilibrados" mais talentosos escrevem textos engraçados que, resumindo, querem dizer "Olha lá o direitista falando suas asneiras! Ah! Ah! Ah! Não se enxergam mesmo." Para "O equilibrado" a esquerda (que para ele é o centro) é o único mundo possível e a direita, que fique no seu cantinho "desprezando os pobres e zelando pelos bons costumes", mas caladinha.
O direitista é o leproso dos nossos tempos.
O direitista é o leproso dos nossos tempos.
04 fevereiro 2010
24 janeiro 2010
A beleza da coisa
Somente o capitalismo permite que alguém fique ainda mais rico criticando quem ambiciona ficar rico.
Sobrinha
Minha sobrinha, de 10 anos, que mora na Espanha, pediu - repito: p-e-d-i-u - à mãe para fazer um curso sobre Gaudi. Não sei quanto aos pais dela, mas se fosse minha filha eu me trancaria no banheiro, abriria o chuveiro para abafar o barulho e me acabaria em lágrimas de emoção.
Coincidência?
Os convidados do Globonews Painel que mais batiam no petismo - cito de cabeça o Demétrio Magnoli e Leôncio Martins Rodrigues - nunca mais deram as caras no programa. Eu hein...
19 janeiro 2010
Piada interna
Tão interna que só eu vou entender: liberalismo sim, mas primeiro a teta. Cadê a teta?
14 janeiro 2010
O capitalismo torna as pessoas egoístas
Será?
Uma campanha para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti por meio de mensagens SMS arrecadou US$ 2 milhões em um dia nos Estados Unidos. O dinheiro será enviado para a Cruz Vermelha.
Para fazer a doação, donos de celular precisavam apenas enviar uma mensagem com a palavra “Haiti” para um número específico. De acordo com reportagem do jornal “The New York Times”, o valor cobrado pelas operadoras era de US$ 10.
13 janeiro 2010
11 janeiro 2010
Tudo é relativo
Funcionários de hotel na Zona Sul encantados com simplicidade da famíla Jackman
Devem estar impressionados, provavelmente, com o fato deles falarem "por favor" antes de solicitar algo "obrigado" depois de atendidos.
Se for tirar como base os cariocas, isso realmente é de espantar.
Devem estar impressionados, provavelmente, com o fato deles falarem "por favor" antes de solicitar algo "obrigado" depois de atendidos.
Se for tirar como base os cariocas, isso realmente é de espantar.
10 janeiro 2010
Como piada de português
O problema de teorias que explicam a motivação das ações ("você gosta de cenoura porque tem um problema com pênis" ou "você critica o funk porque quer se sentir superior") é que elas não admitem nenhuma alternativa fora do esquema proposto. Por isso os entusiastas destas teorias se acham tão bons e apontar o que vai cabeça alheia. É como aquela velha piada do português que termina com o diálogo:
- Tens aquário?
- Não.
- Então és uma bicha.
- Tens aquário?
- Não.
- Então és uma bicha.
Mais um grupo de interesse
Pequenos interesses :-)
Associação que briga pelos direitos dos anões declara guerra contra as brincadeiras de mau gosto
Impossível ler alguns trechos da reportagem sem esboçar um leve sorriso. Ou mesmo soltar uma boa gargalhada:
(...)
(...)
Sair do armário?
Deixem-me imaginar o diálogo de um anão que acaba de sair do armário com seus pais ultra-conservadores:
Anão: Papai, mamãe, tenho algo para dizer a vocês...
Pai: O que é, meu filho?
Mãe: Sim, querido. Pode se abrir com a gente.
Anão: É que eu... Eu... Eu sou anão! Pronto! Falei!
Pai: O queeeeê? Mas como?
Anão: Não sei como, pai. Mas é o que eu sou e tenho orgulho disso!
Mãe: Ai, meu Deus! A culpa é toda minha! Eu mimei demais esse menino!
Pai: Eu deveria ter forçado você a jogar basquete ou volei... Falhei como pai!
Mãe: O que os outros vão dizer?
Pai: Melhor você procurar outro lugar para morar...
Anão: Mas pai, mãe... Ainda sou eu. Seu filho.
Pai: Nós não temos mais filho.
