21 novembro 2006

Governo sabe tuuuuuudo

Isso é o que acontece quando o Estado acha que sabe o que é melhor para os outros:

SÃO PAULO - A Associação Brasileira das Empresas de Software - Abes, divulgou um estudo nesta semana, segundo o qual que aponta que 73% dos usuários que adquiriram seu primeiro PC por meio do programa governamental Computador Para Todos trocaram o sistema aberto Linux, requisito do programa, pelo Windows.

Agora a pergunta que fica é: por que diabos o governo precisa determinar a utilização de um sistema operacional específico? Me parece bastante evidente que a esmagadora maioria dos beneficiários do programa não deseja o Linux em seus computadores.

20 novembro 2006

Ah, as pesquisas...

Acaba de sair no Globo uma pesquisa que indica os EUA como "o país mais hostil a visitantes".

E lá vamos nós novamente:

A pesquisa, que consultou 2.011 viajantes internacionais de 16 diferentes países, foi conduzida pela RT Strategies para a Discover America Partnership, grupo lançado em setembro para promover viagens aos EUA e melhorar a imagem do país no exterior.

Qual o problema deste método? É que ele não avalia realmente qual país impõe mais dificuladades aos visitantes e sim qual país "dentre aqueles visitados pelos viajantes" oferece mais dificuldades. Não sei se alguém já tentou tirar visto para a Austrália mas, na última vez que eu dei uma olhada, era um pé no saco também.

Um exemplo da falha desse método, por exemplo, é que se me fosse perguntado qual o país mais pentelho que eu já visitei eu responderia Estados Unidos da América. Todos os demais países que eu já visitei não exigiam visto. E também não tiveram dois aviões entrando pelas janelas de seus prédios. Mas se me perguntassem qual o país mais pentelho do mundo, eu teria que responder: não sei.

A falha do método é tão flagrante que contradiz o volume de visitantes que escolhem os Estados Unidos como destino de suas viagens:

1o. lugar: França, com 75.1 milhões de visitantes
2o. lugar: Espanha, com 52.4 milhões de visitantes
3o. lugar: Estados Unidos, com 46.1 milhões de visitantes

Dados da Organização Mundial de Turismo referentes ao ano de 2004.

Se levarmos em consideração que França e Espanha, dada sua localização, são acessíveis a um número muito maior de estrangeiros - provenientes de outros países da Europa - do que os Estados Unidos, este 3o. lugar ganha outros contornos.

Ou seja: se a pesquisa estiver minimamente correta, o mundo é composto por um bando de masoquistas que sentem um desejo incontrolável de serem esculachados pelos agentes da imigração americana.

O tempo de espera para agendamento de entrevista para obtenção do visto é um dado objetivo que pode ser efetivamente medido. O mesmo não podemos dizer em relação à critérios subjetivos que dependem da percepção de cada indivíduo. Eu, que tenho mais de 20 entradas nos EUA, nunca me senti agredido ou ameaçado por nenhum oficial. Muito pelo contrário, alguns até brincam - na sua pobre ignorância - perguntando o que alguém do Brasil poderia ver de interessante nos EUA. Na pior das hipósteses foram diretos e objetivos.

Dependendo de como foi a viagem eu chego no destino com um determinado humor, o que afeta minha percepção de grosseria ou simpatia.

Ainda mais quando já vamos pré-dispostos a achar qualquer questionamento como algo ofensivo.

Para quem reclama do rigor, não custa lembrar esses numerozinhos: 9/11.

19 novembro 2006

Fábula

(Perdão pela mediocridade do estilo, mas vá lá...)

Diz a lenda que, um dia, no setor de controle de entrada de estrangeiros de um certo país latino-americano, se deu o seguinte episódio:

