Ótimo texto do Igor Taam.
"Um dos maiores sinais de decadência de um país não é a fuga de cérebros para o exterior, mas a atual e quase despercebida corrida aos concursos públicos, a criação de uma geração ainda maior da classe média advinda do funcionalismo. As boas inteligências deveriam estar incentivadas a buscar recompensas na própria sociedade. Ao invés disso, os brasileiros acreditam menos e menos que seu trabalho, seu talento e criatividade serão bem pagos, recebidos, notados, úteis, importantes. A vida de iniciativa está desvalorizada, e os concursos são a forma em que as pessoas reagem a esse declínio: as melhores expectativas de ganhos, antiga atração do mercado, foram incorporadas ao serviço público."
Não precisa ser nenhum antropólogo para perceber que estamos diante de uma nova versão, tropicalizada, do eternizado homo sovieticus: o homo bananus.
31 agosto 2006
Ame-o ou...
Há mais ou menos uns 15 anos venho dizendo que quem puder que saia do país. Achou uma oportunidade fora do eixo latino-socialista? Vai nessa!
Curiosamente, muitas das pessoas que sempre retrucavam, atribuindo-me a adjetivo "pessimista", já debandaram para outras pradarias (alguns após darem uma chance ao Lula em 2002, não é irônico?).
A mistura da cultura nômade indígena que havia por aqui com a dos exploradores portugueses gerou uma combinação a qual poucos países podem resistir: um povo que não se preocupa nada em criar um ambiente socialmente saudável para se viver em longuíssimo prazo.
O lado explorador faz com que os indivíduos não se interessem nada por construir um lar, algo duradouro que servirá de moradia para seus descendentes. Sujam as ruas, barbarizam o trânsito, emporcalham a cultura, enfim, agem como se, após terminado o período de exploração, pudessem voltar para a metrópole para usufruir das riquezas acumuladas.
O lado nômade faz com que, ao constatar que o comportamento socialmente destrutivo que tiveram durante gerações tornou seu bairro, cidade, estado ou, em última instância, seu país inabitável, os habitantes abandonem tudo e partam para um lugar melhor.
É ou não uma mistura que arrasa qualquer civilização?
PS: Claro que isso não é uma crítica a quem deixou o país (mesmo porque esse é meu objetivo). Essa é uma crítica àqueles que ajudaram a destruir o Brasil e, após terminado o serviço, deixaram o que sobrou para trás.
Curiosamente, muitas das pessoas que sempre retrucavam, atribuindo-me a adjetivo "pessimista", já debandaram para outras pradarias (alguns após darem uma chance ao Lula em 2002, não é irônico?).
A mistura da cultura nômade indígena que havia por aqui com a dos exploradores portugueses gerou uma combinação a qual poucos países podem resistir: um povo que não se preocupa nada em criar um ambiente socialmente saudável para se viver em longuíssimo prazo.
O lado explorador faz com que os indivíduos não se interessem nada por construir um lar, algo duradouro que servirá de moradia para seus descendentes. Sujam as ruas, barbarizam o trânsito, emporcalham a cultura, enfim, agem como se, após terminado o período de exploração, pudessem voltar para a metrópole para usufruir das riquezas acumuladas.
O lado nômade faz com que, ao constatar que o comportamento socialmente destrutivo que tiveram durante gerações tornou seu bairro, cidade, estado ou, em última instância, seu país inabitável, os habitantes abandonem tudo e partam para um lugar melhor.
É ou não uma mistura que arrasa qualquer civilização?
PS: Claro que isso não é uma crítica a quem deixou o país (mesmo porque esse é meu objetivo). Essa é uma crítica àqueles que ajudaram a destruir o Brasil e, após terminado o serviço, deixaram o que sobrou para trás.
Duh!
Não precisa ser gênio da política para chegar a essa conclusão:
"- É desinformação da população? Não, não é. Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste país, todos concordarão ou a grande maioria que o presidente sabia de tudo; então votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não é só da classe política, não, parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira."
Sempre fui absolutamente contrário à teoria de que o Brasil não vai pra frente por causa dos seus políticos. Ora, nossos políticos não são importados, são amostras da nossa população. Na época da ditadura ainda havia a desculpa de que eles nos eram impostos e não podíamos escolhê-los. Com a "democratização" esta esfarrapadíssima desculpa foi por terra. O que vemos hoje é resultado da escolha da população.