Associação que briga pelos direitos dos anões declara guerra contra as brincadeiras de mau gosto
Impossível ler alguns trechos da reportagem sem esboçar um leve sorriso. Ou mesmo soltar uma boa gargalhada:
- É muito chato. Na rua, quando uma criança me aponta e ri, vejo que os pais sorriem. É omissão. Quando me perguntam "Cadê a Branca de Neve" é horrível. Vivemos isso a vida inteira.
(...)
- Anão tem um problema sério para se assumir como anão. Sair do armário é difícil. Na Anaerj, não. A gente se ama, se beija, se abraça, faz festa à fantasia, junina, jogo de futebol. Somos um grupo sem-vergonha.
(...)
Ela diz que os anões estão na moda. Os mais badalados eventos da cidade sempre contam com um anão, seja como dançarino ou até segurança. Mas o buraco é, sem trocadilhos, bem mais embaixo. O efeito, que se pretende cômico, pode atingir a auto-estima dos anões e até constranger os debochados.
Sair do armário?
Deixem-me imaginar o diálogo de um anão que acaba de sair do armário com seus pais ultra-conservadores:
Anão: Papai, mamãe, tenho algo para dizer a vocês...
Pai: O que é, meu filho?
Mãe: Sim, querido. Pode se abrir com a gente.
Anão: É que eu... Eu... Eu sou anão! Pronto! Falei!
Pai: O queeeeê? Mas como?
Anão: Não sei como, pai. Mas é o que eu sou e tenho orgulho disso!
Mãe: Ai, meu Deus! A culpa é toda minha! Eu mimei demais esse menino!
Pai: Eu deveria ter forçado você a jogar basquete ou volei... Falhei como pai!
Mãe: O que os outros vão dizer?
Pai: Melhor você procurar outro lugar para morar...
Anão: Mas pai, mãe... Ainda sou eu. Seu filho.
Pai: Nós não temos mais filho.
08 janeiro 2010
Cada um vota do seu jeito
Nos EUA, existe uma expressão para representar o ato de sair de uma comunidade (cidade, condado, estado, etc.) por não concordar com as políticas ali estabelecidas, vote with feet.
Nós, brazucas, tropicalizamos a expressão para que ela ficasse mais de acordo com a nossa weltanschauung: vote with ass.
Nós, brazucas, tropicalizamos a expressão para que ela ficasse mais de acordo com a nossa weltanschauung: vote with ass.
Diz aí, Nelson
Ha! Ha!
Como dizem nos EUA, you knew I was a snake when you picked me.
Esta aqui está particularmente graciosa:
E essa:
Venezuela, lá vamos nós!
Como dizem nos EUA, you knew I was a snake when you picked me.
Sob o pretexto da criação de um programa governamental dos direitos humanos, Lula alinhou uma miríade de promessas para este ano eleitoral: da regulação de hortas comunitárias à revisão na Lei de Anistia ; da taxação de grandes fortunas às mudanças nas regras dos planos de saúde; da legalização do casamento homossexual à fiscalização de pesquisas de biotecnologia e nanotecnologia.
Esta aqui está particularmente graciosa:
Na reta final do seu mandato, o presidente assinou um decreto determinando o engajamento do governo em iniciativas para dar à Presidência da República meios de exercer o poder à margem do Congresso, via "plebiscitos, referendos, leis de iniciativa popular e de veto popular".
E essa:
Quem adotá-lo poderá subir no palanque eleitoral dizendo-se a favor da taxação das grandes fortunas; da revisão da Lei da Anistia; da flexibilização das regras para reintegração de posse de propriedades invadidas; de mudanças no regime de concessão e outorga de licenças para rádios e televisões; da fiscalização de "projetos implementados pelas empresas transnacionais", e, até da "fiscalização" dos impactos da biotecnologia e da nanotecnologia na vida cotidiana.
Venezuela, lá vamos nós!
07 janeiro 2010
Roadmap de um típico brazuca classe média
Ajudar a f*d*r o país e depois emigrar para o Canadá ou Austrália.