- Passaporte, por favor.
- Aqui está.
- Seja bem-vinda senhora... O que? Você de novo! Sra. Meritocracia, o que devemos fazer para deixar claro que a senhora é persona non grata "nestepaís"?
- Mas ainda?!
- Ainda, não! Sempre! Figuras como a senhora em nada se enquadram na nossa sociedade, muito pelo contrário: podem minar nossos valores mais prezados!
- Ah, mas eu queria tanto me estabelecer "nestepaís" um pouquinho. Eu acho que poderia ser tão útil aqui.
- De onde a senhora tirou essas idéias absurdas?
- Eu acompanho um pouco a mídia local e não pude deixar de perceber que, mesmo timidamente, algumas pessoas afirmam que gostariam da minha companhia.
- Deve ter havido algum engano. Provavelmente a senhora deve ter lido panfletos de propaganda dos inimigos do nosso maior ícone, a Sra. Mediocridade. Pessoalmente, eu gostaria de perseguir esses subversivos mas detalhes burocráticos me impedem. Ainda bem que eles são minoria. Posso garantir que sua companhia não é bem-vinda aqui.
- Puxa, mas tantos outros países apreciam minha companhia. Fazem de tudo para que eu continue por lá, cultivam minha presença.
- Azar o deles, minha senhora. Aqui temos outras prioridades.
- E o que eu faço agora?
- A senhora tem duas alternativas: voltar no mesmo pé ou entrar na Sala de Conversão.
- Sala de Conversão?!
- É, um projeto piloto resultado do esforço unificado das nossas maravilhosas universidades públicas.
- É o único jeito?
- Sim.
- Bem, então eu topo. Já venho querendo visitar "estepaís" faz tanto tempo. Não vou voltar daqui.

A Sra. Meritocracia entra na Sala de Conversão. Trata-se de um cubículo com um alto-falante na parede que cita repetidamente trechos de trabalhos dos intelectuais mais importantes "destepaís".

Cinco horas depois:

- A Sra. já pode sair.
- Já? Como o tempo passou rápido!
- Aqui está seu passaporte. Boa estada.

Pouco depois, chegando ao hotel:

- Bom dia, eu tenho uma reserva.
- Bom dia, senhora. Qual seu nome, por favor?
- Sra. Indolência.

Se a realidade desmente suas convicções...

... que se mude a realidade, ora bolas!

It's often preached and taken as gospel that the only way black people can progress is through racial politics and government programs, but how true is that? Let's look at it.

In 1940, poverty among black families was 87 percent and fell to 47 percent by 1960. Would someone tell me what anti-poverty program or civil-rights legislation accounted for this economic advance that exceeded any other 20-year interval? A significant chunk of that progress occurred through migration from rural areas in the South to big Northern cities. Between 1960 and 1980, black poverty fell roughly 17 percent and fell one percent during the '70s. Might this have been a continuation of a trend starting much earlier, or was it a miracle of the civil-rights movement or President Johnson's War on Poverty?

Dr. Thomas Sowell's research points out that in various skilled trades, the incomes of blacks relative to whites more than doubled between 1936 and 1959. What's more, the rise of blacks in professional and other high-level occupations was greater during the five years preceding the Civil Rights Act of 1964 than the five years afterward.

Ao ler um texto desses há quatro alternativas possíveis:

1) Confrontar os números e, caso eles se confirmem, concordar com o fato de que negros não precisam de políticas públicas especiais para se desenvolver;

2) Confrontar os números e, caso eles estejam errados, mostrar que somente através de políticas públicas especiais os negros conseguiram se desenvolver, logo tais políticas devem ser mantidas e ampliadas;

3) Ignorar completamente os argumentos e chamar Walter Williams e Thomas Sowell de racistas, nojentos e imundos. Aviso que essa alternativa tem falhas: ambos são negões!

4) Ignorar completamente os argumentos e chamar Walter Williams e Thomas Sowell de negros vendidos e lacaios dos brancos.

Ainda Friedman

É sério: a entrevista que eu mencionei no post anterior vai te ensinar mais sobre economia do que boa parte dos colunistas de economia dos nossos jornais.

Milton Friedman e porque estamos ferrados

Trecho de uma estrevista publicada no Estadão (via De Gustibus...):

Mas é verdade que um mercado competitivo não significa o conjunto todo da sociedade. Grande parte depende das qualidades da população e da nação na forma como organizam os aspectos da sociedade que não estão ligados ao mercado.

Ou seja, temos muito que trabalhar!

News

1) Tem novo blog no pedaço. O nome é sensacional, daqueles que despertam aquela invejazinha tipo "droga, por que não pensei nisso?": Selva Brasilis. Tive ótimas referências sobre autor.

2) Para quem não percebeu, mudei o cabeçalho do site. Acho que "Reality is out there" expressa melhor a visão que tenho "destepaís": um lugar onde as pessoas vivem em seu próprio mundo de faz-de-conta que não se parece nadinha com o mundo real.

