Outro dia, almoçando com colegas de trabalho, surgiu uma pequena polêmica em torno do nome do Ayrton Senna. Ele era isso, ele era aquilo. Minha impressão sobre ele não é das melhores, mas não passa disso: impressão. Uma impressão é resultado menos de análise que dos nossos preconceitos. Falei que era impossível ter qualquer opinião a respeito da pessoa Ayrton Senna apenas levando em consideração sua habilidade para dirigir. Se alguém poderia dizer algo sobre ele, somente poderia se alguém do seu convívio. Notei que algumas pessoas ouviram essa obviedade como se fosse uma revelação divina.
É interessante como uma grande parte das nossas opiniões é formada sem nenhuma base concreta. Em quantas ocasiões não passamos de uma caixa de reverberação, propagando a opinião de alguém sobre determinado assunto, sem nunca parar para examiná-la?
Quantas pessoas acham o americano idiota, o francês arrogante, o suíço frio, o caribenho alegre, etc. sem nunca ter tido um contato sequer, em toda sua vida, com um deles para corroborar ou questionar sua opinião? Quantas pessoas se acham liberais, socialistas, nazistas, etc. sem nunca terem avaliado o que essas coisas realmente significam?
Há algum tempo procuro fazer uma constante reavaliação das minhas opiniões para me certificar de que elas são realmente minhas ou se peguei emprestada de alguém. Se for minha mesmo, não me incomodo que seja estúpida pois temos mais chances de consertar uma opinião quando ela é verdadeiramente nossa. Se não for uma opinião originalmente minha, tento analisá-la o máximo possível. Caso eu tenha instrumentos - inclusive intelectuais - para validá-la, ela passa a fazer parte do meu repertório. Caso contrário, procuro me manter o mais neutro possível sobre o assunto, o que não me impede ter ter impressões sobre ele.
28 setembro 2008
Empreendedorismo
Igor faz uma dura crítica ao empresariado brasileiro. Até concordo, mas é importante lembrar que até a bancarrota em outros países é menos danosa que aqui. O ambiente é fundamental para que aqueles que desejam correr algum risco não paguem por ele pelo resto de suas vidas. Senti isso até um pouco na pele. Meu velho era um empreendedor nato. E pagou por isso morrendo em situação precaríssima.
Resumindo: sim, temos carência de empreendedores. Mas o Brasil não é um solo fértil para esse tipo de coisa.
Resumindo: sim, temos carência de empreendedores. Mas o Brasil não é um solo fértil para esse tipo de coisa.
27 setembro 2008
Ayaan Hirsi Ali kicking a liberal ass!
O que acontece quando um estúpido jornalista esquerdinha, típico exemplar do Homem-massa de Ortega y Gasset, entrevista alguém que é a prova viva de sua imbecilidade?
Isso:
Não deixem de ver os últimos segundos da entrevista.
Isso:
Não deixem de ver os últimos segundos da entrevista.
Dumb asses!
Distorting History.
Sem comentários... Começo a concordar com o Refém do Estado: os americanos, que vão eleger Obaminha Paz e Amor, de um modo geral são tão imbecis quanto os bananenses que elegeram Lulinha Paz e Amor. Acho que só temos maior quantidade de idiotas, mas os yankees estão correndo atrás do prejuízo e com muita determinação.
Sem comentários... Começo a concordar com o Refém do Estado: os americanos, que vão eleger Obaminha Paz e Amor, de um modo geral são tão imbecis quanto os bananenses que elegeram Lulinha Paz e Amor. Acho que só temos maior quantidade de idiotas, mas os yankees estão correndo atrás do prejuízo e com muita determinação.
Recordar é viver
Palavras "interessantes" de alguns representants após a adminstração Bush ter sugerido uma maior fiscalização da agência Freddie Mac and Fannie Mae em 2003 (grifos meus):
Via Greg Mankiw, que deve ter participado da elaboração desta proposta.
'These two entities -- Fannie Mae and Freddie Mac -- are not facing any kind of financial crisis,'' said Representative Barney Frank of Massachusetts, the ranking Democrat on the Financial Services Committee. ''The more people exaggerate these problems, the more pressure there is on these companies, the less we will see in terms of affordable housing.''