Somos um país corrupto, atrasado e beirando a barbárie porque assim é seu povo. Seria até um contra-senso exigir o contrário dos nossos políticos.
"- É desinformação da população? Não, não é. Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste país, todos concordarão ou a grande maioria que o presidente sabia de tudo; então votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não é só da classe política, não, parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira."
Sempre fui absolutamente contrário à teoria de que o Brasil não vai pra frente por causa dos seus políticos. Ora, nossos políticos não são importados, são amostras da nossa população. Na época da ditadura ainda havia a desculpa de que eles nos eram impostos e não podíamos escolhê-los. Com a "democratização" esta esfarrapadíssima desculpa foi por terra. O que vemos hoje é resultado da escolha da população.
Somos um país corrupto, atrasado e beirando a barbárie porque assim é seu povo. Seria até um contra-senso exigir o contrário dos nossos políticos.
30 agosto 2006
Back to business
Voltei ao bananão.
E já me deparo com uma piadinha típica:
"Foi só um brasileiro ir pro espaço e já sumiu um planeta"
E já me deparo com uma piadinha típica:
"Foi só um brasileiro ir pro espaço e já sumiu um planeta"
19 agosto 2006
Adendo
Pior que muitos dos que apoiaram a medida do tal coronel - e posso afirmar sem medo de ser leviano - são os mesmos a perguntarem, quando pegos cometendo uma infração, "como a gente pode resolver isso?".
Cambada de hipócritas!
Cambada de hipócritas!
Povinho merda, cara
Vejo que uma boa quantidade de leitores do Globo - podemos dizer que é a classe mérdia do país - apoiou uma medida que um coronel tomou num batalhão da PM, forçando seus soldados a declararem quantias superiores a R$50,00 que tivessem na carteira. Isso é um absurdo tão grande, mas tão grande que eu tenho até vergonha de ser conterrâneo dessas pessoas que alegremente sacrificam os direitos alheios em troca de qualquer falsa promessa de segurança.
F**da é ler uma nóticia dessas depois de passar a tarde em museus destinados a celebrar a liberdade. Dá vontade de pedir asilo político.
F**da é ler uma nóticia dessas depois de passar a tarde em museus destinados a celebrar a liberdade. Dá vontade de pedir asilo político.
14 agosto 2006
11 agosto 2006
Edição extra - 2
Interrompemos nosso recesso para comentar as palavras de uma viúva do comunismo.
Juro que não acreditei quando vi esta chamada para a coluna do Luiz Garcia:
"Ideais da revolução correm risco de ser sepultados com Fidel"
Não pude crer que ainda alguém são pudesse falar com tanto carinho dos tais ideais da revolução.
Mas é exatamente essa preocupação que ele demonstra na sua coluna de hoje (link móvel).
"Em maio passado, Fidel lançou o programa que batizou de Batalha das Idéias, comandado pela União da Juventude Comunista. Trata-se, diz Anderson, de versão cubana, um tanto menos radical, da Revolução Cultural chinesa. Um comando central organiza demonstrações e recruta batalhões de 'trabalhadores sociais' para forçar adesão popular a iniciativas oficiais.
A Batalha das Idéias visa a reengajar o povo na defesa dos ideais da revolução. Pelo que se percebe das informações e análises de Jon Lee Anderson, ela corre sério risco de ser sepultada no túmulo de Fidel."
Juro que não acreditei quando vi esta chamada para a coluna do Luiz Garcia:
"Ideais da revolução correm risco de ser sepultados com Fidel"
Não pude crer que ainda alguém são pudesse falar com tanto carinho dos tais ideais da revolução.
Mas é exatamente essa preocupação que ele demonstra na sua coluna de hoje (link móvel).
"Em maio passado, Fidel lançou o programa que batizou de Batalha das Idéias, comandado pela União da Juventude Comunista. Trata-se, diz Anderson, de versão cubana, um tanto menos radical, da Revolução Cultural chinesa. Um comando central organiza demonstrações e recruta batalhões de 'trabalhadores sociais' para forçar adesão popular a iniciativas oficiais.