Back to the future
No site do Globo leio, espantado, que:
Não, não sou presidente do fã-clube da bela atriz, mas lembrei-me de ter visto tempos atrás uma foto sua com um barrigão de grávida. Fui dar uma conferida na sua biografia:
Estou velho, mas não senil! Talvez o blogueiro do Globo tenha achado algum portal e voltou no tempo. Como ele também escreve para o jornal impresso eu imagino o que o Globo quer dizer quando com o slogan "muito além do papel de um jornal."
É que, recentemente, Mila deu à luz ao seu primeiro filho, a menina Ever Gabo, e, para não ficar sem trabalhar, optou por um filme mais paradão, em que aparece a maior parte do tempo sentada. No máximo, grita.
Não, não sou presidente do fã-clube da bela atriz, mas lembrei-me de ter visto tempos atrás uma foto sua com um barrigão de grávida. Fui dar uma conferida na sua biografia:
On November 3, 2007, Jovovich gave birth to her and Anderson's first child, a daughter, Ever Gabo Anderson.
Estou velho, mas não senil! Talvez o blogueiro do Globo tenha achado algum portal e voltou no tempo. Como ele também escreve para o jornal impresso eu imagino o que o Globo quer dizer quando com o slogan "muito além do papel de um jornal."
05 janeiro 2010
Nada como uma boa lábia
Depois de uma longa e agradável conversa, acompanhada de chá e torradas, ao som de Frank Sinatra, o terrorista entusiasticamente colaborou com o FBI:
- Eles pediram com jeitinho. Não consegui dizer não àqueles olhinhos meigos do agente Brown.
- Eles pediram com jeitinho. Não consegui dizer não àqueles olhinhos meigos do agente Brown.
Ingratidão
Que coisa mais feia essa ingratidão dessa turma para com o messias.
RIO - Ao menos uma dúzia de ex-detentos de Guantánamo se religaram à al-Qaeda no Iêmen, aumentando a preocupação sobre a habilidade do governo de receber quase 100 ex-prisioneiros do centro de detenção, informa o "Times Online".
30 dezembro 2009
NCIS
Gosto muito da série NCIS (ainda estou avaliando o spin-off NCIS: Los Angeles). Vi os dois episódios mencionados neste texto e tive exatamente a mesma percepção.
Tomara que os autores tenham apenas exagerado no eggnog.
I regard these viewing practices of mine as harmless and insouciant, brief timeouts from the serious business of life and the exigencies of writing. They constitute a separate zone of artless indulgence on which reality does not impinge or, alternatively, in which reality is not mutilated. That is, until recently, when the awaited Tuesday arrived and I settled in to watch an episode of NCIS called “Faith.” I soon found myself growing increasingly uneasy as the plot developed. A Marine who had converted to Islam had been murdered at prayer; in the course of the investigation, it turned out the culprit was his younger brother, who committed the crime in order to salvage the family honor, for the father, a former military officer, was now a Christian minister. A curious inversion seemed to be occurring in which Muslim honor killing, usually targeting a daughter who is deemed to have violated the tenets of the faith, was now chiastically transposed into a Christian honor killing, targeting a son who had embarrassed his observant family.
Troubled in mind, I proceeded to watch NCIS: Los Angeles, which occupied the next hour slot. This episode was called “Brimstone” and, sure enough, a strangely similar story unfolded. A group of wounded soldiers recently returned from Iraq were being systematically eliminated by a mysterious serial killer. Suspicion fell on a Muslim soldier, a member of the unit who had been disfigured by a roadside bomb and who had gone into hiding. But as the investigation continued, it ultimately became clear that our suspect had been falsely accused and that the killer was a crazed Christian evangelist and fellow soldier, seeking redemption for an imagined battlefield atrocity by blowing up his comrades.
Tomara que os autores tenham apenas exagerado no eggnog.
27 dezembro 2009
Ser brasileiro...
É assistir a este vídeo de ponta a ponta sem sentir engulhos.
Se você consegue, e até mesmo se emociona mais quando a voz do narrador fica mais contundente, este país - ou, pelo menos, este governo - definitivamente foi feito para você.
Se você consegue, e até mesmo se emociona mais quando a voz do narrador fica mais contundente, este país - ou, pelo menos, este governo - definitivamente foi feito para você.