Representative Melvin L. Watt, Democrat of North Carolina, agreed.
''I don't see much other than a shell game going on here, moving something from one agency to another and in the process weakening the bargaining power of poorer families and their ability to get affordable housing,'' Mr. Watt said.
Via Greg Mankiw, que deve ter participado da elaboração desta proposta.
26 setembro 2008
Teoria da evolução
Dilbert e a teoria da evolução. Atentem para as palavras do aprentador da TV logo no início do programa.
25 setembro 2008
24 setembro 2008
Malvado
Se um super-herói gay fizer sucesso no cinema, todos os executivos de Roliúdi, esses exemplos de coragem, empreendimento e criatividade, vão querer dar uma abordagem gay aos super-heróis. Teremos um Batman que na verdade queria ser a Mulher-Gato, um Super-Homem que sente um desejo incontido de usar a roupa da Mulher-Maravilha, Lanterna-Verde pensando em mudar a cor do seu uniforme para Rosa-choque e assim vai.
Agora a bola da vez é o Super-Homem. Querem trazer à tona seu lado sombrio. Um dia ainda escrevo sobre essa mania de querer "explorar o lado malvado dos heróis." Para adiantar, lembro uma frase que não sei quem disse e nem mesmo o teor exato (*). Ela dizia, mais ou menos, que nada alegra mais um canalha que ver um justo cometer pecados.
(*) Quem souber o autor e a frase correta, favor dar um toque.
Update: um leitor me deu pistas que me levaram ao post do Reinaldão. Nos comentários, um leitor colocou a frase original, de André Gide:
"O grande prazer do devasso é arrastar à devassidão"
É por aí.
Agora a bola da vez é o Super-Homem. Querem trazer à tona seu lado sombrio. Um dia ainda escrevo sobre essa mania de querer "explorar o lado malvado dos heróis." Para adiantar, lembro uma frase que não sei quem disse e nem mesmo o teor exato (*). Ela dizia, mais ou menos, que nada alegra mais um canalha que ver um justo cometer pecados.
(*) Quem souber o autor e a frase correta, favor dar um toque.
Update: um leitor me deu pistas que me levaram ao post do Reinaldão. Nos comentários, um leitor colocou a frase original, de André Gide:
"O grande prazer do devasso é arrastar à devassidão"
É por aí.
23 setembro 2008
Mais uma
E mais uma mulher brasileira chega ao ápice de sua carreira:
É assim: seja lá qual for a carreira, o sucesso verdadeiro só vem quando uma revista masculina convida a mulher para posar nua.
A velejadora Isabel Swan, ganhadora da medalha de bronze em Pequim na classe 470, ao lado de Fernanda Oliveira, divulgou que estampará a capa da revista 'Vip', especializada em ensaios sensuais.
- Não sei ainda quando vai sair. Fiz o ensaio para amadurecer a idéia de posar nua. Antes, quero ver a reação das pessoas para não prejudicar a minha imagem. Eu quero agregar saúde e beleza ao que faço como atleta - afirmou Isabel, que nesta terça-feira ganhou 125g de ouro (R$ 6.375) da BM&FBovespa, por sua medalha.
É assim: seja lá qual for a carreira, o sucesso verdadeiro só vem quando uma revista masculina convida a mulher para posar nua.
22 setembro 2008
Indignação!
Estou profundamente indignado com o teor deste curso de reciclagem da polícia civil:
Inadmissível! Intolerável!
Quero deixar aqui minha sugestão para que isso não se repita: usem uma única cor para representar traficante e usuário! O verde, por exemplo.
Mas não esqueçam: o traficante é verde escuro e o usuário, verde claro.
O estereótipo do traficante de drogas negro e o usuário branco, dentro de um curso para a reciclagem de policiais civis. Parece estranho, mas foi o que flagramos durante a produção de uma matéria para a edição de domingo. Especialistas e advogados criticaram, o subchefe Ricardo Martins disse que vai tentar descobrir o que aconteceu e prometeu mudanças.
Inadmissível! Intolerável!