A Batalha das Idéias visa a reengajar o povo na defesa dos ideais da revolução. Pelo que se percebe das informações e análises de Jon Lee Anderson, ela corre sério risco de ser sepultada no túmulo de Fidel."
30 julho 2006
Edição extra
Interrompemos o recesso para comentar os acontecimentos recentes no Líbano.
Hoje vemos o maior exemplo do que vem a ser Guerra Assimétrica:
"Objetivo da Guerra Assimétrica
Como já vimos, o objetivo da guerra é impor uma vontade. De forma mais clara, o objetivo da guerra assimétrica é o mesmo da guerra irregular, ou seja, exaurir o inimigo, desgastá- lo internamente, de tal modo, que com o correr do tempo, ele estará enfraquecido de tal forma, não só física como psicologicamente, que se mostrará incapaz de uma volição política. O objetivo central é a imobilização operacional do adversário. A imobilização do adversário significa sempre numa guerra o começo da vitória. Assim o é também na guerra assimétrica.
Ao término da guerra assimétrica se tem muito mais uma vitória política do que uma vitória militar. A guerra assimétrica é muito mais a guerra do político. Por isso, quem conduzir uma guerra assimétrica deve procurar evitar teste diretos de poder e buscar, ao invés disso, tirar a estabilidade, surpreender, exaurir o adversário, para desequilibrá- lo. O seu maior objetivo deve ser o de mitigar intelectual e moralmente o adversário."
(...)
"Sabemos que toda arma tem um alvo adequado. A guerra assimétrica não oferece alvos a um dos lados e oferece qualquer oportunidade como alvo ao outro. Em função disso, em um dos lados há muita dificuldade no emprego de determinados tipos de armas militares e no outro há a ampla possibilidade de se empregar qualquer facilidade como arma."
(...)
"Na verdade, do lado dos militantes, todos são passíveis de serem classificados como militantes potenciais, portanto, não é fácil estabelecer uma clara divisão entre militantes e não militantes. Todavia, os militantes podem ser divididos entre:
Militantes atuantes; e
Militantes simpatizantes.
Os atuantes são aqueles que lutam na guerra assimétrica. Os atuantes se inserem no meio dos simpatizantes. São como sal se diluindo na água. Os atuantes formam os chamados grupos de ação e são os participantes dos núcleos ou das células que se envolvem diretamente nas ações de combate. Quanto menor for efetivo dos atuantes e quanto menor apoio possuírem na população, melhores e mais bem treinados devem ser os grupos de ação.
Os simpatizantes se dividem em simpatizantes ativos e simpatizantes passivos. Os simpatizantes ativos se envolvem no apoio às ações de luta. Os simpatizantes passivos só exercem sua ação pela empatia que demonstram com os demais militantes, ao adotarem uma posição de ausência sensitiva do processo: nada vêem, nada ouvem e nada falam. Há uma fluidez de posição ao longo do combate entre atuantes e simpatizantes e nestes entre simpatizantes ativos e passivos. Uns passam a ser outros e vice-versa com o correr do tempo."
(...)
"A simpatia da população é sem dúvida o melhor disfarce que os militantes possuem, mas, essa simpatia não substitui o terreno nem as condições populacionais adequadas. Duas áreas são extremamente propícias à guerra assimétrica e à guerra irregular. Estas áreas são as áreas de baixíssima densidade populacional, que impedem a observação ou tornam o reconhecimento no mínimo improvável, e as áreas de altíssima densidade onde pequenos grupos ou indivíduos são absorvidos ou engolidos pela coletividade."
(...)
"O soldado está preso às convenções da guerra e o militante está liberto de tudo, que não as regras de sua luta."
E assim vai... Vale a pena ler o documento todo.
PS: Por lar em guerra assimétrica, os mísseis do Rebolá devem ser de segunda categoria porque não vi nenhuma foto de um israelense morto até agora. Sai uma nota ou outra no jornal mas quem me garante que não é notícia plantada pelo governo de Israel? Hein? Hein?
Hoje vemos o maior exemplo do que vem a ser Guerra Assimétrica:
"Objetivo da Guerra Assimétrica
Como já vimos, o objetivo da guerra é impor uma vontade. De forma mais clara, o objetivo da guerra assimétrica é o mesmo da guerra irregular, ou seja, exaurir o inimigo, desgastá- lo internamente, de tal modo, que com o correr do tempo, ele estará enfraquecido de tal forma, não só física como psicologicamente, que se mostrará incapaz de uma volição política. O objetivo central é a imobilização operacional do adversário. A imobilização do adversário significa sempre numa guerra o começo da vitória. Assim o é também na guerra assimétrica.