23 dezembro 2009
Multis
Trabalhar em empresa multinacional tem um lado bom: escapamos - um pouco - da muquiranice do empresariado bananense. Por outro lado, ficamos expostos a certas babaquices politicamente corretas, algumas sinais claros de como o homem-médio do Ocidente está cada vez mais pusilânime. Durante o ano todo, recebo mensagens saudando feriados religiosos judeus:
"Happy Hanukkah!"
Muçulmanos:
"Happy Ramadan!"
Mas quando chega o feriado cristão...
"Happy Holidays!"
Happy Holidays, my ass! It's
"Happy Hanukkah!"
Muçulmanos:
"Happy Ramadan!"
Mas quando chega o feriado cristão...
"Happy Holidays!"
Happy Holidays, my ass! It's
MERRY CHRISTMAS!
21 dezembro 2009
Mais um do Olavão
Gostei de mais este texto do Olavão:
Notem bem: moralidade não é uma lista de condutas louváveis e condenáveis, pronta para que o cidadão a obedeça com o automatismo de um rato de Pavlov.
Moralidade é consciência, é discernimento pessoal, é busca de uma meta de perfeição que só aos poucos vai se esclarecendo e encontrando seus meios de realização entre as contradições e ambigüidades da vida.
20 dezembro 2009
Dias divertidos
Estas últimas semanas têm sido divertidas. No mesmo período no qual se realizou o encontro mundial de salvadores do mundo em Copenhagen, vários pontos do hemisfério norte foram castigados com nevascas e temperaturas baixíssimas. Até mesmo a sede do encontro pode vir a ter seu primeiro white christmas em 14 anos. Se você é um ateu, vai achar engraçada a coincidência; se você é um crente pode achar que é uma traquinagem divina. Não importa qual seja seu caso, se tico e teco estiverem operando com capacidade normal, é impossível não perceber a ironia da situação.
Mas venhamos e convenhamos: somente dias divertidos como os de hoje podem nos propiciar uma página de jornal - fictícia - assim:
O pior é saber que uma página dessas não causa nenhum estranhamento nos seus leitores. Dá-lhe Pavlov!
Mas venhamos e convenhamos: somente dias divertidos como os de hoje podem nos propiciar uma página de jornal - fictícia - assim:
O pior é saber que uma página dessas não causa nenhum estranhamento nos seus leitores. Dá-lhe Pavlov!
Você sabe que vive num buraco...
... Quando o chefe do executivo diz (por volta de 5:27) que não consultou ninguém - "não disse ainda no meu país, não disse à minha bancada e não disse ao meu Congresso" - mas o Brasil vai fazer isso, aquilo e aquilo outro e o fato não escandaliza ninguém, muito pelo contrário: é visto como um gesto de ousadia. Caiamos na real: enquanto este tipo de regime personalista imperar por aqui continuaremos sendo a caricatura de democracia que somos hoje.
Praias particulares
Uma das coisas que mais escandalizam o bananense é uma praia particular. Isso vai contra nossa idéia selvagem de que o que a "Mãe-natureza" cria é de todos. Lembro até hoje do meu primeiro contato com uma praia de acesso particular nos EUA. Logo estranhei: "Que absurdo! Praias deveriam ser abertas ao público como no Brasil!"
Bem, as coisas não são bem assim. Sabemos que esse "público" pode ser contornado de diversas maneiras. Tudo feito de uma forma a permitir que os freqüentadores de locais "exclusivos" continuem achando que, no Brasil, a praia é um espaço democrático.
Vejamos estas medidas tomadas por várias prefeituras de cidades litorâneas de São Paulo (onde mais? Onde mais?):
Ora, essas medidas nada mais são que tornar as prais privativas dos moradores ou freqüentadores VIP da região. Só que de um modo pilantra: através do poder público. Se fosse uma praia explicitamente privativa, o proprietário teria que gastar grana dele, e somente dele, para ter o privilégio de freqüentá-la. Mas nestes casos, em São Paulo, um pequeno grupo conta com dinheiro de todos os moradores da cidade, mesmo aqueles que moram a quilômetros do mar, para limitar o acesso dos "farofeiros" (*) ao seu reduto exclusivo.
Trata-se de um belo exemplo de como usar o poder público para gerar benefícios privados.