17 novembro 2006

Bono e seus bonetes

Na cúpula do G20 em Melbourne (via Acredite Se Quiser):


Os primeiros manifestantes que chegaram à área da cúpula nesta sexta-feira montaram uma "embaixada" de orações na frente das barricadas. Eles pretendem acampar durante três dias e três noites. Alguns membros vão comer apenas arroz e água para demonstrar solidariedade com os pobres.

Quando li isso a primeira coisa que veio à minha cabeça foram as falas do rabugento House ao confrontar um médico (Sebastian) que se dedicava à causa da Tuberculose na África que se recusava a ter tratamento de ponta enquanto o mesmo tratamento era negado aos demais doentes africanos:

House: You are not the same as them (African TB patients). Your life is not the same, and you're cheapening everything they're going through by pretending you are!
Sebastian: I am the same, I'm not special.
House: You can't demand to be treated like any Third World sick person, and call a press conference!

País das maravilhas

O repórter Joe Sharkey está dando especial atenção no seu blog ao caso do acidente aéreo envolvendo o avião Legacy e o B737 da Gol.

Por mais duras que sejam as colocações (como chamar o Brasil de "rabbit hole in Wonderland") nossas "otoridades" estão se esmerando para fazer jus a elas.

No mesmo dia do acidente eu disse que iriam usar a nacionalidade dos pilotos para tentar jogar sobre eles a culpa do acidente. A cada dia que passa parece estar em andamento uma verdadeira "cover-ass operation".

São casos como esse que evidenciam o abismo que existe entre um país de primeiro mundo - no sentido amplo do termo - e uma republiqueta. Reter cidadãos estrangeiros sem acusação formal (a alegação é de que SE eles forem culpados ficará muito difícil ir atrás deles) é a maior prova de atraso que um país pode fornecer para o mundo.

Por essas e outras, sair gritando "sou brasileiro, com muito orgulho" só deve fazer sentido do lado de cá do "rabbit hole in Wonderland".

Pato Donald

Muito engraçado...

16 novembro 2006

E lá vêm eles novamente...

Essa patota é fogo. Decididamente eles não engoliram o resultado de referendo (ou consulta popular, ou sei lá o quê) sobre o Estatuto do Desarmamento. Foi divulgado hoje um estudo de um "especialista" (como eles adoram o termo) que procura provar:

1 - Pobreza gera violência
2 - Armas geram violência

Fui dar uma lida no tal estudo e me pareceu extremamente superficial. Alguns pontos me deixaram intrigado:

Não sei o porquê, mas o autor não detalhou os dados referentes às armas de fogo em todos os anos como fez com homicídios em geral. Este detalhamento é importantíssimo se o objetivo do estudo é provar que as políticas de desarmamento foram eficazes.

O estudo alega que "as mortes por armas de fogo, depois de longo período onde as cifras só aumentavam, caíram de 39.325 para 37.113". Ora, se neste balaio de gatos estão desde homicídios até as ações legais da polícia, passando por acidentes e suicídios (!!!!) não podemos tirar uma conclusão definitiva sobre o efeito das políticas públicas em relação aos homicídios já que os dados dos anos anteriores não foram detalhados. A diminuição de mortes de 39.325 para 37.113 pode ter sido em função da polícia ter matado menos criminosos em confrontos, da diminuição de suicídios ou da redução do número de acidentes com armas de fogo. Nenhum destes teria relação com políticas públicas de desarmamento.


Certamente nada disso é problema pois mesmo antes de chegar às considerações finais o autor já tinha descoberto que tudo ficou maravilhoso (" ocorreram 37.113 mortes") depois do início das políticas públicas de desarmamento.

O mundo ficou menos brilhante

Milton Friedman

O ceticismo

Concordo com cada palavra do Pedro:

Quem preconiza o ceticismo religioso e ao mesmo tempo condena o ceticismo político é, na mais generosa das hipóteses, um idiota.

Também nunca entendi pessoas tão céticas em relação à religião devotarem tanta fé na pureza dos ideais de pessoas como eu e você.

Minha teoria de botequim vocês devem lembrar: a necessidade de um sentido para a vida humana é algo gravado em nossa alma (ou genes, sei lá). Quando o homem moderno, por força da cultura anti-religiosa dos dias de hoje, descartou a religião como fonte de respostas para esse sentido, criou-se um vácuo que foi preenchido por figuras mundanas: políticos, celebridades, etc. A comparação ganha ainda mais sentido se você reparar que, para a maioria dos militantes políticos, a polarização esquerda/direita tem praticamente as mesmas propriedades da polarização Deus/Satanás.