Ao término da guerra assimétrica se tem muito mais uma vitória política do que uma vitória militar. A guerra assimétrica é muito mais a guerra do político. Por isso, quem conduzir uma guerra assimétrica deve procurar evitar teste diretos de poder e buscar, ao invés disso, tirar a estabilidade, surpreender, exaurir o adversário, para desequilibrá- lo. O seu maior objetivo deve ser o de mitigar intelectual e moralmente o adversário."
(...)
"Sabemos que toda arma tem um alvo adequado. A guerra assimétrica não oferece alvos a um dos lados e oferece qualquer oportunidade como alvo ao outro. Em função disso, em um dos lados há muita dificuldade no emprego de determinados tipos de armas militares e no outro há a ampla possibilidade de se empregar qualquer facilidade como arma."
(...)
"Na verdade, do lado dos militantes, todos são passíveis de serem classificados como militantes potenciais, portanto, não é fácil estabelecer uma clara divisão entre militantes e não militantes. Todavia, os militantes podem ser divididos entre:
Militantes atuantes; e
Militantes simpatizantes.
Os atuantes são aqueles que lutam na guerra assimétrica. Os atuantes se inserem no meio dos simpatizantes. São como sal se diluindo na água. Os atuantes formam os chamados grupos de ação e são os participantes dos núcleos ou das células que se envolvem diretamente nas ações de combate. Quanto menor for efetivo dos atuantes e quanto menor apoio possuírem na população, melhores e mais bem treinados devem ser os grupos de ação.
Os simpatizantes se dividem em simpatizantes ativos e simpatizantes passivos. Os simpatizantes ativos se envolvem no apoio às ações de luta. Os simpatizantes passivos só exercem sua ação pela empatia que demonstram com os demais militantes, ao adotarem uma posição de ausência sensitiva do processo: nada vêem, nada ouvem e nada falam. Há uma fluidez de posição ao longo do combate entre atuantes e simpatizantes e nestes entre simpatizantes ativos e passivos. Uns passam a ser outros e vice-versa com o correr do tempo."
(...)
"A simpatia da população é sem dúvida o melhor disfarce que os militantes possuem, mas, essa simpatia não substitui o terreno nem as condições populacionais adequadas. Duas áreas são extremamente propícias à guerra assimétrica e à guerra irregular. Estas áreas são as áreas de baixíssima densidade populacional, que impedem a observação ou tornam o reconhecimento no mínimo improvável, e as áreas de altíssima densidade onde pequenos grupos ou indivíduos são absorvidos ou engolidos pela coletividade."
(...)
"O soldado está preso às convenções da guerra e o militante está liberto de tudo, que não as regras de sua luta."
E assim vai... Vale a pena ler o documento todo.
PS: Por lar em guerra assimétrica, os mísseis do Rebolá devem ser de segunda categoria porque não vi nenhuma foto de um israelense morto até agora. Sai uma nota ou outra no jornal mas quem me garante que não é notícia plantada pelo governo de Israel? Hein? Hein?
29 julho 2006
Filadélfia aí vou eu...
Por motivo de trabalho, passarei 4 semanas em Nova Jersey, bem próximo com a fronteira com a Pensilvânia. Tava meio cabisbundo por não estar indo para um hot spot turístico, mas uma breve pesquisa me mostrou que a luta contra ignorância é realmente uma batalha contínua.
Num site de informações turísticas sobre a Filadélfia vi que há muita coisa interessante, principalmente em termos históricos, para se ver naquela que foi a primeira capital americana.
Sem contar que Nova Iorque está logo ali...
Nos vemos no final de Agosto.
Num site de informações turísticas sobre a Filadélfia vi que há muita coisa interessante, principalmente em termos históricos, para se ver naquela que foi a primeira capital americana.
Sem contar que Nova Iorque está logo ali...
Nos vemos no final de Agosto.
Apanhado
Sabe aquelas as besteiras todas que a gente ouve falar por aí sobre questões raciais? Pois é, este texto conseguiu reunir todas elas num lugar só. Fica até difícil escolher o clichê mais destacado, mas esse é imbatível:
"Nunca é demais repetir que, no Brasil, pobreza tem cor e é negra."