(*) Obviamente a tal farofa é um mero pretexto ecologicamente correto para, na verdade, afastar os pobres do convívio dos VIPs. Todos os recursos usados para montar a estrutura que mantém os farofeiros longe das praias badaladas poderiam ter sido usados para fiscalizar e punir aqueles que efetivamente emporcalham as praias. O problema é que, com isso, os VIPs ainda teriam que conviver com os Uélintons, Uóxintons e Suelens da vida, coisa inadmissível.
Bem, as coisas não são bem assim. Sabemos que esse "público" pode ser contornado de diversas maneiras. Tudo feito de uma forma a permitir que os freqüentadores de locais "exclusivos" continuem achando que, no Brasil, a praia é um espaço democrático.
Vejamos estas medidas tomadas por várias prefeituras de cidades litorâneas de São Paulo (onde mais? Onde mais?):
Os turistas de um dia têm tido cada vez mais dificuldade para aproveitar as praias do litoral de São Paulo. Acostumados a se amontoar em ônibus com isopores lotados de bebida e comida para passar algumas horas ao sol, eles estão longe de receber tratamento VIP.
A maioria das cidades tem ao menos uma receita para coibir a ‘farofa’ na areia. Algumas cobram caro dos que pretendem entrar na cidade sem gerar renda alguma e ainda despejar sujeira. Outras ‘isolam’ os turistas em praias menos badaladas, dando em troca um terminal todo equipado com banheiros e estacionamento.
Ora, essas medidas nada mais são que tornar as prais privativas dos moradores ou freqüentadores VIP da região. Só que de um modo pilantra: através do poder público. Se fosse uma praia explicitamente privativa, o proprietário teria que gastar grana dele, e somente dele, para ter o privilégio de freqüentá-la. Mas nestes casos, em São Paulo, um pequeno grupo conta com dinheiro de todos os moradores da cidade, mesmo aqueles que moram a quilômetros do mar, para limitar o acesso dos "farofeiros" (*) ao seu reduto exclusivo.
Trata-se de um belo exemplo de como usar o poder público para gerar benefícios privados.
(*) Obviamente a tal farofa é um mero pretexto ecologicamente correto para, na verdade, afastar os pobres do convívio dos VIPs. Todos os recursos usados para montar a estrutura que mantém os farofeiros longe das praias badaladas poderiam ter sido usados para fiscalizar e punir aqueles que efetivamente emporcalham as praias. O problema é que, com isso, os VIPs ainda teriam que conviver com os Uélintons, Uóxintons e Suelens da vida, coisa inadmissível.
13 dezembro 2009
Um texto muito bom
Este do Sergio de Biasi:
Eu, pessoalmente, acredito que levar qualquer uma das duas posições [liberdade negativa e liberdade positiva] ao extremo NÃO maximiza a liberdade de ação do ser humano individual, que é o que eu realmente gostaria que se buscasse. Segundo o liberalismo clássico (mas note, não segundo por exemplo o anarco-capitalismo), pode ser perfeitamente legítimo por exemplo coercitivamente cobrar impostos para financiar um sistema de polícia que impeça que você seja assassinado ao sair na rua. Estamos falando aqui de destruir certas liberdade para proteger outras liberdades, e até aí estou de acordo. Adicionalmente, concordo plenamente com o liberalismo clássico na posição de que não é aceitável confiscar 50% do salário de todos para prover a todo e cada ser humano o direito, digamos, de viajar para qualquer lugar do mundo que desejar (que seria o caso de destruir certas liberdades para criar outras liberdades).
Fluxograma
Podemos agilizar o processo de punição (ou não) de muitos crimes adotando este revolucionário fluxograma politicamente correto, com alguns ajustes para se adequar à nossa realidade:
Basta entrar com os dados da vítima e do agressor e depois apertar a tecla "Enter"!
Basta entrar com os dados da vítima e do agressor e depois apertar a tecla "Enter"!
Elogios, elogios
O mais novo elogio vazio que enche de orgulho o peito do bananense é dizer que o Brasil é o país da moda, o país que reúne todas as condições para se tornar um big player no cenário mundial, desde que - sempre tem um "desde que" - saiba aproveitar as oportunidades que lhe estão sendo oferecidas. Ora bolas, se soubéssemos aproveitar uma única oportunidadezinha que fosse para nos desenvolvermos, já seríamos um big player. Esse elogio equivale a colocar um fusquinha na cabeceira de uma pista de decolagem e dizer "aí estão todas as condições para você realizar uma decolagem perfeita. Vai que é tua, fusquinha!"