Quero deixar aqui minha sugestão para que isso não se repita: usem uma única cor para representar traficante e usuário! O verde, por exemplo.
Mas não esqueçam: o traficante é verde escuro e o usuário, verde claro.
E não é?
Sobre Sarah Palin e seus críticos:
Daqui.
Os critérios utilizados pelos nossos comentadores para desqualificá-la, por sua vez, embora muito elevados, embora muito justos, embora muito isentos, se fossem minimamente considerados pelos americanos, haveriam de desqualificar, além dela e em primeiro lugar, o próprio Obama. De onde concluímos que...
Daqui.
Medindo a inteligência
Uma boa régua para medir a inteligência de uma pessoa é observar sua capacidade de absorver novas informações e transformar isso em conhecimento verdadeiro. As pessoas com baixa capacidade cognitiva, não importando quão eruditas elas sejam, sempre tentam enquadrar os dados que recebem no padrão pré-existente em suas cacholinhas, em vez de criar novos padrões que transformem esses novos dados em informação.
Um exemplo clássico: quando uma pessoa inteligente lê alguém metendo pau no Brasil ou nos nos brasileiros ou em ambos, ela será capaz de apreender o conteúdo da crítica, avaliar se a crítica procede ou não e estabeler uma opinião própria a respeito do assunto. Quando uma pessoa intellectually challenged (eu juro que preferiria ser chamado de burro a ser chamado disso!) lê alguém metendo pau no Brasil, independente do conteúdo da crítica, a reação é uma só:
- Tá querendo imitar Diogo Mainardi!
Veja bem: não é que o crítico não esteja querendo imitar o Diogo Mainardi. O que a pessoa intellectually challenged não percebe é que as críticas ao Brasil ou aos brasileiros podem ter várias motivações e podem ser até mesmo conflitantes entre si. Ainda que a críticas de uma pessoa sejam mais ou menos coincidentes com as do colunista, não podemos esquecer que pessoas diferentes podem chegar às mesmas conclusões sobre determinado assunto. Se George W. Bush diz lá nos EUA que o Sol é quente e eu depois digo aqui no Bananão que o Sol é quente, não quer dizer que eu estou imitando ele. Apenas as evidências nos levaram à mesma conclusão.
Uma outra coisa é concordar com a opinião de alguém. Quando uso o verbo concordar estou assumindo que a pessoa leu, entendeu, ponderou e finalmente aceitou a opinião de alguém sobre determinado assunto. Se Olavo de Carvalho (para citar outro "polemista") faz uma afirmação, cabe à pessoa que não é intellectually challenged, ler ou ouvir o que ele expõs, entender o que ele está querendo dizer, ponderar e, finalmente, com base nas informações de que o leitor ou ouvinte já dispõe e também usando a lógica, aceitar, rejeitar o se manter neutra diante da posição exposta. Isso, ao meu ver, significa concordar ou discordar. Aceitar uma opinião sem a menor análise é tão grotesco quanto rejeitá-la do mesmo jeito.
Um exemplo clássico: quando uma pessoa inteligente lê alguém metendo pau no Brasil ou nos nos brasileiros ou em ambos, ela será capaz de apreender o conteúdo da crítica, avaliar se a crítica procede ou não e estabeler uma opinião própria a respeito do assunto. Quando uma pessoa intellectually challenged (eu juro que preferiria ser chamado de burro a ser chamado disso!) lê alguém metendo pau no Brasil, independente do conteúdo da crítica, a reação é uma só:
- Tá querendo imitar Diogo Mainardi!
Veja bem: não é que o crítico não esteja querendo imitar o Diogo Mainardi. O que a pessoa intellectually challenged não percebe é que as críticas ao Brasil ou aos brasileiros podem ter várias motivações e podem ser até mesmo conflitantes entre si. Ainda que a críticas de uma pessoa sejam mais ou menos coincidentes com as do colunista, não podemos esquecer que pessoas diferentes podem chegar às mesmas conclusões sobre determinado assunto. Se George W. Bush diz lá nos EUA que o Sol é quente e eu depois digo aqui no Bananão que o Sol é quente, não quer dizer que eu estou imitando ele. Apenas as evidências nos levaram à mesma conclusão.