Outros trechos que merecem destaque:
"Mas a velocidade de ascensão dos negros é sempre menor."
É que nóis temo pobrema pra aprendê, dotô! Mas com a ajuda do sinhozinho nóis chega lá. E o senhô vai pudê dormir sastifeito de tê ajudado nóis a ter uma migalha do que vocês têm...
Tem esse também:
"Pesquisas novas e velhas confirmam uma espantosa resistência social à inclusão de pobres e, entre esses, dos negros."
Onde está essa resistência? Quem a pratica? Que pesquisas são essas?
E pra finalizar:
"Sem isso, nascer negro continuará a ser o caminho mais natural para crescer pobre."
Por isso que nóis precisa da ajuda dos sinhozinho, né?
Como sempre, mais um amontoado de bullshit...
"Nunca é demais repetir que, no Brasil, pobreza tem cor e é negra."
Outros trechos que merecem destaque:
"Mas a velocidade de ascensão dos negros é sempre menor."
É que nóis temo pobrema pra aprendê, dotô! Mas com a ajuda do sinhozinho nóis chega lá. E o senhô vai pudê dormir sastifeito de tê ajudado nóis a ter uma migalha do que vocês têm...
Tem esse também:
"Pesquisas novas e velhas confirmam uma espantosa resistência social à inclusão de pobres e, entre esses, dos negros."
Onde está essa resistência? Quem a pratica? Que pesquisas são essas?
E pra finalizar:
"Sem isso, nascer negro continuará a ser o caminho mais natural para crescer pobre."
Por isso que nóis precisa da ajuda dos sinhozinho, né?
Como sempre, mais um amontoado de bullshit...
Hã?
Início da sinopse do filme "Diabo a quatro", de Alice de Andrade:
"Rita de Cássia, desiludida com a vida de babá, resolve se prostituir. (...)"
Nem li o resto.
Depois nego me pergunta por que não gosto de cinema nacional... ;-)
"Rita de Cássia, desiludida com a vida de babá, resolve se prostituir. (...)"
Nem li o resto.
Depois nego me pergunta por que não gosto de cinema nacional... ;-)
23 julho 2006
Politics no more
Raramente vocês verão, de agora em diante, algum comentário político neste cafofo. Algumas zoações, provavelmente, mas nada muito profundo.
Como esperar um ambiente político minimamente sadio onde nada mais o é.
Esperar que um país moralmente podre [Claro que eu generalizei!] como o Brasil tenha bons políticos é até covardia com estes. Num país onde tudo é podre [Oops! I did it again!], porque apenas os políticos deveriam ser exemplos de moralidade?
Faça-se a seguinte pergunta: se viola as mais básicas regras de trânsito por nada, por que um político não violaria uma lei para faturar uma grana altíssima?
Outro dia uma conhecida disse que precisava acreditar que isso aqui tem jeito. Até entendo sua preocupação de mãe, mas isto está menos para esperança que para a psicose.
Alías, leiam esta definição de psicose:
"Quando alguém nos conta uma história realista dependendo da confiança que temos nessa pessoa acreditaremos na história. Na medida em que constatamos indícios de que a história é falsa começamos a pensar que nosso amigo se enganou ou que no fundo não era tão confiável assim. Nesse evento o que se passou? Primeiro, um fato é admitido como verdadeiro, depois novos conhecimentos ligados ao primeiro são adquiridos, por fim a confrontação dos fatos permite a verificação de uma discordância. Do raciocínio lógico surgiu um questionamento. Essa forma de proceder provavelmente é exercida diariamente por todos nós. A forma de conduzir idéias confrontando-as com os fatos é uma maneira de estabelecer o contato com a realidade. O que aconteceria se essa função mental não pudesse mais ser executada? Estaríamos diante de um estado psicótico!
Pois bem, o aspecto central da psicose é a perda do contato com a realidade, dependendo da intensidade da psicose."
Não resta mais nada a fazer a não ser aceitar o fato de que estamos nos tornando um país de psicóticos, incapazes de confrontar as informações que nos são dadas com a realidade que nos rodeia.
Como esperar um ambiente político minimamente sadio onde nada mais o é.