Concordo com Pedro: não acreditar em Jesus Cristo como salvador é perfeitamente aceitável, mas deixar de acreditar em Jesus para ter a mesma fé em Lula, por exemplo, é idiotice.

15 novembro 2006

Nem comuni$ta, nem $ociali$ta

Concordo 100% com Reinaldo Azevedo:

Já lhes disse o que penso desses herdeiros modernos do bolchevismo. Um dos erros consiste em acusá-los de “socialistas”, de “comunistas”. Eu acho que eles continuam totalitários, violentos, potencialmente homicidas. Mas o movimento que está em curso no Brasil — e em boa parte dos países da América Latina — usa o comunismo e o socialismo como fachada. Ou ainda: usam um crime para lavar outro. Dizem-se comunistas e socialistas para que possam ser ladrões. O que não quer dizer que não nos mandariam todos para a cadeia ou não nos fuzilariam por crime de opinião. Se puderem, eles o farão.
Acho até que muitos, entre um vinho caro e um charuto cubano, devem fazer pouco dos militontos que lhes servem de bucha de canhão...

Dois pesos...

Diálogo real, ligeiramente adaptado pois estou citando de cabeça. Não posso divulgar os nomes dos envolvidos por questões éticas:

- Dizem que Saddam não era isso tudo de ruim, não. Eu sei que era uma ditadura, mas no tempo dele as universidades iraquianas se desenvolveram muito.
- Que interessante! O mesmo aconteceu com o Chile na época do Pinochet. Era uma ditadura mas o país se desenvolveu bastante e hoje é o mais avançado da América do Sul.
- Ah não, o caso do Pinochet era diferente.
- Ué, por quê?

Término do diálogo por incapacidade de prover uma resposta diferente de "Porque Pinochet é de direita."

Este é um caso clássico - com outro exemplo apontado pelo meu xará no final deste post - de quando as análises viram meras discussões políticas, mesmo neste caso em que a pessoa em questão nem era militante de coisa alguma. Acontece que o pensamento foi corrompido de tal forma que, diante de uma situação qualquer, primeiro analisam-se os agentes envolvidos (esquerda, direita, homem, mulher, pobre, rico, etc.) para depois adotar a linha de "raciocínio" adequada.

É por isso que Pinochet é um ditador nojento e Fidel um líder carismático; ter orgulho de ser negro é um ato louvável de amor à sua etnia e ter orgulho de ser branco é racismo abjeto; jogar papel na rua da janela do ônibus é falta de orientação e da janela do carrão é descaso pelo meio-ambiente e desconsideração, típica dos riquinhos, pelas pessoas com as quais compartilham o espaço público.

Reality in your face

Estou me deivertindo com a seção de comentários que O Globo criou para suas notícias. A falta de noção de boa parte dos leitores do jornal em relação a o que é o mundo real é espetacular. Cada dia que passa me convenço de que habitamos uma Matrix onde o Brasil é um país de extrema relevância no cenário mundial, um verdadeiro big player, e onde a cidade do Rio de Janeiro é mundialmente reconhecida por suas belíssimas praias.

Pausa para me recuperar...

Há algum tempo atrás o jornal relatou que o departamento de estado (ou sei lá que órgão era) americano estava alertando os turistas daquele país para os perigos de visitar o Rio de Janeiro. Como de costume, o espírito nacionalista se rebelou. Comentários irados condenavam o alerta, com aqueles argumentos elaboradíssimos que vocês já devem conhecer: uns diziam que era inveja dos americanos; outros diziam que era arrogância e outros - que provavelmente jamais tinham colocado a cara fora da cidade do Rio - alegavam que o Rio era tão perigoso quanto New York. Este último motivou um comentário de alguém aparentemente equilibrado e ponderado (cito de cabeça):

Gente, Nova York pode se dar esse luxo [ser tão violenta quanto o Rio] porque ela não é uma cidade turística como o Rio de Janeiro.

Apesar deste comentário ferir violentamente o senso comum do turista por vocação que vos escreve, deixei pra lá. Hoje, com um tempinho livre, resolvi fazer uma pesquisa básica. Tive problemas pois não consegui encontrar dados anualizados que mostrassem a entrada de turistas na cidade do Rio de Janeiro (só encontrei na Riotur dados de 2006 até Junho). Por isso fiz uma aproximação extremamente grosseira que ainda assim prova meu ponto:

Rio de Janeiro:

Visitantes domésticos: 3.624.000 *
Visitantes internacionais: 1.356.000 **
Total: 4.980.000

(*) Como a Riotur não tem os dados do ano 2005 (pelo menos não encontrei), peguei o maior valor mensal (Janeiro, aprox. 302 mil turistas) e multipliquei por 12. Uma aproximação bem grosseira se formos levar em conta que em Fevereiro foram 240 mil, mas tudo bem.