Uma outra coisa é concordar com a opinião de alguém. Quando uso o verbo concordar estou assumindo que a pessoa leu, entendeu, ponderou e finalmente aceitou a opinião de alguém sobre determinado assunto. Se Olavo de Carvalho (para citar outro "polemista") faz uma afirmação, cabe à pessoa que não é intellectually challenged, ler ou ouvir o que ele expõs, entender o que ele está querendo dizer, ponderar e, finalmente, com base nas informações de que o leitor ou ouvinte já dispõe e também usando a lógica, aceitar, rejeitar o se manter neutra diante da posição exposta. Isso, ao meu ver, significa concordar ou discordar. Aceitar uma opinião sem a menor análise é tão grotesco quanto rejeitá-la do mesmo jeito.
A crise
Esqueça tudo o que você já leu sobre a crise nos EUA, principalmente a tal morte do liberalismo que nossos especialistas aqui estão anunciando. Vai no blog do Alexandre Schwartsman e lê o que ele escreveu sobre o assunto.
19 setembro 2008
18 setembro 2008
A cabecinha de um iluminado
Thomas Sowell costuma chamar a patota da esquerda-chique de anointed ou, em português, ungidos. Eles se acham os iluminados e tudo que fazem é, por isso mesmo, justificado.
Mais um belo exemplo de como essas cabecinhas funcionam: a fotógrafa foi contratada pela revista Atlantico para fotografar o candidato McCain. Como ela é uma cidadã consciente, claro que:
A fotógrafa é uma dedicada democrata e odeeeeeeeia o Jorgibuxi (todo mundo que é uma pessoa maravilhosa deve odiar o Jorgibuxi). Vocês acham que ela pensou em recusar a oferta de fotografar o McCain?
Interessante o ponto de vista da anointed, não? Quase um blame-the-victm! Se a revista supôs que ela seria profissional na hora de contratá-la o problema é da revista. Um anointed nunca está errado! Nunca! Ainda mais se tiver muito dinheiro envolvido na jogada.
Aí a baranga começa a perder trabalhos por causa dessa atitude antiética e antiprofissional e depois vem choramingar que está sendo perseguida e boicotada pelos malvados republicanos.
Mais um belo exemplo de como essas cabecinhas funcionam: a fotógrafa foi contratada pela revista Atlantico para fotografar o candidato McCain. Como ela é uma cidadã consciente, claro que:
But she didn’t bother to do much retouching on her McCain images. “I left his eyes red and his skin looking bad,” she says.
After getting that shot, Greenberg asked McCain to “please come over here” for one more set-up before the 15-minute shoot was over. There, she had a beauty dish with a modeling light set up. “That’s what he thought he was being lit by,” Greenberg says. “But that wasn’t firing.”
What was firing was a strobe positioned below him, which cast the horror movie shadows across his face and on the wall right behind him. “He had no idea he was being lit from below,” Greenberg says. And his handlers didn’t seem to notice it either. “I guess they’re not very sophisticated,” she adds.
A fotógrafa é uma dedicada democrata e odeeeeeeeia o Jorgibuxi (todo mundo que é uma pessoa maravilhosa deve odiar o Jorgibuxi). Vocês acham que ela pensou em recusar a oferta de fotografar o McCain?
Given her strong feelings about John McCain, we asked whether she had any reservations about taking the assignment in the first place.
“I didn’t,” she says. “It’s definitely exciting to shoot someone who is in the limelight like that. I am a pretty hard core Democrat. Some of my artwork has been pretty anti-Bush, so maybe it was somewhat irresponsible for them [The Atlantic] to hire me.”
Interessante o ponto de vista da anointed, não? Quase um blame-the-victm! Se a revista supôs que ela seria profissional na hora de contratá-la o problema é da revista. Um anointed nunca está errado! Nunca! Ainda mais se tiver muito dinheiro envolvido na jogada.
Aí a baranga começa a perder trabalhos por causa dessa atitude antiética e antiprofissional e depois vem choramingar que está sendo perseguida e boicotada pelos malvados republicanos.
17 setembro 2008
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