Esperar que um país moralmente podre [Claro que eu generalizei!] como o Brasil tenha bons políticos é até covardia com estes. Num país onde tudo é podre [Oops! I did it again!], porque apenas os políticos deveriam ser exemplos de moralidade?
Faça-se a seguinte pergunta: se viola as mais básicas regras de trânsito por nada, por que um político não violaria uma lei para faturar uma grana altíssima?
Outro dia uma conhecida disse que precisava acreditar que isso aqui tem jeito. Até entendo sua preocupação de mãe, mas isto está menos para esperança que para a psicose.
Alías, leiam esta definição de psicose:
"Quando alguém nos conta uma história realista dependendo da confiança que temos nessa pessoa acreditaremos na história. Na medida em que constatamos indícios de que a história é falsa começamos a pensar que nosso amigo se enganou ou que no fundo não era tão confiável assim. Nesse evento o que se passou? Primeiro, um fato é admitido como verdadeiro, depois novos conhecimentos ligados ao primeiro são adquiridos, por fim a confrontação dos fatos permite a verificação de uma discordância. Do raciocínio lógico surgiu um questionamento. Essa forma de proceder provavelmente é exercida diariamente por todos nós. A forma de conduzir idéias confrontando-as com os fatos é uma maneira de estabelecer o contato com a realidade. O que aconteceria se essa função mental não pudesse mais ser executada? Estaríamos diante de um estado psicótico!
Pois bem, o aspecto central da psicose é a perda do contato com a realidade, dependendo da intensidade da psicose."
Não resta mais nada a fazer a não ser aceitar o fato de que estamos nos tornando um país de psicóticos, incapazes de confrontar as informações que nos são dadas com a realidade que nos rodeia.
Como veadinhos na selva...
É interessante notar os comentários inseridos nas notícias policiais que relatam o ataque de criminosos: "não havia policiamento", "não havia viaturas da polícia no local".
Aparentemente trata-se de uma exigência pertinente, mas revela claramente porque a coisa não tem mais jeito: é senso comum a idéia de que o crime é a normalidade e apenas a ação do Estado impede a atuação dos criminosos.
Não existe Estado no mundo que seja capaz de policiar todas as regiões dentro das suas fronteiras. É humanamente impossível. É aquela velha estória do cobertor curto: enquanto a viatura está aqui, ladrões agem ali e vice-versa.
Na "melhor" das hipóteses o Estado tenta policiar regiões freqüentadas por turistas ou por pessoas politicamente influentes, capazes de mexerem seus pauzinhos para colocar uma viatura na porta de suas residências (como hipoteticamente faz uma determinada família, dona de uma determinada rede de televisão). Mesmo neste caso, os recursos são escassos e, enquanto as viaturas estão em Copacabana, a bandidagem corre para as Paineiras. Agora que morreu um turista nas Paineiras, algumas viaturas correrão para lá e outra região ficará desguarnecida.
Costumo dizer que ser carioca hoje é ser como um cervo na selva. Diariamente os cervos vão para o pasto sabendo que seus predadores estarão lá à espreita. Mesmo assim, eles vão e tudo que lhes resta é torcer para não ser a presa do dia. Quando o leão ataca é aquele bundalelê mas, 30 ou 40 minutos depois, lá estão os cervos de volta ao pasto, torcendo...
É o ciclo da vida no Rio de Janeiro.
Aparentemente trata-se de uma exigência pertinente, mas revela claramente porque a coisa não tem mais jeito: é senso comum a idéia de que o crime é a normalidade e apenas a ação do Estado impede a atuação dos criminosos.
Não existe Estado no mundo que seja capaz de policiar todas as regiões dentro das suas fronteiras. É humanamente impossível. É aquela velha estória do cobertor curto: enquanto a viatura está aqui, ladrões agem ali e vice-versa.
Na "melhor" das hipóteses o Estado tenta policiar regiões freqüentadas por turistas ou por pessoas politicamente influentes, capazes de mexerem seus pauzinhos para colocar uma viatura na porta de suas residências (como hipoteticamente faz uma determinada família, dona de uma determinada rede de televisão). Mesmo neste caso, os recursos são escassos e, enquanto as viaturas estão em Copacabana, a bandidagem corre para as Paineiras. Agora que morreu um turista nas Paineiras, algumas viaturas correrão para lá e outra região ficará desguarnecida.