12 dezembro 2009
Verão chegando
Está divertido ver os (inúteis) esforços das "otoridadis" no sentido de criar uma praia à prova de carioca.
Todos sabemos que o único jeito de um carioca sair em público sem depredar, defecar ou urinar em algo é este:
Todos sabemos que o único jeito de um carioca sair em público sem depredar, defecar ou urinar em algo é este:

- Tá curtindo a praia, Uélinton?
Incrível
Nem dá para ver a boca do ventríloquo se mexendo!

I face the world as it is, and cannot stand idle in the face of threats to the American people. For make no mistake: Evil does exist in the world. A non-violent movement could not have halted Hitler's armies. Negotiations cannot convince al Qaeda's leaders to lay down their arms. To say that force may sometimes be necessary is not a call to cynicism -- it is a recognition of history; the imperfections of man and the limits of reason.
I raise this point, I begin with this point because in many countries there is a deep ambivalence about military action today, no matter what the cause. And at times, this is joined by a reflexive suspicion of America, the world's sole military superpower.
But the world must remember that it was not simply international institutions -- not just treaties and declarations -- that brought stability to a post-World War II world.
09 dezembro 2009
Dá-lhe Olavão
Falou e disse!
Não importa o "ismo" que se implante neste país. Enquanto não se der um jeito na matéria-prima, isso vai continuar sendo a pocilga que é. E piorando...
O Brasil, no momento, não precisa de boas idéias. Precisa é de uma ação vigorosa, implacável, contra o império da maldade, da mentira e da estupidez. Esse império foi instaurado pela geração que, nos bancos da universidade, se deixou seduzir pela crença de que era "a parcela mais esclarecida da população" e de que todos os problemas estariam resolvidos quando ela chegasse ao poder. Ela chegou -- e fez do povo brasileiro o mais ignorante, o mais assassino e provavelmente o mais desonesto do mundo.
Não importa o "ismo" que se implante neste país. Enquanto não se der um jeito na matéria-prima, isso vai continuar sendo a pocilga que é. E piorando...
07 dezembro 2009
O bom e velho "faça o que eu digo..."
Cúpula do clima terá 1,2 mil limusines e 140 jatos particulares
Mas, ao que parece, tem muita gente preocupada com o meio ambiente apenas no discurso. De acordo com o jornal inglês Telegraph, os mais de 30 mil participantes da cúpula vão produzir cerca de 41 mil toneladas de CO2 durante os 11 dias de duração do evento. É o equivalente à produção de uma cidade de 140 mil habitantes.
Parte desses poluentes serão emitidos nas viagens dos participantes para Copenhague. Estima-se que 140 jatos particulares pousarão no aeroporto da cidade durante o período. O número é tão grande que não haverá lugar para eles estacionarem. Muitos terão de seguir para outros aeroportos da região e só voltar à Dinamarca para buscar seus passageiros VIP.
As limusines que vão circular pelas ruas da capital dinamarquesa também são apontadas como vilãs do meio ambiente. De acordo com o jornal inglês, mais de 1,2 mil delas vão transportar os participantes. Apenas 5 dessas limusines são híbridas - ou seja, têm dois motores, um elétrico e um a combustão, o que ajuda a reduzir as emissões.
O jornal inglês lembra ainda que muitos dos mais de 30 mil participantes da cúpula não têm muito a fazer na cidade. Entre os convidados estão os atores Leonardo DiCaprio, Daryl Hannah, a modelo Helena Chritensen etc.
06 dezembro 2009
Aprenda neném
Noventa e nove não é cem:
O Flu, que teve 99% de chance de ser rebaixado, consegue um feito quase impossível.
Quem precisa de Robin Williams?
Muito grato pela sua ajuda, mas nós podemos nos ridicularizar sozinhos:
RIO - Cinco bandidos armados de pistolas e fuzis, que dirigiam um carrro prata, fecharam Avenida Brigadeiro Trompowski, no acesso à ponte nova, na Ilha do Govenador, e promoveram um arrastão por volta das 7h deste domingo.