(**) Pelo mesmo motivo acima, peguei o maior valor mensal (Janeiro, 113 mil) e multipliquei por 12. Outra aproximação bem grosseira se formos levar em conta que em Junho o valor cai para 75 mil.

Ou seja, o total de turistas obtido é como se o Rio de Janeiro tivesse uma atividade turística, ao longo de todo o ano, igual ao seu melhor mês.

New York:

Como o ano não acabou ainda, só temos forecasts (previsões) para 2006 no site de turismo da cidade. Não vou dar mole para gringo, não. Vou usar o pior indicador desde 1998:

Visitantes internacionais e domésticos (1998): 33.100.000

E olha que eu realmente esfolei os gringos porque o total de 2005 foi de 42.600.000 e o esperado para 2006 é de 44.400.000.

Ou seja o turismo da Cidade Maravilhosa é quase 1/7 do turismo na Grande Maçã.

E nem vou entrar no mérito da qualidade dos turistas que vêm para cá...

Não é demérito nenhum estar atrás de uma grande potência como os EUA no quesito turismo. Acontece que, para pelo menos chegarmos perto da grana que eles movimentam com essa atividade (os turistas gastaram 22.8 bilhões de dólares somente em New York no ano de 2005), temos que parar de brincar de faz de conta e começar a trabalhar sério.

Percebam a diferença (dados de 2004. Fonte: Organização Mundial de Turismo):

United States:

International Tourism Receipts (US$ million): 74,481
Market share in the region (%): 56.6

Brazil:

International Tourism Receipts (US$ million): 3,222
Market share in the region (%): 2.4

Globalização

Meu xará indicou um estudo feito pelo Federal Reserve Bank de Dallas sobre globalização. Vale uma lida.

O Brasil se encontra no grupo dos países menos globalizados (Grupo I). Repare nos gráficos da página 12 como, "coincidentemente", os países deste grupo apresentam os piores indicadores entre todos os grupos analisados.

E assim a gente vai levando...

Nego só pode estar de sacanagem

Estava eu procurando material para fazer um post sobre o pessoal que mora nos melhores bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro (Ipanema, Leblon e cercanias) e não tem a menor idéia do que seja viver por exemplo em Cascadura ou Madureira. Acidentalmente caí na página da Wikitravel destinada ao Rio de Janeiro. Uma peça de ficção:

Na medida que o turista passa a conhecer a cidade do Rio de Janeiro, alguns tabus começam a ser quebrados como por exemplo a respeito do transporte. Cicular na cidade do Rio de Janeiro é muito fácil. Seja pela rapidez e conforto do metrô, aerobarcos e catamarãs, seja pelo baixo valor do táxi, comparado a outras cidades, seja pela longa distância e baixas tarifas cobradas pelos ônibus em relação a outras cidades.

Portanto, não se preocupe quanto ao transporte. Dispondo de um mínimo de dinheiro, você poderá fazer passeios por qualquer um dos transportes sem gastar muito como você poderia gastar em outras cidades.

Engraçado que a página da Wikipedia destinada ao Rio: diz justamente o contrário:

A cidade do Rio de Janeiro possui, em proporção a seu tamanho como metrópole, o pior sistema de transportes por ônibus do mundo (...)

Trabalho infantil

O Brasil precisa se decidir: afinal é contra ou a favor do trabalho infantil? Ou é apenas contra o trabalho infantil que não é glamouroso, tipo arrumar a cama e ajudar nas demais tarefas de casa? (Juro que já vi uma propaganda do governo federal dizendo que era exploração fazer uma criança arrumar sua própria cama)

Nascida em Jundiaí, numa família de classe média, Carolina sonhava em ser modelo desde criança. Após vencer um concurso realizado no interior, foi "descoberta" por uma olheira de agência e começou a trabalhar com 13 anos.

A morte do Superman

Nós observamos, perplexos, as tragédias (via De Gustibus...) que vão acontecendo no mundo ao nosso redor e fica a pergunta: será que o Super-homem de Nietzsche finalmente encontrou sua Kriptonita?