Costumo dizer que ser carioca hoje é ser como um cervo na selva. Diariamente os cervos vão para o pasto sabendo que seus predadores estarão lá à espreita. Mesmo assim, eles vão e tudo que lhes resta é torcer para não ser a presa do dia. Quando o leão ataca é aquele bundalelê mas, 30 ou 40 minutos depois, lá estão os cervos de volta ao pasto, torcendo...
É o ciclo da vida no Rio de Janeiro.
Cariocas curtindo um solzinho
22 julho 2006
Novela de altíssimo nível
(Post baseado no que tenho lido da tal novela na internet)
Dois amigos conversam animadamente sobre um filme de sacanagem:
- Aí, a mulher perguntou pro entregador de pizza, fazendo aquela carinha sapeca: "estou sem dinheiro em casa, como posso pagar pela pizza?" E os dois foram logo tirando a roupa e...
Neste momento mais um amigo se mete na conversa:
- Ah, vocês também viram "Páginas da vida" ontem?
PS: Estuda-se mudar o nome da novela para "Vaginas da vida"
Dois amigos conversam animadamente sobre um filme de sacanagem:
- Aí, a mulher perguntou pro entregador de pizza, fazendo aquela carinha sapeca: "estou sem dinheiro em casa, como posso pagar pela pizza?" E os dois foram logo tirando a roupa e...
Neste momento mais um amigo se mete na conversa:
- Ah, vocês também viram "Páginas da vida" ontem?
PS: Estuda-se mudar o nome da novela para "Vaginas da vida"
17 julho 2006
Fred - o reacionário - Reed
Minha maior diversão ao ler um texto do Fred Reed, mesmo quando não concordo com ele, é imaginar a espuma saindo do canto da boca de um progressista, politicamente correto e socialmente responsável ao dar de cara com algo como isso:
"Boys need someone who can control them until, in a few years, the internal controls are in place. Women can’t do it. Therefore we have police in the schools, and we drug boys into somnolence with amphetamines. Parents, instead of even trying to control their kids, will litigate.
Boys cease to be students and become problems, so teachers don’t like them.
Further, in the schools today we have feminization, feminization, feminization. Instead of treating girls like girls, and boys like boys, all are expected to be girls. It doesn’t work. Boys by their very nature like to roughhouse. They like contact sports. You don’t have to force them to play football. They are competitive. Women don’t understand this, and what they don’t understand, they outlaw. Today estrogenated school after estrogenated school bans dodge ball as too dangerous, outlaws tag ('They get too rough,” meaning too rough for Mrs. Teacher), and insists on “groups games led by a caring adult.'
It is hideous for boys. Everything they are, it isn’t. 'Ohhhhh, let’s have a caring non-competitive game….' If he is really bright, with an IQ north of 150, he will decide that his teachers are idiots, which most of them are, and withdraw. There will be a price for this one day.
You want to end the 'boy crisis'? Easy. Give boys male teachers who understand boys and care about them. Women do neither. Let them compete. It’s how they are. Encourage them to burn off energy in the gym. Reward achievement, not pretty projects. Turn them into men, not transvestites.
Nahhh, never happen."
"Boys need someone who can control them until, in a few years, the internal controls are in place. Women can’t do it. Therefore we have police in the schools, and we drug boys into somnolence with amphetamines. Parents, instead of even trying to control their kids, will litigate.
Boys cease to be students and become problems, so teachers don’t like them.
Further, in the schools today we have feminization, feminization, feminization. Instead of treating girls like girls, and boys like boys, all are expected to be girls. It doesn’t work. Boys by their very nature like to roughhouse. They like contact sports. You don’t have to force them to play football. They are competitive. Women don’t understand this, and what they don’t understand, they outlaw. Today estrogenated school after estrogenated school bans dodge ball as too dangerous, outlaws tag ('They get too rough,” meaning too rough for Mrs. Teacher), and insists on “groups games led by a caring adult.'
It is hideous for boys. Everything they are, it isn’t. 'Ohhhhh, let’s have a caring non-competitive game….' If he is really bright, with an IQ north of 150, he will decide that his teachers are idiots, which most of them are, and withdraw. There will be a price for this one day.