05 dezembro 2009
Essa aprendeu
Como diria o Nelson: "Ha! Ha!"
Se tivesse agido de acordo com o que situação exige (ou seja: se tivesse faltado às aulas, deixado a escola cair aos pedaços e fingido que ensinava) não teria sido processada.
Vê se aprende!
Se tivesse agido de acordo com o que situação exige (ou seja: se tivesse faltado às aulas, deixado a escola cair aos pedaços e fingido que ensinava) não teria sido processada.
PORTO ALEGRE - A professora Maria Denise Bandeira - que ficou conhecida por ter obrigado um aluno de 14 anos a pintar as paredes da escola pichadas por ele em Viamão, no Rio Grande do Sul - vai pagar à Justiça meio salário mínimo, o equivalente a R$ 232,50. O valor será pago a título de transação penal.
Em setembro, a promotora Daniela Lucca da Silva encaminhou ação por uma possível infração do Estatuto da Criança e do Adolescente, a de submeter criança ou adolescente a vexame ou a constrangimento.
Vê se aprende!
04 dezembro 2009
Faça-me o favor
Dizer que a Costa do Marfim é uma grande ameaça é o fim da picada. Tudo bem querer valorizar uma provável classificação em primeiro do grupo, mas chamá-lo de "Grupo da Morte" é piada.
03 dezembro 2009
01 dezembro 2009
Depois não reclama
Depois a direita reclama que perde espaço pra esquerda e bal-bla-bla. Dois blogues conceituados no universo direitista (sorry, no Jabá) afirmaram mais ou menos que "educação não é a solução."
Espero que eles tenham apenas confundido os termos "educação" e "escolaridade". Sim, porque eu até consigo imaginar sociedades de merda (Olha nóis aí, gente!) com a população tendo algum nível de escolaridade, mas não conheço uma sociedade minimamente evoluída onde sua população não é educada no sentido estrito do termo.
Já passou da hora de parar com essa histrória de que do livre mercado surgirá o nirvana.
Espero que eles tenham apenas confundido os termos "educação" e "escolaridade". Sim, porque eu até consigo imaginar sociedades de merda (Olha nóis aí, gente!) com a população tendo algum nível de escolaridade, mas não conheço uma sociedade minimamente evoluída onde sua população não é educada no sentido estrito do termo.
Já passou da hora de parar com essa histrória de que do livre mercado surgirá o nirvana.
And finally the day has come
Alunos são proibidos de se formar em universidade de Lincoln, nos EUA, por estarem obesos
RIO - A Lincoln University, a primeira instituição de ensino para a comunidade negra na História dos EUA, envolveu-se em uma grande polêmica: está se recusando a entregar o diploma de graduação para alunos obesos.
A universidade, situada em Oxford, no estado da Pensilvânia, iniciou em 2006 um programa obrigatório chamado "Fitness for Life" (Educação Física pela Vida), a fim de fazer com que estudantes com índice de massa corpórea (IMC) acima de 30 entrassem em forma com três horas semanais de atividades físicas, além de acompanhamento nutricional e psicológico, de acordo com informações publicadas no site "Daily Beast".
Diria o antropólogo
Após longo período de estudo dos nativos da cidade do Rio de Janeiro, podemos observar que, depois de tanto tempo fazendo da bunda a principal - senão a única - fonte de rendimentos, o carioca alcançou um novo patamar evolucionário, transferindo para esta parte do corpo humano até mesmo as funções cognitivas.
Aqui não há nada que não se consiga estragar
Sei que nada vai acontecer e que nenhuma discussão mais profunda surgirá a partir disso, mas tem algo muito errado num campeonato onde clubes perdem de propósito ou, na melhor das hipóteses, não se esforçam para ganhar.
Como bom brasileiro, o futebol corria em meu sangue, mas, pouco a pouco, o interesse foi se esvaindo... Hoje mal tenho saco para acompanhar os jogos do meu time.
Como bom brasileiro, o futebol corria em meu sangue, mas, pouco a pouco, o interesse foi se esvaindo... Hoje mal tenho saco para acompanhar os jogos do meu time.
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