You want to end the 'boy crisis'? Easy. Give boys male teachers who understand boys and care about them. Women do neither. Let them compete. It’s how they are. Encourage them to burn off energy in the gym. Reward achievement, not pretty projects. Turn them into men, not transvestites.
Nahhh, never happen."
16 julho 2006
Acelera o passo!
Penso seriamente em votar no Lula nestas eleições. Além de:
* Começar a defender a política de cotas raciais;
* Exigir do MinC apoio à produção de programas infantis eróticos para a TV;
* Sugerir o banimento de qualquer jornalista ou intelectual com tendências minimamente liberais (para não dar chance ao azar, talvez até mesmo dos sociais-democratas);
* Sugerir a destruição e proibição de livros que não apóiem o socialismo e todas as suas variações;
* Sugerir a obrigatoriedade de filiação ao PT, PSOL ou PCdoB (preferencialmente ao PCO) para se tornar funcionário público;
* Propor maior destinação de verbas às ONGs e movimentos sociais, principalmente MST;
* Por falar em MST, tornar nacional a cartilha do MST ensinada nos assentamentos;
* Incentivar a formação de grupos semelhantes ao MST nas grandes cidades;
* Propor a criação de mais alíquotas de IR (35%, 57%, 79% e 93%) para incentivar a transferência de renda.
Estou farto dessa lenta e dolorosa descida rumo ao fundo do poço. Quero chegar lá logo para então, quem sabe, começarmos a pensar em como sair dele. Talvez, então, as perspertivas sejam apenas de melhora.
Hoje, do jeito que as coisas estão, a única perspectiva possível é que amanhã sentiremos saudade de hoje...
* Começar a defender a política de cotas raciais;
* Exigir do MinC apoio à produção de programas infantis eróticos para a TV;
* Sugerir o banimento de qualquer jornalista ou intelectual com tendências minimamente liberais (para não dar chance ao azar, talvez até mesmo dos sociais-democratas);
* Sugerir a destruição e proibição de livros que não apóiem o socialismo e todas as suas variações;
* Sugerir a obrigatoriedade de filiação ao PT, PSOL ou PCdoB (preferencialmente ao PCO) para se tornar funcionário público;
* Propor maior destinação de verbas às ONGs e movimentos sociais, principalmente MST;
* Por falar em MST, tornar nacional a cartilha do MST ensinada nos assentamentos;
* Incentivar a formação de grupos semelhantes ao MST nas grandes cidades;
* Propor a criação de mais alíquotas de IR (35%, 57%, 79% e 93%) para incentivar a transferência de renda.
Estou farto dessa lenta e dolorosa descida rumo ao fundo do poço. Quero chegar lá logo para então, quem sabe, começarmos a pensar em como sair dele. Talvez, então, as perspertivas sejam apenas de melhora.
Hoje, do jeito que as coisas estão, a única perspectiva possível é que amanhã sentiremos saudade de hoje...
Patriotismo
A onda agora, principalmente entre os so-called formadores de opinião, é cobrar patriotismo dos jogadores brasileiros.
Curioso.
Vivemos num país onde tudo e todos conspiram para que as crianças se tornem losers. Se forem pobres, muito provavelmente seu futuro será um sub-sub-sub-sub-emprego ou a criminalidade.
Milagrosamente surgem alguns gatos pingados que, graças unicamente a seu esforço individual e ajuda da família ou amigos chegados, conseguem escapar dessa armadilha. E o que o Bananão exige deles? Uma carona no seu sucesso!
Aos quintos dos infernos todos! Um jogador como Ronaldinho Gaúcho não nos deve nada, absolutamente nada, porque ele não é o que por causa do Bananão, mas apesar de.
Curioso.
Vivemos num país onde tudo e todos conspiram para que as crianças se tornem losers. Se forem pobres, muito provavelmente seu futuro será um sub-sub-sub-sub-emprego ou a criminalidade.
Milagrosamente surgem alguns gatos pingados que, graças unicamente a seu esforço individual e ajuda da família ou amigos chegados, conseguem escapar dessa armadilha. E o que o Bananão exige deles? Uma carona no seu sucesso!
Aos quintos dos infernos todos! Um jogador como Ronaldinho Gaúcho não nos deve nada, absolutamente nada, porque ele não é o que por causa do Bananão, mas apesar de.
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